A pouco menos de um mês do primeiro turno das eleições de 2026, a corrupção aparece como o principal fator levado em consideração pelos brasileiros na escolha de um candidato à Presidência da República. Pesquisa Quaest divulgada neste domingo (6) mostra que 31% dos eleitores apontam como característica mais importante não estar envolvido em casos de corrupção.
Logo depois aparece o compromisso com a democracia, citado por 28% dos entrevistados. Ser duro no combate à violência e ao crime ocupa a terceira posição, com 15%. A experiência política aparece mais abaixo, mencionada por 9% dos eleitores.
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Entenda o que aconteceu
A Quaest perguntou aos entrevistados qual característica consideram mais importante na hora de decidir votar em um candidato a presidente. O levantamento mostra uma concentração das respostas nos três primeiros fatores: corrupção, democracia e segurança pública.

Corrupção também lidera entre eleitores independentes
O levantamento detalhou as respostas de acordo com a identificação política dos entrevistados. Entre os eleitores independentes, 33% disseram que não estar envolvido com corrupção é a característica mais importante para escolher um candidato. Outros 26% priorizam o compromisso com a democracia.
O resultado reforça o peso desses dois temas justamente entre uma parcela do eleitorado que não se identifica diretamente com os principais grupos políticos.
Lulistas e bolsonaristas apresentam prioridades diferentes
Quando a pesquisa separa os entrevistados por identificação política, surge uma diferença importante. Entre os lulistas, o compromisso com a democracia ocupa o primeiro lugar, mencionado por 29%.
Entre os bolsonaristas, o principal critério é não estar envolvido com corrupção. Essa característica foi apontada por 41% dos entrevistados desse grupo.
Os dados mostram que, embora corrupção e democracia estejam no topo das preocupações do eleitorado de maneira geral, o peso atribuído a cada tema varia conforme a identificação política.
Corrupção pesa ainda mais na hora de rejeitar candidato
A Quaest também fez a pergunta no sentido contrário: qual característica seria mais importante para fazer o eleitor não votar de jeito nenhum em determinado candidato.
Nesse caso, o envolvimento com corrupção ganha ainda mais peso: 40% apontaram esse fator como principal motivo para descartar um nome na corrida presidencial.
Em segundo lugar aparece não ter compromisso com a democracia, com 21%. Ser fraco no combate à violência e ao crime vem na sequência, com 13%.
O que mais faz o eleitor rejeitar um candidato
Na lista completa dos fatores que podem levar o eleitor a descartar um candidato, a Quaest encontrou:

Um dado chama atenção na comparação: enquanto 31% consideram a ausência de envolvimento com corrupção o principal atributo positivo, 40% apontam o envolvimento em corrupção como o principal motivo para rejeitar completamente um candidato.
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Críticas ao STF têm peso menor na decisão
Outro resultado da pesquisa é o peso relativamente pequeno atribuído à relação dos candidatos com instituições como o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso.
Apenas 2% disseram que ser crítico ao STF é a característica mais importante para escolher um presidente. Ser crítico ao Congresso foi mencionado por 1%, enquanto ser aliado do Congresso também marcou 1%.
Na pergunta sobre rejeição, ser crítico ao STF também aparece com apenas 1%. Já ser aliado do STF foi apontado por 3% como característica mais importante para não votar em um candidato.
Entenda o contexto
A pesquisa foi encomendada por O Globo e Globo e realizada pela Quaest com 2.004 pessoas de 16 anos ou mais, entrevistadas presencialmente em todo o país entre 30 de agosto e 1º de setembro.
A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07065/2026.
Os números ajudam a mostrar quais temas podem ganhar espaço na reta final da campanha presidencial: para a maior parcela dos entrevistados, questões relacionadas à integridade dos candidatos, democracia e segurança pública têm mais peso do que experiência política, religião ou posicionamento em relação ao STF e ao Congresso.
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