Guerreiras do K-pop lança chaveiros e enfrenta processo nos EUA

Além do sucesso global, Guerreiras do K-pop enfrenta disputa judicial após lançar chaveiros surpresa e show em Londres.
Redação NC News
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O fenômeno animado Guerreiras do K-pop amplia seu universo com chaveiros colecionáveis em embalagem surpresa e um show imersivo em Londres, enquanto entra no centro de uma disputa judicial com a banda Demon Hunter nos Estados Unidos.

Guerreiras do K-pop lança chaveiros e enfrenta processo
Guerreiras do K-pop lança chaveiros e enfrenta processo

 

Chaveiros surpresa miram fãs colecionadores

A linha oficial de produtos da franquia ganha novo impulso com os chaveiros de personagens vendidos em embalagens surpresa. Cada pacote traz uma das nove estatuetas, com cerca de sete centímetros de altura e um clipe metálico que permite prender o item em mochilas, bolsas ou lancheiras.

Os miniaturas retratam Rumi, Mira e Zoey, do grupo HUNTR/X, além de Jinu, Abby, Mystery, Romance e Baby, do Saja Boys, e o Tigre Azul Derpy. As protagonistas aparecem com suas espadas características, reforçando o apelo para quem acompanha a narrativa de idols que também caçam demônios.

Os pacotes incluem ainda adesivos e um pequeno porta-retrato no estilo anime, elemento que ajuda a empurrar o produto para além do simples acessório de mochila e o coloca no território da memorabilia, disputado por fãs que buscam completar coleções e exibir personagens preferidos em mesas e prateleiras.

Show imersivo em Londres leva Saja Boys ao palco

O passo seguinte da expansão ocorre no palco. Em 6 de setembro, Andrew Choi e Neckwav, vozes de Jinu e Abby nas canções da animação, se apresentam ao vivo no Outernet Live, em Londres, em um espetáculo único para até 2 mil pessoas, com direito a telões gigantes e experiência imersiva.

“Estamos extremamente animados para dividir o palco em nossa primeira apresentação em Londres”, afirma Andrew Choi. Segundo o cantor, a força da relação do público com os personagens surpreende a equipe. “A conexão que todos criaram com os personagens do filme superou todas as nossas expectativas.”

Neckwav, responsável pela voz cantada de Abby, vê a noite como um encontro atrasado com o público britânico. “É uma honra dar vida à minha voz como Neckwav, e à voz cantada por trás de Abby Saja, no Outernet Live”, diz o artista. Ele define o apoio dos fãs no Reino Unido como “incrível” e promete “uma noite inesquecível”.

A apresentação em Londres funciona como vitrine da força musical da franquia, que em pouco tempo colocou faixas como “Golden”, “Your Idol” e “Soda Pop” em paradas internacionais. O show também testa, em um espaço de 2 mil lugares, o apetite por apresentações presenciais ligadas a um título nascido no streaming.

Do streaming à Justiça: Demon Hunter reage

O avanço para música, produtos físicos e eventos ao vivo, porém, acende um alerta no setor de propriedade intelectual. A banda de metal cristão Demon Hunter, com base em Seattle, processa a Netflix no Tribunal Central da Califórnia por suposta violação de marca relacionada ao título original do filme, KPop Demon Hunters.

A ação, apresentada pela empresa Hyde Lane, que administra os direitos da banda, sustenta que o uso de um nome tão próximo gera confusão entre público e mercado, sobretudo porque a franquia hoje ocupa exatamente os mesmos territórios: gravações musicais, produtos licenciados e turnês. O processo foi protocolado em 18 de agosto e pede que a Justiça impeça a utilização de KPop Demon Hunters ou títulos considerados semelhantes em categorias que vão de CDs e pôsteres a roupas.

Os advogados anexaram episódios que, na visão da banda, ilustram a confusão. Em um deles, um consumidor conta ter gasto quase US$ 500 em ingressos para um show do Demon Hunter em Albany, nos Estados Unidos, acreditando que se tratava de um espetáculo ligado à animação. “Acabei de comprar ingressos para o show de vocês e, depois de aceitar os ingressos, percebi que vocês não são ‘KPop Demon Hunters’”, registra a mensagem citada no processo. O comprador diz ainda que buscava “um show adequado para crianças”.

