Wellington Fagundes cobra votação urgente da PEC da Segurança e alerta para avanço do crime organizado

Senador do PL afirma que facções já atuam em grande parte dos municípios brasileiros e defende reforço das forças de segurança nas regiões de fronteira
Redação NC News
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

O senador Wellington Fagundes (PL-MT) defendeu nesta quarta-feira (2) a aceleração da análise da PEC da Segurança Pública no Congresso Nacional. Para o parlamentar, o avanço do crime organizado pelo país exige uma resposta rápida do Legislativo e a aprovação de medidas que fortaleçam o combate às facções criminosas.

Segundo o senador, a população tem cobrado ações mais efetivas na área da segurança e espera uma atuação mais firme do poder público diante do crescimento da criminalidade.

“Precisamos votar. A população está cobrando muito isso”, afirmou.

Senador alerta para presença de facções em municípios brasileiros

Durante entrevista, Wellington Fagundes chamou atenção para o avanço das organizações criminosas em diferentes regiões do país. Segundo ele, a atuação dessas facções já alcançaria a maior parte dos municípios brasileiros.

Na avaliação do parlamentar, o cenário é especialmente preocupante em estados de fronteira, onde a entrada de drogas, armas e mercadorias contrabandeadas representa um desafio constante para as forças de segurança.

“O crime organizado hoje toma conta de mais de 90% dos municípios”, declarou o senador.

Leia mais: 

Rogério Marinho cobra investigação sobre novas revelações envolvendo Moraes e Daniel Vorcaro

Fronteira de Mato Grosso preocupa autoridades

Fagundes destacou a situação de Mato Grosso, estado que possui uma extensa área de fronteira internacional. Segundo ele, a localização estratégica facilita a ação de organizações criminosas envolvidas no tráfico de drogas e no contrabando.

O senador afirmou que o estado possui cerca de 720 quilômetros de fronteira seca, além de aproximadamente 300 quilômetros de áreas fluviais, fatores que aumentam a necessidade de fiscalização permanente.

Para enfrentar o problema, o parlamentar defende o fortalecimento do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), unidade especializada no combate aos crimes transfronteiriços.

Mais recursos e presença das Forças Armadas

O senador também informou que apresentou, ao lado do senador Jaime Campos (União-MT), uma proposta para ampliar os recursos destinados às ações de segurança na faixa de fronteira.

Além disso, Wellington Fagundes defendeu uma participação maior das Forças Armadas no monitoramento das regiões mais vulneráveis à atuação do crime organizado.

Segundo ele, a estratégia de combate à criminalidade deve combinar investimentos, integração entre órgãos de segurança e fortalecimento das operações nas áreas de fronteira.

Leia também: 

MP das blusinhas: Fernando Dueire cobra proteção à indústria nacional e alerta para risco de desemprego

Críticas à centralização das decisões

Outro ponto destacado pelo senador foi a necessidade de descentralizar as decisões relacionadas à segurança pública.

Na avaliação de Fagundes, as políticas de combate ao crime precisam levar em conta a realidade dos estados e municípios, especialmente das regiões que convivem diretamente com problemas ligados ao tráfico e ao contrabando.

“Não queremos apenas a centralização das decisões em Brasília. A segurança pública se faz lá na ponta”, afirmou.

PEC da Segurança ganha prioridade no Congresso

A PEC da Segurança Pública está entre as propostas consideradas prioritárias por parlamentares que defendem mudanças estruturais no combate ao crime organizado.

Para Wellington Fagundes, a aprovação da matéria representaria uma resposta concreta à população e um avanço no fortalecimento das instituições responsáveis pela segurança.

O senador afirma que o Congresso precisa construir consenso para acelerar a votação da proposta e garantir instrumentos mais eficazes para enfrentar a criminalidade.

“A gente espera aprovar isso o mais rápido possível e dar uma resposta rápida à população brasileira”, concluiu.

Mais Lidas do NC News:

CCJ do Senado aprova fim da escala 6×1

Augusto Cury defende semipresidencialismo e mandato de 8 anos para ministros do STF

Rastro digital liga Moraes a contrato de R$ 131 milhões do Banco Master

Carregar Comentários