O governo do presidente Donald Trump anunciou novos acordos para acelerar a produção de mísseis interceptadores Patriot, em meio à pressão sobre os estoques militares dos Estados Unidos provocada pela guerra contra o Irã.
A medida busca ampliar a capacidade de fabricação e acelerar a entrega de componentes considerados essenciais para os sistemas de defesa aérea americanos.
O movimento ocorre depois de meses de uso intenso de munições americanas no conflito e do envio de armamentos para aliados.
Entenda o que aconteceu
O Pentágono anunciou nesta segunda-feira (31) acordos de longo prazo com empresas responsáveis pela produção de componentes de mísseis.
Os contratos têm duração de sete anos e foram firmados com a General Dynamics Ordnance and Tactical Systems e a Lockheed Martin.
O objetivo é aumentar as quantidades produzidas e acelerar os prazos de entrega de componentes utilizados nos sistemas THAAD e Patriot PAC-3 MSE.
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Patriot É Essencial Na Defesa Aérea
Os sistemas Patriot têm sido utilizados pelos Estados Unidos e por aliados para interceptar mísseis e drones durante o conflito com o Irã.
Segundo informações divulgadas sobre a guerra, o Exército americano já utilizou um grande número de interceptadores para proteger suas bases e forças posicionadas no Oriente Médio.
A pressão sobre os estoques aumentou justamente porque os EUA precisam conciliar o consumo de munições na guerra com a manutenção de uma reserva estratégica para outras possíveis ameaças.
Produção Deve Aumentar
Um acordo anterior entre o Exército americano e a Lockheed Martin, anunciado em julho, prevê até US$ 58,6 bilhões para a produção de interceptadores Patriot entre 2026 e 2032.
A Lockheed Martin afirmou que os investimentos permitirão triplicar a capacidade de produção do PAC-3 MSE até o fim de 2030.
A expansão também deverá aumentar o número de trabalhadores envolvidos na fabricação desses sistemas.
Guerra aumenta pressão sobre arsenais
A decisão acontece em um momento de forte desgaste dos estoques militares americanos.
A guerra contra o Irã já consumiu grandes quantidades de munições sofisticadas, enquanto os Estados Unidos também continuam fornecendo armamentos para aliados.
Segundo análise publicada pela Folha, o conflito expôs limites logísticos das Forças Armadas americanas e provocou preocupação com a disponibilidade de mísseis de longo alcance e interceptadores.
O Pentágono também alertou para os impactos de uma guerra prolongada sobre a capacidade militar americana em outras regiões do mundo.
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Entenda o contexto
O Patriot é um dos principais sistemas de defesa aérea dos Estados Unidos e pode ser utilizado para interceptar diferentes tipos de ameaças, incluindo mísseis balísticos.
Durante a guerra com o Irã, as baterias Patriot têm sido empregadas na proteção de bases americanas e de aliados no Oriente Médio.
O problema é que cada interceptação consome uma munição sofisticada e cara. Com o prolongamento do conflito, a necessidade de reposição aumentou.
Por isso, o governo Trump está pressionando a indústria de defesa para produzir mais rapidamente e ampliar a capacidade industrial americana.
A estratégia não se limita aos Patriot. Os novos acordos também envolvem componentes destinados ao sistema THAAD, outro importante equipamento de defesa antimísseis dos Estados Unidos.
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