Joesley Batista se reuniu com Trump antes de mudança dos EUA sobre importação de carne

Dono da JBS discutiu com o presidente americano o aumento da oferta de carne bovina brasileira em meio à alta dos preços nos Estados Unidos; encontro antecedeu anúncio de flexibilização nas importações
Redação NC News
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O empresário Joesley Batista, um dos controladores da JBS, se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para discutir o mercado de carne bovina em meio à disparada dos preços do produto no país. O encontro ocorreu antes de Trump anunciar medidas para ampliar temporariamente a oferta de carne importada no mercado americano.

Segundo informações divulgadas pela imprensa americana e repercutidas no Brasil, Joesley defendeu que uma maior entrada de carne bovina poderia ajudar a aliviar os preços para os consumidores dos Estados Unidos. A conversa ocorreu em um momento delicado para o setor, marcado pela redução do rebanho americano e pela pressão da Casa Branca sobre as grandes empresas que dominam o processamento de carne.

 

 

Joesley discutiu carne brasileira com Trump

A reunião entre Joesley Batista e Trump ocorreu em 20 de agosto. Na conversa, o empresário brasileiro teria defendido que o aumento da oferta de carne importada, incluindo produtos brasileiros, poderia contribuir para reduzir os preços nos supermercados americanos.

O encontro ganhou repercussão porque, no dia seguinte, Trump anunciou planos para facilitar temporariamente a entrada de mais carne estrangeira nos Estados Unidos como parte da estratégia para combater a alta dos preços.

O movimento colocou Joesley e a JBS no centro de um debate que envolve interesses de consumidores, produtores rurais americanos e grandes empresas do setor alimentício.

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Alta dos preços pressiona governo americano

O preço da carne bovina se tornou uma preocupação para o governo Trump. Os Estados Unidos enfrentam uma redução significativa de seu rebanho, cenário que diminuiu a oferta e ajudou a elevar os preços pagos pelos consumidores.

Ao defender a ampliação das importações, a Casa Branca tenta encontrar uma solução de curto prazo para aumentar a disponibilidade do produto. Ao mesmo tempo, o governo americano anunciou novas medidas para fortalecer produtores locais e ampliar a capacidade de processamento dentro do país.

A estratégia, porém, provoca resistência entre pecuaristas americanos, que temem que uma entrada maior de carne importada pressione os preços recebidos pelos produtores.

 

 

JBS está no centro da disputa pelo mercado americano

A discussão ocorre enquanto Trump e integrantes de seu governo intensificam críticas à concentração do mercado de carne bovina nos Estados Unidos. Quatro grandes empresas controlam cerca de 85% do processamento no país, segundo dados citados pelo governo americano.

Entre elas estão a JBS, de origem brasileira, e a National Beef, controlada pela brasileira MBRF, além das americanas Tyson Foods e Cargill.

A forte presença de empresas brasileiras no mercado americano passou a ser alvo de questionamentos políticos em Washington. O governo Trump argumenta que a concentração prejudica produtores independentes e pode contribuir para os preços elevados ao consumidor.

 

 

Importação e proteção ao produtor criam desafio para Trump

A Casa Branca agora tenta equilibrar dois objetivos que podem entrar em conflito: reduzir o preço da carne para os consumidores e, ao mesmo tempo, fortalecer os pecuaristas americanos.

O aumento das importações pode ampliar a oferta e ajudar a conter preços no varejo, mas também gera preocupação entre produtores locais, que dependem da valorização do gado para manter a rentabilidade.

Por outro lado, medidas anunciadas pelo governo incluem incentivos para frigoríficos regionais, apoio à expansão do rebanho e preferência para carne produzida nos Estados Unidos em compras de órgãos públicos.

 

 

Encontro acontece em meio a tensão comercial entre Brasil e EUA

A reunião entre Joesley e Trump também ocorreu em um período de negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países voltaram a discutir tarifas impostas por Washington a produtos brasileiros.

O setor da carne está entre os segmentos diretamente interessados no resultado dessas conversas. Uma eventual ampliação do acesso de produtos brasileiros ao mercado americano pode representar uma oportunidade relevante para exportadores e frigoríficos.

Ao mesmo tempo, o protagonismo de Joesley Batista evidencia como grandes empresários passaram a atuar como interlocutores em discussões econômicas que ultrapassam os canais diplomáticos tradicionais.

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Entenda o contexto

Os Estados Unidos enfrentam um dos períodos mais delicados para o mercado de carne bovina em décadas. A redução do rebanho pressionou a oferta e contribuiu para a alta dos preços, transformando o tema em uma questão econômica e política para o governo Trump.

Nesse cenário, a discussão sobre importações ganhou força. A possibilidade de ampliar temporariamente a entrada de carne estrangeira pode ajudar a aumentar a oferta, mas enfrenta resistência de produtores americanos, um grupo politicamente importante para o presidente.

A participação de Joesley Batista na conversa com Trump adiciona um novo elemento ao debate. Como controlador de uma das maiores empresas globais do setor, o empresário brasileiro está diretamente ligado a um mercado que se tornou estratégico para a economia americana. O encontro ocorreu pouco antes das novas medidas anunciadas pela Casa Branca, embora a relação direta entre a conversa e as decisões posteriores não tenha sido oficialmente confirmada.

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