Terremoto deixa 100 mortos na Indonésia e milhares seguem longe de casa

Tremor de magnitude 7,7 atingiu o leste do país em 15 de agosto e foi seguido por milhares de réplicas; mais de 1,6 mil pessoas ficaram feridas e cerca de 180 mil tiveram de deixar suas casas
Redação NC News
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Subiu para 100 o número de mortos no terremoto que atingiu o leste da Indonésia em 15 de agosto. O novo balanço foi divulgado nesta segunda-feira (24) pela agência responsável pela gestão de desastres do país. O tremor, de magnitude 7,7, atingiu a província de Nusa Tenggara Oriental e deixou um rastro de destruição.

Além das mortes, 1.603 pessoas ficaram feridas e mais de 180 mil permanecem deslocadas. Mais de 73 mil casas foram danificadas, enquanto as equipes de emergência seguem tentando levar ajuda às comunidades afetadas.

O número de vítimas fatais aumentou ao longo dos últimos dias porque pessoas que haviam sido resgatadas com ferimentos graves morreram durante o tratamento médico.

Por que o número de mortos aumentou?

Nos primeiros dois dias após o terremoto, as autoridades contabilizavam 48 mortes. Nesta segunda-feira, o balanço chegou a 100.

Segundo a agência de desastres da Indonésia, parte desse crescimento está relacionada à morte de vítimas que estavam hospitalizadas em estado grave.

Ao mesmo tempo, as operações de socorro continuam em áreas atingidas pelo terremoto. Helicópteros, caminhões e motocicletas estão sendo utilizados para distribuir ajuda.

Quantas pessoas foram afetadas?

A dimensão da tragédia vai muito além do número de mortos.

Cerca de 180 mil pessoas tiveram de deixar suas casas, e mais de 73 mil residências foram danificadas pelo terremoto.

Muitas famílias estão vivendo em abrigos de emergência enquanto aguardam condições seguras para retornar ou uma solução para as casas destruídas.

Também foram registrados danos em escolas, unidades de saúde, locais de culto e prédios públicos.

Terremoto de magnitude 7,7 deixa 100 mortos, mais de 1,6 mil feridos e milhares de desabrigados na Indonésia.

Milhares de réplicas mantêm população em alerta

O terremoto principal foi seguido por milhares de tremores secundários, conhecidos como réplicas.

Dados divulgados nesta segunda-feira indicam que mais de 6,4 mil réplicas já haviam sido registradas. Entre elas, dezenas alcançaram magnitude igual ou superior a 5,0.

Esses novos tremores aumentam o medo entre moradores e podem dificultar o retorno às áreas onde imóveis ficaram comprometidos.

As autoridades afirmaram que a atividade das réplicas apresentava tendência de queda nos últimos dias.

Como estão sendo feitos os resgates e a distribuição de ajuda?

As operações de emergência chegaram ao décimo dia nesta segunda-feira.

Equipes utilizam diferentes meios de transporte para alcançar as regiões afetadas, incluindo helicópteros, caminhões e motocicletas.

O relevo e os danos provocados pelo terremoto tornam o trabalho mais complicado em algumas localidades.

Além do atendimento aos feridos, as autoridades precisam garantir alimentos, água, medicamentos e abrigo para milhares de pessoas que perderam ou tiveram de abandonar suas casas.

Por que acontecem tantos terremotos na Indonésia?

A Indonésia está localizada em uma das regiões geologicamente mais ativas do planeta, conhecida como Círculo de Fogo do Pacífico.

É uma extensa faixa onde diferentes placas tectônicas se encontram. A movimentação dessas placas provoca grande atividade sísmica e vulcânica.

Por isso, terremotos e erupções vulcânicas são relativamente frequentes no arquipélago.

O terremoto de agosto é o mais mortal registrado na Indonésia desde 2022, quando um tremor de magnitude 5,6 atingiu Java Ocidental e matou centenas de pessoas.

Existe risco de tsunami?

Informações falsas sobre possíveis tsunamis chegaram a circular entre moradores das regiões afetadas, provocando medo e fazendo algumas pessoas buscarem áreas mais afastadas.

A agência de desastres pediu que a população não compartilhe alertas sem confirmação oficial. Segundo as autoridades, rumores sobre terremotos ainda maiores e novos tsunamis dificultaram o trabalho de assistência em algumas comunidades.

Em situações desse tipo, orientações sobre risco de tsunami devem ser acompanhadas exclusivamente pelos canais oficiais de emergência.

O que acontece agora?

A prioridade continua sendo atender os feridos e garantir assistência às aproximadamente 180 mil pessoas deslocadas.

As autoridades também precisam avaliar a segurança de milhares de imóveis danificados antes de permitir que moradores retornem às residências.

Com tantas casas atingidas, a reconstrução deverá continuar mesmo depois que a fase mais urgente das operações de emergência terminar.

ENTENDA O CONTEXTO

Um terremoto de magnitude 7,7 atingiu a província de Nusa Tenggara Oriental, no leste da Indonésia, em 15 de agosto.

Desde então, milhares de réplicas foram registradas e as equipes de emergência trabalham para atender as regiões atingidas.

O número de mortos aumentou gradualmente e chegou a 100 nesta segunda-feira (24). Mais de 1,6 mil pessoas ficaram feridas e aproximadamente 180 mil precisaram deixar suas casas.

Agora, além da assistência emergencial, o país enfrenta o desafio de reconstruir milhares de residências e estruturas públicas danificadas.

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