Como tirar a nova Carteira de Identidade Nacional e evitar fraude

Entenda o processo para obter a nova Carteira de Identidade Nacional e as medidas para evitar fraudes digitais no Brasil.
Redação NC News
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O Brasil muda a forma de se identificar: a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) avança pelo país, enquanto o antigo RG ganha prazo final de validade até 28 de fevereiro de 2032.

A transformação vem acompanhada de ações gratuitas de emissão, como a que ocorre nesta semana em Campo Maior (PI), e da promessa de uma base nacional de dados biométricos para conter fraudes digitais.

Documento único, fila menor e menos fraude

A CIN substitui gradualmente o modelo de RG que convive com diferentes numerações em cada estado. O novo documento passa a ter como chave o CPF, o que evita múltiplos registros para a mesma pessoa e reduz brechas para falsificações.

Pela regra em vigor, “o antigo modelo de carteira de identidade permanece válido em todo o território nacional até o dia 28 de fevereiro de 2032”, conforme o Decreto Federal nº 10.977. A partir de 1º de março de 2032, a CIN se torna obrigatória em todo o país.

A ideia é que o cidadão não precise correr para trocar o documento agora. A substituição se dá de forma escalonada, acompanhando a demanda natural de quem precisa da primeira via, de segundas vias ou da atualização de dados civis.

Na prática, o impacto chega a serviços públicos e privados. Bancos, empresas aéreas, órgãos de trânsito e programas sociais passam a lidar com um padrão único de identificação, o que simplifica cadastros e cruzamento de dados.

Campo Maior vira vitrine de inclusão

No Piauí, a mudança ganha rosto nesta semana. Em Campo Maior, a Secretaria da Segurança Pública, por meio do Instituto de Cidadania Digital, em parceria com o Tribunal de Justiça do estado, monta um mutirão de emissão da CIN no Fórum da Comarca.

O atendimento ocorre de 24 a 28 de agosto, das 8h às 16h, e mira quem tem mais dificuldade de chegar a um posto fixo. Para emitir a CIN, é preciso apresentar certidão de nascimento ou casamento legível, CPF e comprovante de residência. “A primeira via é gratuita”, reforça a Secretaria da Segurança Pública do Piauí.

A ação em Campo Maior ilustra a estratégia nacional: combinar postos tradicionais com operações itinerantes em cidades médias e regiões afastadas, para que a transição não exclua quem vive longe das capitais.

Em paralelo, outros estados já oferecem o serviço em centros urbanos consolidados. Cidadãos em São Paulo podem pedir a Carteira de Identidade Nacional online pelo portal do Poupatempo, com agendamento em unidades físicas. Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Pará e Pernambuco também permitem solicitações pelos sites oficiais de seus institutos de identificação.

Identidade entra na era digital

A CIN nasce integrada ao CPF e ao ecossistema de serviços públicos digitais. A carteira pode ser emitida em formato físico e eletrônico, acessível por aplicativos vinculados à conta do gov.br, o que facilita o uso em serviços bancários, de transporte aéreo e em atendimentos presenciais que aceitam documentos digitais.

O uso de biometria — impressões digitais e, em alguns casos, reconhecimento facial — deixa de ser apenas um recurso pontual para se tornar parte de uma infraestrutura nacional. A partir dessa base, órgãos públicos cruzam informações para checar identidades com mais precisão.

Essa mudança já impacta a vida de quem recebe benefícios sociais, se aposenta ou viaja. Autenticações que antes pediam assinaturas em cartório ou presença física em agências passam a ser feitas com validação biométrica conectada aos dados da CIN e ao CPF.

Base biométrica nacional mira o crime digital

A nova carteira é peça central de um projeto mais ambicioso. Em painel na Febraban Tech 2026, em São Paulo, a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, detalha o desenho dessa engrenagem.

“O governo federal trabalha na montagem de uma infraestrutura nacional de dados, sustentada pela nova Carteira de Identidade Nacional (CIN)”, afirma a ministra. Segundo ela, essa infraestrutura reúne bases biométricas de diferentes órgãos públicos, informações da plataforma gov.br e outras estruturas estatais de identificação.