Outro episódio mencionado envolve um produtor de TV que teria procurado o empresário do Demon Hunter em busca de uma entrevista com um compositor da trilha de Guerreiras do K-pop, sinal de que, no backstage da indústria, as fronteiras entre as marcas também parecem menos nítidas do que deveriam.

Marca em xeque e expansão em jogo

O processo chega no momento em que o estúdio fortalece a marca em várias frentes. A franquia, lançada globalmente pela Netflix em junho do ano passado, já coleciona recordes de audiência na plataforma e prêmios importantes, o que torna cada novo produto ou show parte de um projeto global de longo prazo.

A queixa da Hyde Lane afirma que a simples presença da palavra “K-pop” no título não é suficiente para afastar o risco de confusão, argumento reforçado por uma decisão do Escritório de Patentes e Marcas dos Estados Unidos que considera o termo genérico para descrever um gênero musical. Com isso, o embate se concentra na combinação entre “Demon Hunter” e “Demon Hunters”, aplicada a atividades muito próximas.

Na prática, uma decisão desfavorável pode obrigar a Netflix a abandonar o uso do nome original em materiais de divulgação, trilhas, produtos físicos e até turnês, especialmente em territórios onde a proteção à marca da banda esteja consolidada. A Hyde Lane também pede indenização e recuperação dos lucros atribuídos ao que considera infrações, além de honorários advocatícios.

O caso é acompanhado com atenção por artistas e empresas que transitam entre música, streaming e licenciamento. A convergência de formatos aumenta a chance de colisão entre nomes antes restritos a nichos diferentes. Grupos e projetos com referências a demônios, caçadores ou ao próprio universo do K-pop tendem a revisar registros de marca e estratégias de branding.

Enquanto a ação corre na Justiça americana, a franquia mantém a agenda. O lançamento dos nove chaveiros colecionáveis e o show de 6 de setembro em Londres seguem como peças centrais da estratégia de engajamento. A Netflix, por ora, evita mudanças públicas mais drásticas, mas terá de equilibrar a expansão do universo Guerreiras do K-pop com o risco de ver parte de sua construção de marca redesenhada no tribunal.

Quem são as Guerreiras do K-pop na série da Netflix?

As Guerreiras do K-pop são o trio HUNTR/X, formado por Rumi, Mira e Zoey, idols que dividem a rotina entre shows para milhões de fãs e a missão secreta de caçar demônios. Na trama disponível na Netflix, elas enfrentam o grupo rival Saja Boys, demônios disfarçados que também usam o K-pop para conquistar o público.

Quando será a apresentação ao vivo das vozes dos Saja Boys em Londres?

A apresentação das vozes de Jinu e Abby, interpretadas por Andrew Choi e Neckwav, está marcada para 6 de setembro, em sessão única no Outernet Live, em Londres, com capacidade para cerca de 2 mil pessoas. O show terá estrutura imersiva, com projeções em telões gigantes e foco nas músicas da franquia Guerreiras do K-pop.

O que motivou a banda Demon Hunter a processar a Netflix por ‘Guerreiras do K-Pop’?

O processo foi motivado pelo uso do título original KPop Demon Hunters, que a banda Demon Hunter considera confusamente parecido com sua própria marca registrada, usada em discos, turnês e produtos. A ação alega casos concretos de confusão do público, pede que esse nome deixe de ser usado e cobra indenizações financeiras.

A Netflix já se manifestou sobre o processo da banda Demon Hunter contra ‘Guerreiras do K-Pop’?

Até o momento não há manifestação pública da Netflix sobre o processo movido pela banda Demon Hunter no Tribunal Central da Califórnia, que contesta o título original KPop Demon Hunters. A empresa segue promovendo produtos, trilha sonora e eventos da franquia, enquanto a ação corre e o judiciário americano avalia os pedidos de restrição de marca.


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