A própolis, substância produzida pelas abelhas a partir de resinas vegetais, pode ter um efeito positivo sobre o controle da glicemia. É o que aponta um estudo clínico que acompanhou 36 pessoas com diabetes tipo 2 durante 12 semanas.
Os participantes apresentaram melhora em indicadores relacionados ao controle do açúcar no sangue. Apesar do resultado promissor, o estudo tem limitações importantes, principalmente pelo número reduzido de participantes e pelo curto período de acompanhamento.
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Entenda O Que Aconteceu
A pesquisa avaliou se o consumo de própolis poderia contribuir para melhorar marcadores metabólicos de pessoas com diabetes tipo 2.
Os resultados indicaram uma possível melhora no controle glicêmico. Isso significa que a substância pode ter algum efeito sobre parâmetros relacionados à quantidade de açúcar presente no sangue.
O resultado, porém, ainda não é suficiente para afirmar que a própolis seja um tratamento para diabetes ou que possa substituir medicamentos prescritos pelos médicos.
O Que A Própolis Tem De Diferente
A própolis contém diferentes compostos bioativos e é conhecida principalmente por suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias.
Pesquisas anteriores também investigaram possíveis efeitos da substância sobre glicose, insulina e hemoglobina glicada, além de marcadores relacionados à inflamação. Uma revisão que reuniu estudos com centenas de participantes encontrou resultados que sugerem potencial benefício metabólico, mas também reforça a necessidade de mais pesquisas.

Estudo Ainda Tem Limitações
Um dos principais pontos de atenção é o tamanho da pesquisa publicada recentemente. Apenas 36 pessoas participaram do acompanhamento, e o período de observação foi de 12 semanas.
Uma amostra pequena torna mais difícil saber se os resultados seriam semelhantes em uma população maior e por períodos mais longos.
Por isso, os pesquisadores e especialistas não tratam os resultados como uma comprovação definitiva da eficácia da própolis para controlar a diabetes.
Própolis Não Substitui Remédio
Um dos principais alertas relacionados ao assunto é evitar a interpretação de que a própolis poderia substituir medicamentos utilizados no tratamento da diabetes.
O estudo não demonstrou eficácia equivalente à metformina e não recomenda abandonar medicamentos prescritos para utilizar a substância.
Qualquer mudança no tratamento deve ser feita com acompanhamento de um profissional de saúde.

Alimentação Continua Sendo Fundamental
O controle da glicemia depende de um conjunto de fatores, incluindo alimentação equilibrada, atividade física, acompanhamento médico e, quando necessário, uso correto de medicamentos.
Alimentos ricos em fibras, por exemplo, podem contribuir para uma liberação mais lenta da glicose na corrente sanguínea. A alimentação deve ser individualizada de acordo com as necessidades de cada pessoa.
Nesse cenário, a própolis pode ser objeto de pesquisas como possível complemento, mas ainda não deve ser apresentada como solução isolada para controlar o diabetes.
O Que A Ciência Ainda Precisa Descobrir
Apesar dos resultados iniciais, ainda são necessários estudos maiores e com acompanhamento por períodos mais longos para determinar se o efeito observado é consistente.
Também é importante entender quais tipos e concentrações de própolis poderiam estar relacionados aos possíveis benefícios e quais seriam as doses adequadas.
Por enquanto, a evidência disponível aponta para um potencial efeito, e não para uma comprovação de que a própolis controle a glicemia de forma independente.
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Entenda O Contexto
A diabetes tipo 2 é uma condição relacionada principalmente à resistência à insulina e à dificuldade do organismo em controlar adequadamente os níveis de glicose no sangue. A própolis vem sendo estudada por causa de seus compostos bioativos e possíveis efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios.
Pesquisas anteriores já encontraram sinais de melhora em alguns marcadores metabólicos, mas os resultados ainda não são suficientes para transformar a substância em tratamento ou substituir medicamentos. O estudo mais recente, realizado durante 12 semanas com 36 pessoas com diabetes tipo 2, trouxe resultados considerados promissores, mas o tamanho reduzido da amostra e o curto período de acompanhamento exigem cautela.
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