PM usa bombas de gás contra manifestantes de esquerda perto da Avenida Paulista

Confusão ocorreu na manhã desta segunda (7) quando grupo tentava avançar rumo ao local onde ato da direita estava marcado para a tarde
Redação NC News
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A Polícia Militar de São Paulo usou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar um grupo de manifestantes nos arredores da Avenida Paulista na manhã desta segunda-feira (7), feriado de Independência do Brasil. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram policiais e manifestantes cercados por fumaça no momento da confusão.

Segundo relatos de agentes que acompanhavam a ocorrência, os manifestantes eram de grupos de esquerda e tentavam avançar em direção à Avenida Paulista, onde está marcada para a tarde uma manifestação de direita.

Entenda o que aconteceu

De acordo com os policiais ouvidos no local, o acesso à Paulista foi bloqueado pela corporação porque a avenida vai receber, a partir da tarde, uma mobilização de grupos de direita. As bombas teriam sido usadas justamente para impedir o deslocamento do grupo de esquerda até a região. Até o momento, não há informações oficiais sobre feridos, detidos ou o que exatamente motivou o confronto.

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Dois atos, dois lados da cidade

Os grupos favoráveis a Jair Bolsonaro se concentram na região da Paulista, entre a Praça do Ciclista e a Avenida Brigadeiro Luís Antônio, com concentração prevista para começar por volta das 11h e seguir até o fim da tarde. Já os movimentos de esquerda, incluindo o Grito dos Excluídos, têm programação marcada para o Vale do Anhangabaú, no centro da cidade.

A realização simultânea dos dois atos no feriado da Independência havia sido definida após reunião entre a Polícia Militar e representantes de dezenas de grupos que confirmaram presença nas ruas nesta segunda-feira.

O pano de fundo do ato da direita

A manifestação marcada para a Paulista tem como uma de suas pautas centrais críticas à atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O ato ganhou força nos últimos dias em meio à repercussão de mensagens trocadas entre o ministro e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, reveladas por um relatório da Polícia Federal.

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Entenda o contexto

O 7 de Setembro se consolidou nos últimos anos como uma data de forte mobilização política em São Paulo, com atos concorrentes de direita e esquerda disputando as ruas da capital. A confusão registrada nesta manhã ocorre horas antes do início oficial das manifestações e reforça o clima de tensão que marca o feriado deste ano, em meio à proximidade da eleição presidencial e à crise institucional que envolve o STF. A reportagem vai atualizar o texto assim que a Polícia Militar ou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo se manifestarem oficialmente sobre o episódio.

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