O Brasil está cada vez mais próximo dos Estados Unidos no mercado internacional de produtos agropecuários.
Em 2025, as exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 169,2 bilhões, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). O valor representou 48,5% de tudo o que o Brasil exportou no ano e estabeleceu um novo recorde para o setor.
Nos Estados Unidos, as exportações agrícolas somaram US$ 171,49 bilhões no mesmo ano, de acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
A diferença entre os dois países ficou em aproximadamente US$ 2,3 bilhões.
Uma aproximação estratégica
A comparação mostra a dimensão da transformação no comércio agrícola mundial.
O Brasil ampliou suas exportações nos últimos anos apoiado pelo crescimento da produção, aumento dos volumes embarcados e abertura de novos mercados.
Em 2025, o país abriu 225 novos mercados para produtos agropecuários, ampliando as possibilidades de negócios para diferentes cadeias produtivas.
Entre os principais produtos brasileiros no comércio internacional estão soja, milho, açúcar, algodão, café, carnes e suco de laranja.
Estados Unidos enfrentam outro cenário
Os números americanos revelam uma realidade diferente.
Embora os Estados Unidos tenham exportado US$ 171,49 bilhões em produtos agrícolas em 2025, o país também registrou déficit no comércio agrícola, com importações superiores às exportações.
O cenário está relacionado, entre outros fatores, à estrutura de consumo americana e à necessidade de importar produtos que não são produzidos em escala suficiente no país.
Brasil ainda não ultrapassou os EUA
Apesar da aproximação, é importante deixar claro: o Brasil ainda não ultrapassou os Estados Unidos em valor de exportações agropecuárias.
A diferença, porém, está cada vez menor — e isso tem implicações estratégicas.
Quanto maior a participação brasileira no comércio mundial de alimentos, maior também a exposição do país às disputas comerciais, tarifas, exigências ambientais, questões sanitárias e movimentos geopolíticos.
O desafio para o Brasil não é apenas exportar mais, mas também agregar valor, diversificar mercados e manter competitividade diante dos grandes concorrentes internacionais.
Fontes: Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e United States Department of Agriculture (USDA).