O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou nesta segunda-feira (7) do desfile cívico-militar de 7 de Setembro, em Brasília, em uma cerimônia marcada por mensagens sobre soberania nacional, democracia, combate à violência contra as mulheres e união do país.
Lula chegou à Esplanada dos Ministérios acompanhado da primeira-dama Janja Lula da Silva e participou da cerimônia ao lado de autoridades dos Três Poderes.
Entre os presentes estavam o vice-presidente Geraldo Alckmin, o presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin.
A presença de Fachin ganhou destaque porque ocorre em meio à crise interna do Supremo envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. Fachin é, até o momento, o único ministro do STF identificado na cerimônia.
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Quem esteve no palanque de autoridades
Além de Lula, Janja, Alckmin, Alcolumbre, Motta e Fachin, o desfile reuniu uma ampla representação do governo federal.
Entre os ministros presentes estavam:
- Rui Costa (Casa Civil)
- Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança do Clima)
- Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública)
- José Múcio (Defesa)
- Simone Tebet (Planejamento e Orçamento)
- Camilo Santana (Educação)
- Alexandre Padilha (Saúde)
- Renan Filho (Transportes)
- Mauro Vieira (Relações Exteriores)
- Jorge Messias (Advocacia-Geral da União)
- Margareth Menezes (Cultura)
- Sonia Guajajara (Povos Indígenas)
- Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação)
- Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais)
- Márcio Macêdo (Secretaria-Geral da Presidência)
- Sidônio Palmeira (Comunicação Social)
- Márcio França (Empreendedorismo)
- André Fufuca (Esporte)
- Celso Sabino (Turismo)
- Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional)
- Jader Filho (Cidades)
- Alexandre Silveira (Minas e Energia)
- Vinicius Marques de Carvalho (Controladoria-Geral da União)
- Wolney Queiroz (Previdência Social)
- Márcia Lopes (Mulheres)
- Macaé Evaristo (Direitos Humanos e Cidadania)
- André de Paula (Pesca e Aquicultura)
- Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar)
- Esther Dweck (Gestão e Inovação em Serviços Públicos).
Também estiveram na cerimônia o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Marcos Amaro dos Santos, e o assessor-chefe da Assessoria Especial da Presidência, Celso Amorim.
Entre as autoridades militares estavam o comandante da Marinha, almirante Marcos Sampaio Olsen, o comandante do Exército, general Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, e o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Marcelo Kanitz Damasceno. Também participaram o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, almirante Renato Rodrigues de Aguiar Freire, e o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Antônio Fernando Souza Oliveira.
A cerimônia também contou com representantes de instituições como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, o Superior Tribunal de Justiça e a Defensoria Pública da União, entre outras autoridades.
Soberania vira principal mensagem de Lula
A defesa da soberania foi o eixo central da comunicação do presidente durante o 7 de Setembro.
No pronunciamento exibido na noite de domingo (6), Lula afirmou que nenhum governo estrangeiro deve determinar com quem o Brasil pode negociar. Sem citar diretamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o petista fez referência às tensões comerciais entre os dois países e às tarifas impostas sobre produtos brasileiros.
Lula também citou as reservas brasileiras de terras raras, água doce e petróleo como riquezas que devem ser utilizadas para gerar desenvolvimento, tecnologia e empregos qualificados no país.
A mensagem foi resumida pelo presidente na defesa de que o Brasil não deve se submeter a interesses estrangeiros. O discurso foi autorizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por ser considerado relacionado ao caráter institucional da celebração da Independência.
Violência contra mulheres entra no desfile
Outro tema incorporado à programação oficial foi o enfrentamento à violência contra as mulheres.
O governo definiu três eixos para o desfile deste ano: soberania nacional, combate à violência contra as mulheres e Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil.
A escolha coloca a proteção das mulheres entre as principais mensagens institucionais da cerimônia e reforça uma das pautas sociais defendidas pelo governo.
Fachin participa do desfile em meio à crise no STF
A presença de Edson Fachin ganhou peso político adicional diante da crise que envolve o Supremo.
O presidente da Corte determinou que Alexandre de Moraes, André Mendonça, Paulo Gonet, procurador-geral da República, e Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, prestem esclarecimentos sobre os acontecimentos relacionados ao caso Banco Master.
Fachin tem agora a responsabilidade de analisar as manifestações dos envolvidos antes de definir os próximos passos do caso.
A presença do ministro no desfile ocorre, portanto, enquanto o STF atravessa uma das maiores crises internas recentes.
“A força que une o Brasil”
O lema escolhido pelo governo para a celebração deste ano é “A Força que Une o Brasil”.
A mensagem busca reforçar uma imagem de união nacional em um momento de forte polarização política.
A programação também foi montada sob cuidados eleitorais, já que o país está em ano de eleições. O governo precisou observar as restrições impostas pela Justiça Eleitoral para evitar que a cerimônia oficial fosse transformada formalmente em ato de campanha.
7 de Setembro vira cenário de disputa eleitoral
A diferença entre as agendas de Lula e de seus principais adversários deixou evidente a dimensão política adquirida pelo feriado.
Enquanto o presidente participou do desfile oficial em Brasília e utilizou a data para falar de soberania, união nacional e políticas sociais, Flávio Bolsonaro (PL) levou para a Avenida Paulista um ato de oposição ao governo e ao STF, com o lema “Fora Lula e fora Moraes”.
Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) também participaram de manifestações em São Paulo.
O contraste coloca Brasília e São Paulo como dois dos principais polos políticos do 7 de Setembro de 2026: de um lado, a cerimônia oficial organizada pelo governo federal; do outro, manifestações de oposição que transformaram a data em plataforma de mobilização eleitoral.
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Entenda O Contexto
O 7 de Setembro de 2026 acontece em um momento de forte disputa política e às vésperas das eleições. Em Brasília, Lula participou da cerimônia oficial acompanhado de Janja e de autoridades dos Três Poderes, entre elas Geraldo Alckmin, Davi Alcolumbre, Hugo Motta e Edson Fachin.
O presidente utilizou a celebração para defender a soberania brasileira, enquanto o governo colocou no desfile mensagens sobre combate à violência contra as mulheres e a Copa do Mundo Feminina de 2027. A presença de Fachin também ganhou relevância por ocorrer em meio à crise interna do STF envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça. Enquanto isso, candidatos da oposição participaram de manifestações em São Paulo com críticas ao governo e ao Supremo.
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