7 de Setembro divide candidatos ao governo de Minas entre desfile, atos contra o STF e Grito dos Excluídos

Mateus Simões participa do desfile oficial em Belo Horizonte, Flávio Roscoe vai a manifestação na Praça da Liberdade e candidatos da esquerda participam de ato no Centro
Redação NC News
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O feriado de 7 de Setembro colocou os candidatos ao Governo de Minas Gerais em agendas bastante diferentes nesta segunda-feira (7). Enquanto o governador e candidato à reeleição Mateus Simões (PSD) participa do desfile oficial da Independência em Belo Horizonte, outros concorrentes escolheram atos políticos, manifestações e atividades de campanha.

A programação também expõe a divisão entre os diferentes campos políticos que disputam o Palácio Tiradentes. Flávio Roscoe (PL) participa de uma manifestação na Praça da Liberdade com críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto Rafael Duda (PSTU) e Túlio Lopes (PCB) participam do Grito dos Excluídos, no Centro da capital.

O senador Cleitinho (Republicanos), que aparece na liderança das pesquisas para o governo mineiro, não divulgou agenda pública para o feriado. Henrique Áreas (PCO) também não informou compromissos.

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Mateus Simões participa do desfile oficial

O governador Mateus Simões (PSD) começou o feriado às 8h, participando do Desfile Cívico-Militar de 7 de Setembro, em Belo Horizonte.

Depois do compromisso institucional, Simões tem uma sequência de atividades relacionadas à campanha. Às 12h30, grava vídeos e, às 13h, participa da comemoração dos 97 anos do Mercado Central.

A agenda termina às 15h, com gravação do programa eleitoral.

A estratégia mantém o governador em uma programação que mistura compromissos institucionais, presença pública e produção de conteúdo para a campanha.

Flávio Roscoe leva campanha para a Praça da Liberdade

O candidato Flávio Roscoe (PL) escolheu uma das agendas mais políticas do feriado.

Às 10h, ele participa de uma manifestação na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte. O ato é marcado por críticas ao STF e ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A escolha acontece em um momento de forte tensão política nacional envolvendo o Supremo e coloca a candidatura de Roscoe em sintonia com uma parcela do eleitorado de direita.

Gabriel Azevedo percorre cidades da Zona da Mata

O candidato Gabriel Azevedo (MDB) terá uma agenda extensa fora da capital.

Às 7h, visitou uma fazenda de criação de peixes ornamentais no distrito de Santo Antônio do Glória, em Vieiras.

Na sequência, participa de dois desfiles de 7 de Setembro. O primeiro ocorreu às 8h, em Muriaé, e o segundo às 10h30, em Cataguases.

Depois, às 13h, Gabriel inicia o deslocamento de volta para Belo Horizonte.

Kalil concentra o feriado nos bastidores

O ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) terá uma agenda mais reservada.

Segundo a programação divulgada pela campanha, o candidato participa de reuniões internas e gravações, sem compromissos públicos previstos ao longo do dia.

A opção por uma agenda fechada contrasta com a movimentação de outros concorrentes, que escolheram utilizar o feriado para ganhar exposição nas ruas.

Esquerda participa do Grito dos Excluídos

Os candidatos Rafael Duda (PSTU) e Túlio Lopes (PCB) participam do Grito dos Excluídos, manifestação tradicional realizada no feriado da Independência.

Duda participa do ato a partir das 9h30, na Praça da Rodoviária, em Belo Horizonte.

Túlio Lopes também participa da manifestação, com início por volta das 9h, no mesmo local.

O evento reúne movimentos sociais e grupos políticos em uma manifestação que tradicionalmente apresenta críticas sociais e econômicas e reivindicações de diferentes setores da sociedade.

Ben Mendes faz panfletagem no Barreiro

O candidato Ben Mendes (Missão) escolheu o contato direto com eleitores.

Entre 14h e 16h, ele participa de um panfletaço no Barreiro, em Belo Horizonte, ao lado de Rafaela Cupertino.

A atividade concentra a campanha em uma das regiões mais populosas da capital e prioriza a aproximação com eleitores durante o feriado.

Cleitinho não divulga agenda

Líder nas pesquisas para o Governo de Minas, Cleitinho Azevedo (Republicanos) não divulgou compromissos públicos para esta segunda-feira.

No domingo (6), véspera do feriado, o senador esteve em diferentes pontos de Belo Horizonte, incluindo eventos no Barreiro e em Santa Luzia. A estratégia de campanha tem apostado em agendas pelo interior e forte presença nas redes sociais.

Eleição mineira começa a ganhar contornos nacionais

A programação do 7 de Setembro mostra que a disputa pelo Governo de Minas também está conectada à polarização nacional.

De um lado, candidatos utilizam o feriado para participar de atos oficiais e atividades tradicionais da Independência. De outro, Roscoe participa de uma manifestação de oposição ao STF e ao governo Lula, enquanto candidatos de esquerda se concentram no Grito dos Excluídos.

O cenário ocorre em uma eleição na qual Cleitinho aparece na liderança, enquanto Mateus Simões, Alexandre Kalil e outros nomes tentam consolidar suas candidaturas. Pesquisa Datafolha divulgada em agosto apontou Cleitinho com 32% das intenções de voto, seguido por Patrus Ananias e Alexandre Kalil, ambos com 12%.

Com a campanha avançando, a disputa pelo governo mineiro tende a combinar cada vez mais questões estaduais com os temas nacionais que dominam o debate político de 2026.

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Entenda O Contexto

A eleição para o Governo de Minas Gerais reúne candidatos de diferentes correntes políticas e ocorre em um dos maiores colégios eleitorais do país. O 7 de Setembro se tornou uma oportunidade para os concorrentes ampliarem a exposição pública e apresentarem suas posições.

Neste feriado, Mateus Simões optou pelo desfile oficial e por compromissos de campanha, enquanto Flávio Roscoe participa de uma manifestação com críticas ao STF e ao governo Lula. Candidatos como Rafael Duda e Túlio Lopes escolheram o Grito dos Excluídos, enquanto outros nomes mantiveram agendas internas ou percorreram cidades do estado.

A diversidade de atividades revela uma disputa que, além dos problemas específicos de Minas Gerais, também começa a refletir a polarização nacional que marca as eleições de 2026.

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