MP quer barrar Arruda: candidato reage e diz que adversários “têm medo do voto”

Após pedido do Ministério Público para impugnar seu registro, ex-governador afirma que a lei garante sua elegibilidade, acusa adversários de tentarem retirá-lo da disputa “no tapetão” e promete seguir em campanha pelo Distrito Federal.
Redação NC News
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O candidato ao Governo do Distrito Federal, José Roberto Arruda (PSD), reagiu nesta quinta-feira (20) ao pedido do Ministério Público Federal (MPF) para que sua candidatura seja barrada pela Justiça Eleitoral. Durante uma carreata em Santa Maria, Arruda afirmou à equipe do NC News que continuará na disputa e disse estar convicto de que a impugnação não será aceita pelo Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF).

O ex-governador sustenta que a própria legislação eleitoral permite sua candidatura e argumenta que o Ministério Público interpreta de forma equivocada o marco temporal utilizado para calcular sua inelegibilidade.

“O parágrafo oitavo do artigo primeiro me permite disputar a eleição”, declarou.

A manifestação ocorre após o MPF pedir oficialmente o indeferimento de seu registro de candidatura sob o argumento de que Arruda permaneceria inelegível até 2030.

“Querem me tirar no tapetão”

Ao comentar a ação, Arruda afirmou que já esperava uma ofensiva jurídica durante a campanha e sugeriu que grupos ligados ao poder tentam impedir sua participação na eleição.

“Tentariam de toda maneira me tirar no tapetão. Mas eu tenho couro grosso. Nós vamos disputar a eleição”, afirmou.

O candidato também procurou transformar o embate jurídico em discurso político, defendendo que a decisão sobre quem deve governar Brasília cabe aos eleitores.

“Quem deve decidir quem vai governar Brasília é o povo, através do voto.”

“O tiroteio vai aumentar”

Arruda disse acreditar que novos questionamentos judiciais ainda devem surgir ao longo da campanha.

“Sinceramente, eu acho que virão muitos mais. Eu acho que ainda está pouco. O tiroteio vai ser maior”, afirmou.

Na avaliação do candidato, seus adversários estariam preocupados com o desempenho eleitoral de sua candidatura.

“Eles têm medo de voto, eles têm medo da urna.”

Apesar das críticas, Arruda fez questão de afirmar que respeita a atuação institucional do Ministério Público Eleitoral.

“O Ministério Público Eleitoral está cumprindo o dever dele, tenho meu respeito, mas, salvo melhor juízo, está cometendo um equívoco.”

Disputa jurídica continua

Segundo Arruda, a divergência central está na interpretação da data que deve servir de referência para a contagem do período de inelegibilidade previsto na legislação.

Enquanto o MPF sustenta que o ex-governador continua impedido de concorrer, a defesa argumenta que o prazo já teria sido cumprido.

A resposta formal ao pedido de impugnação será apresentada pelos advogados da campanha dentro do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral.

“Meus advogados vão cuidar disso no Tribunal Regional Eleitoral”, disse.

Campanha segue nas ruas

Mesmo diante da batalha jurídica, Arruda afirmou que não pretende alterar sua agenda eleitoral.

Segundo ele, a prioridade continuará sendo percorrer as cidades do Distrito Federal e apresentar propostas aos eleitores.

“Eu continuo na rua. Vou fazer o que me compete, que é apresentar o meu projeto para o futuro de Brasília.”

O episódio acrescenta mais um capítulo à disputa eleitoral no DF e amplia a incerteza sobre o cenário da corrida ao Palácio do Buriti. Enquanto a Justiça analisa o pedido do Ministério Público, Arruda tenta transmitir aos eleitores a mensagem de que permanecerá na disputa até a decisão final do TRE-DF.

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