Irã diz que ainda quer negociar fim da guerra com os EUA

Presidente Masoud Pezeshkian defende retomada das tratativas, enquanto autoridade iraniana promete retaliação a novos ataques americanos.
Redação NC News
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O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta segunda-feira (31) que o país ainda busca uma solução negociada para encerrar a guerra com os Estados Unidos.

A declaração acontece em meio a uma nova escalada militar entre os dois países. EUA e Irã voltaram a trocar ataques, depois de semanas sem confrontos diretos.

Pezeshkian afirmou que Teerã quer retomar as negociações e que a continuidade do conflito não interessa ao Irã, à região nem ao mundo.

Ao mesmo tempo, uma autoridade iraniana disse à agência Reuters que o país está preparado para realizar amplas retaliações caso os Estados Unidos voltem a atacar.

Entenda O Que Aconteceu

A tensão aumentou depois que os Estados Unidos atacaram lançadores de foguetes iranianos no Estreito de Hormuz.

Em resposta, o Irã afirmou ter atacado alvos militares americanos na Jordânia. Os ataques representaram uma nova escalada no conflito entre Washington e Teerã.

O presidente americano, Donald Trump, afirmou que os Estados Unidos vão responder aos ataques iranianos.

Trump disse que o Exército americano fará novos ataques contra o Irã e afirmou que Teerã quer muito negociar um acordo, embora tenha colocado em dúvida a possibilidade de confiar no governo iraniano.

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Pezeshkian Defende Negociação

Apesar da escalada militar, o presidente iraniano afirmou que o país continua interessado em uma saída diplomática.

Segundo Pezeshkian, Teerã quer retomar as tratativas com Washington e chegar a um entendimento.

O presidente também acusou os Estados Unidos de não terem cumprido compromissos assumidos anteriormente.

A posição representa uma tentativa de manter aberta a possibilidade de negociação mesmo diante dos novos ataques.

Irã Também Promete Retaliação

Ao mesmo tempo em que o presidente fala em negociação, autoridades iranianas adotam um discurso mais duro.

Uma autoridade do país afirmou à Reuters que o Irã poderá realizar fortes retaliações diante de qualquer nova agressão americana.

O cenário cria uma situação de sinais contraditórios: de um lado, Teerã fala em diplomacia; do outro, mantém a ameaça de resposta militar.

Estreito De Hormuz É Ponto Estratégico

O Estreito de Hormuz é uma das áreas mais sensíveis do conflito.

A passagem é estratégica para o transporte internacional de petróleo e já registra impactos provocados pela tensão militar.

A redução do tráfego na região também pressiona os mercados internacionais de energia. O petróleo Brent chegou a subir cerca de 6% nesta segunda-feira, em reação à nova escalada entre Estados Unidos e Irã.

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Entenda o contexto

Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ataques no domingo (30), na primeira nova sequência de agressões diretas entre os dois países desde julho, segundo as informações divulgadas nesta segunda-feira.

A escalada ocorre enquanto Washington aumenta a pressão econômica sobre Teerã.

Trump também afirmou que novas sanções contra o Irã estão entrando em vigor e fez duras críticas ao governo iraniano.

Nesse cenário, a declaração de Pezeshkian sobre a possibilidade de negociar representa uma tentativa de manter aberta uma saída diplomática, mas não significa que um acordo tenha sido alcançado.

Por enquanto, os dois lados continuam trocando ameaças e ataques, enquanto o risco de uma nova escalada permanece.

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