A proposta é que esse conjunto de dados sirva também ao setor privado, com prioridade para o sistema bancário. Com acesso controlado à base biométrica nacional, bancos e fintechs reforçam barreiras contra golpes que usam contas falsas, documentos clonados ou identidades roubadas.

Fraudes em transferências instantâneas, empréstimos fraudulentos e abertura de contas com dados de terceiros se tornaram um problema de bilhões de reais por ano. A expectativa do Planalto e do setor financeiro é que a nova identidade, combinada à biometria, reduza de forma consistente esse tipo de crime.

Desafios: privacidade, capacidade e prazo final

A centralização de dados sensíveis levanta preocupações sobre privacidade e segurança de informações. Especialistas em proteção de dados alertam que vazamentos em bases biométricas têm impacto permanente: ao contrário de senhas, impressões digitais e traços do rosto não podem ser trocados.

O governo promete controles rígidos, com camadas de criptografia, rastreamento de acessos e integração às regras da legislação de proteção de dados. A definição de quem poderá consultar a base biométrica e em quais condições ainda é ponto sensível na interlocução com o setor privado.

Estados e institutos de identificação também correm para adaptar sistemas, treinar equipes e ampliar o atendimento. À medida que o prazo de 28 de fevereiro de 2032 se aproxima, a demanda por emissão tende a crescer, exigindo reforço de estrutura para evitar filas e gargalos.

A expectativa oficial é que, até essa data, a maioria dos brasileiros já tenha migrado para a CIN, impulsionada por campanhas de informação, mutirões itinerantes e facilidades como o pedido online. A recompensa esperada é um cadastro civil mais confiável, menos fraudes digitais e maior segurança para transações que dependem de uma identidade incontestável.

Os próximos anos devem definir se o país consegue equilibrar a promessa de um documento moderno e seguro com a obrigação de proteger, com rigor, os dados mais sensíveis de toda a população.

Como obter a nova Carteira de Identidade Nacional?

Para obter a nova Carteira de Identidade Nacional, o cidadão precisa pedir o documento no instituto de identificação do seu estado, online ou presencialmente, apresentando certidão de nascimento ou casamento legível, CPF e comprovante de residência, com a primeira via gratuita e emissão física e digital integrada ao CPF.

Como trocar o RG antigo pela nova Carteira de Identidade Nacional?

Para trocar o RG antigo pela Carteira de Identidade Nacional, a pessoa agenda atendimento no órgão emissor do estado, leva o RG atual, certidão de nascimento ou casamento, CPF e comprovante de residência, solicita a CIN como nova via e acompanha a emissão física e digital, sem necessidade de troca imediata neste momento.

Qual é o prazo final para usar o RG antigo?

O prazo final para usar o RG antigo é 28 de fevereiro de 2032, data em que o documento deixa de ter validade em todo o país, tornando a Carteira de Identidade Nacional obrigatória a partir de 1º de março de 2032 para identificação civil em serviços públicos e privados.

Onde posso agendar a emissão da nova Carteira de Identidade Nacional em Manaus?

Em Manaus, o agendamento da Carteira de Identidade Nacional deve ser feito pelos canais oficiais do governo estadual, como o site do instituto de identificação ou dos órgãos de atendimento presencial, que informam endereços de postos, horários de funcionamento e documentos necessários para a emissão do novo documento.

A emissão da nova Carteira de Identidade Nacional é gratuita em todas as cidades?

A emissão da nova Carteira de Identidade Nacional tem a primeira via gratuita em todo o país, como determina a regra geral para documentos civis básicos, mas políticas para segundas vias, reposições por perda ou dano e taxas adicionais podem variar conforme cada estado e município responsável pelo atendimento.

O que fazer se ainda não troquei o RG antigo pela nova Carteira de Identidade Nacional?

Se você ainda não trocou o RG antigo pela Carteira de Identidade Nacional, não precisa correr, pois o documento continua válido até 28 de fevereiro de 2032; aproveite prazos e mutirões para agendar a emissão com calma, reunir a documentação e priorizar a troca quando precisar de nova via ou atualizar seus dados.


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