Lula reage ao Jornal Nacional e compara caso Lulinha ao roteiro da Lava Jato

Na bancada do Jornal Nacional, diante de 20 milhões de telespectadores ligados, tentativa  assume ares de cometimento. Uma narrativa jornalística vira fato consumado.
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Lula enfrentou ontem uma sabatina sobre fatos antecipadamente determinada para explicar-se sobre o “e se…”. Até adentrar no que importaria, de fato, ao país.

E eles eram, como tal, indiscutivelmente circunstanciais até aqui, mas largamente tomados – no jornalismo – como prova direta. O se, de condicionante, determinando o sujeito.

Na bancada do Jornal Nacional, diante de 20 milhões de telespectadores ligados, tentativa  assume ares de cometimento. Uma narrativa jornalística vira fato consumado.

Lula, provocado, lembrou-se do PowerPoint da Lava Jato (um “descuido” jornalístico da Globo em 2018) e teve motivos para reagir: são ilações como o foram lá com Moro e Dallagnol.

Sugerindo um “novo descuido”. E por que? Os vazamentos seletivos de Lulinha com uma lobista não apontaram até aqui uma prova sequer de desvios de recursos públicos.

E se eles, os vazamentos, ocorrem, é porque há uma investigação em curso pela Polícia Federal que Lula determina vá até o fim. Sem ânimo para troca de investigadores.

Lá em 2018, é possível inferir que os telespectadores não se lembrem mais que a Globo retratou-se. E ficou o dito pelo não dito. Mas Lula foi preso e o STF anulou o processo.

Ainda assim, o “se” preponderou ontem, em um quarto do tempo, como se fato comprovado fosse e que merecesse explicações permanentes para circunstâncias de superfície.

Se o liberal cineasta brasileiro Arnaldo Jabor (ex-comentarista político da Globo) fosse vivo, estaria repetindo seu mantra anti-PT

“Lula não é um político, é um fenômeno religioso. De fé. Como as igrejas que caem, matam os fiéis e os que sobram continuam acreditando”.

Para reforçar que, o “se” que bate na porta da campanha de Lula, tivesse provocado no presidente a fé de que todos acreditassem que ilações são, na verdade, ilações.

E não fatos concretos, como, na verdade, ainda não se constituem. Segue a banda.

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