Moraes rejeita apelo da defesa de Bolsonaro e mantém ex-presidente preso

Defesa alegou problemas de saúde e pediu prisão domiciliar humanitária
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu nesta segunda-feira (2) rejeitar o pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A solicitação alegava motivos humanitários e questões de saúde, mas o magistrado entendeu que não há fundamentos suficientes para alterar o cumprimento da pena em regime fechado.

Na decisão, o ministro avaliou que a situação clínica apresentada pelos advogados não impede que o ex-presidente permaneça detido.

Um laudo médico elaborado por especialistas da Polícia Federal indicou que o tratamento necessário pode ser realizado dentro da própria unidade prisional, que dispõe de acompanhamento de saúde e estrutura adequada para eventuais atendimentos.

O magistrado também destacou que o local onde Bolsonaro está preso possui adaptações e serviços que garantem assistência contínua.

Entre os recursos citados estão acompanhamento médico frequente, sessões de fisioterapia, atividades físicas supervisionadas e assistência religiosa, além da possibilidade de receber visitas.

Outro ponto levado em consideração foi o histórico do processo. Segundo Moraes, houve descumprimento de medidas cautelares ao longo da ação, incluindo um episódio envolvendo o monitoramento eletrônico, o que pesa contra a concessão de benefícios como a prisão domiciliar.

Condenado a mais de 27 anos de prisão por envolvimento na trama golpista investigada pela Justiça, o ex-presidente cumpre pena em uma ala destinada a presos especiais dentro do complexo penitenciário da Papuda, em Brasília.

A decisão mantém, por enquanto, as condições atuais de detenção enquanto seguem os desdobramentos judiciais do caso.

Veja imagens disponibilizadas pelo STF da cela do ex-presidente:

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