Celina promete 40 mil servidores no Centrad e prevê economia de R$ 168 milhões

Governadora afirmou que ocupação do complexo administrativo, em Taguatinga, representa um “sonho” e deve reduzir gastos do GDF com aluguéis
Redação NC News
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A governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), afirmou neste sábado (5) que o Centro Administrativo do Distrito Federal (Centrad) deverá receber cerca de 40 mil servidores públicos quando estiver totalmente ocupado.

A declaração foi feita durante o lançamento da candidatura do deputado distrital Robério Negreiros (Podemos). Segundo Celina, a ocupação do complexo representa uma mudança que durante anos foi considerada difícil de ser realizada. O governo estima uma economia de R$ 168 milhões por ano com a redução de despesas com aluguéis.

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Entenda O Que Aconteceu

O Centrad, localizado na região de Taguatinga, começou a ser efetivamente ocupado pelo Governo do Distrito Federal após anos de impasses envolvendo o empreendimento.

A primeira etapa prevê a transferência de órgãos do GDF para o complexo. O planejamento anunciado anteriormente pelo governo incluía a ocupação de parte da estrutura em até 90 dias, com a mudança inicial de cinco secretarias e a instalação parcial de outros órgãos.

Agora, Celina afirma que a meta é ampliar gradualmente a utilização do espaço até chegar a 40 mil servidores.

Celina Chama Ocupação De “Sonho”

Durante o evento político, a governadora afirmou que a utilização do Centrad era tratada por algumas pessoas como algo que seria impossível de concretizar.

“As pessoas criavam dificuldade, falavam que tinha que licitar móvel para ir, que a reforma seria de milhões, bilhões, trilhões. Mas gente foi e fez, tudo da forma mais simples possível”, declarou Celina.

Na sequência, ela afirmou que espera ampliar a ocupação do complexo e destacou a estrutura disponível para receber os servidores.

Economia Com Aluguéis

Um dos principais argumentos do GDF para a transferência é a possibilidade de reduzir os gastos públicos com aluguel.

Segundo estimativa apresentada pelo governo, os contratos mantidos atualmente pelas secretarias representam aproximadamente R$ 14 milhões por mês, o equivalente a cerca de R$ 168 milhões por ano.

A primeira fase da mudança, entretanto, representa apenas uma parcela da economia potencial. O impacto tende a aumentar conforme novos órgãos sejam transferidos para o Centrad.

Mudança Começou Pelas Secretarias

O planejamento inicial prevê a transferência de órgãos como as secretarias de Obras e Infraestrutura, Desenvolvimento Urbano e Habitação, Mobilidade e Meio Ambiente, além do DF Legal.

Casa Civil, Casa Militar e Secretaria de Governo também estão incluídas na primeira etapa, mas com ocupação parcial. A estratégia é priorizar órgãos que possuem contratos de aluguel próximos do vencimento.

Na primeira fase, cinco blocos do complexo devem ser utilizados, com capacidade para aproximadamente 1.638 servidores.

Centrad Fica Em Taguatinga

O complexo está localizado na região de Taguatinga, próximo a áreas importantes do Distrito Federal. A transferência de órgãos públicos também é apresentada pelo governo como uma forma de descentralizar a administração e movimentar a economia local.

A expectativa é que a presença de milhares de servidores também aumente o fluxo de pessoas e a atividade comercial nas proximidades.

O governo ainda prevê intervenções de infraestrutura para melhorar os acessos ao complexo, incluindo projetos para novos viadutos.

Ocupação Ainda Será Gradual

Apesar da projeção de 40 mil servidores, a ocupação total não ocorrerá de uma só vez.

A estratégia do GDF é realizar a transferência em etapas, aproveitando inicialmente a estrutura já disponível e fazendo adequações pontuais nos espaços.

A administração também pretende reaproveitar móveis e equipamentos das atuais sedes dos órgãos, com o objetivo de reduzir os custos da mudança.

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Entenda O Contexto

O Centro Administrativo do Distrito Federal passou anos cercado por impasses e permaneceu sem utilização plena. Em 2026, o governo de Celina Leão retomou o projeto de ocupação do complexo como parte de uma estratégia para reduzir despesas com aluguel e descentralizar órgãos públicos.

A primeira etapa prevê a transferência de algumas secretarias e outros órgãos, enquanto a governadora projeta que, no futuro, o espaço possa concentrar cerca de 40 mil servidores. A administração estima uma economia potencial de R$ 168 milhões por ano com a redução dos contratos de aluguel, mas a ocupação completa dependerá da execução das próximas etapas do projeto.

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