Seis anos depois de uma saída que abalou a família real britânica, o príncipe Harry e Meghan Markle estão preparando o retorno ao Reino Unido com os filhos. Archie, de 7 anos, e Lilibet, de 5, já foram matriculados em escolas britânicas e devem começar as aulas em setembro.
A mudança, prevista para este período, não representa uma volta do casal às funções oficiais da realeza. Harry e Meghan pretendem estabelecer uma residência privada nos arredores de Londres e manter a independência conquistada depois da mudança para os Estados Unidos.
O retorno, porém, acontece em um momento especialmente delicado: Harry tenta se aproximar novamente do pai, o rei Charles III, enquanto a relação com o irmão, príncipe William, continua marcada pelo distanciamento.
Onde Harry e Meghan vão morar?
A família não voltará a ocupar uma propriedade oficial da realeza.
Harry e Meghan planejam estabelecer uma residência privada fora de Londres. A localização exata está sendo mantida em sigilo, principalmente por questões relacionadas à privacidade e à segurança da família.
A nova casa também não significa um abandono completo da vida construída nos Estados Unidos.
O casal pretende manter a residência em Montecito, na Califórnia, onde vive desde que deixou o Reino Unido, além de uma propriedade em Portugal. Na prática, a família passará a ter novamente uma base britânica sem necessariamente romper os vínculos construídos do outro lado do Atlântico.

O que muda para Archie e Lilibet?
As crianças estarão entre as mais afetadas pela mudança.
Archie e Lilibet estudavam perto da residência da família na Califórnia. Agora, passarão a frequentar escolas britânicas a partir de setembro. Os nomes das instituições não foram divulgados.
A mudança também pode aproximar os dois filhos de Harry de suas raízes britânicas e, principalmente, do restante da família do pai.
Archie nasceu no Reino Unido em 2019. Lilibet, por outro lado, nasceu na Califórnia em 2021, depois que Harry e Meghan já haviam deixado as funções oficiais da monarquia.

Retorno pode aproximar Harry do rei Charles III
Existe outro elemento importante por trás da mudança.
A relação entre Harry e o pai passou por anos de tensão, mas recentemente apresentou sinais de aproximação.
Em julho, Harry esteve no Reino Unido com Meghan e os filhos. Durante a passagem pelo país, a família encontrou Charles em Highgrove House. A visita permitiu ao rei passar novamente algum tempo com os netos.
Charles está em tratamento contra um câncer, diagnosticado em 2024. Harry já demonstrou publicamente interesse em uma reconciliação familiar, especialmente diante da situação do pai.
Com a família morando novamente no Reino Unido por um período prolongado, os encontros poderão se tornar mais frequentes.
E a relação de Harry com William?
É justamente aí que o cenário fica mais complicado.
Apesar da aproximação com Charles, não há indicação de que Harry e o príncipe William tenham superado as diferenças acumuladas nos últimos anos.
A relação entre os irmãos se deteriorou depois da saída de Harry e Meghan das funções oficiais e ficou ainda mais desgastada após entrevistas, documentários e a publicação das memórias de Harry.
O retorno ao Reino Unido coloca os dois novamente geograficamente mais próximos, mas isso não significa que uma reconciliação esteja acertada.

Harry e Meghan voltarão a trabalhar para a realeza?
Não. Esse é um dos pontos mais importantes para entender a mudança.
O retorno ao Reino Unido não representa uma reversão do acordo firmado depois que Harry e Meghan decidiram deixar as funções de membros ativos da família real.
Eles continuarão sem exercer compromissos oficiais em nome da monarquia.
Meghan deve continuar tocando seus projetos empresariais, enquanto Harry seguirá envolvido com iniciativas beneficentes e causas às quais já se dedica.
Ou seja: estarão fisicamente mais próximos da família real, mas continuarão construindo uma vida profissional independente.
Segurança continua sendo um ponto delicado
O retorno também reacende uma discussão que acompanhou Harry durante os últimos anos: sua segurança no Reino Unido.
Depois de deixar as funções oficiais, o príncipe perdeu o mesmo nível automático de proteção policial financiada pelo Estado que possuía quando era membro ativo da realeza.
Harry travou uma longa disputa sobre o assunto e chegou a afirmar que a questão dificultava viagens com Meghan e os filhos ao país.
Mesmo com essa preocupação, a família decidiu estabelecer novamente uma base no Reino Unido.
Por que Harry e Meghan deixaram o Reino Unido?
O rompimento aconteceu em 2020. Harry e Meghan anunciaram que deixariam de exercer as principais funções como membros da família real e buscariam independência financeira.
Depois de uma passagem pelo Canadá, estabeleceram-se na Califórnia.
Nos anos seguintes, as divergências familiares ganharam enorme exposição. O casal falou sobre a experiência dentro da monarquia em entrevistas e produções audiovisuais, enquanto Harry apresentou sua própria versão dos conflitos no livro de memórias Spare.
A relação com integrantes da família real ficou profundamente abalada, principalmente com William.
Agora, seis anos depois, a decisão de retornar coloca Harry novamente perto do centro de uma história da qual tentou se afastar.
ENTENDA O CONTEXTO
Harry e Meghan se casaram em 2018 e inicialmente eram vistos como uma nova geração dentro da monarquia britânica.
Menos de dois anos depois, anunciaram a decisão de abandonar as principais funções reais. O episódio ganhou repercussão mundial e abriu uma das maiores crises recentes da família real.
O casal estabeleceu uma nova vida na Califórnia e passou a trabalhar de forma independente.
Agora, em 2026, o cenário começa a mudar novamente.
Archie e Lilibet estão matriculados em escolas britânicas, uma residência privada está prevista para a família e Harry terá a oportunidade de permanecer mais próximo do pai.
Isso não significa, porém, uma volta ao antigo modelo de vida. Harry e Meghan continuarão fora das funções oficiais da monarquia e devem manter seus projetos independentes.
A grande incógnita passa a ser outra: a volta ao Reino Unido será apenas uma mudança de endereço ou poderá representar também o início de uma reconciliação dentro da família real?