A primeira semana de setembro trouxe um dado importante para a corrida presidencial de 2026: Flávio Bolsonaro (PL) ainda aparece atrás de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno, mas se aproxima do presidente quando o cenário fica restrito aos dois candidatos.
Cinco pesquisas nacionais — BTG/Nexus, Real Time Big Data, Quaest, Datafolha e AtlasIntel — colocam Lula na liderança na primeira rodada. Flávio aparece em segundo em todos os levantamentos, com percentuais entre 29% e 33,7%.
A diferença para Lula varia de 5 a 9,7 pontos percentuais. No entanto, quando os institutos simulam um confronto direto, a distância diminui significativamente e, em quatro pesquisas, fica em no máximo dois pontos.
O resultado coloca Flávio em uma posição diferente daquela observada no primeiro turno: o senador ainda precisa crescer para alcançar Lula na primeira rodada, mas já aparece competitivo em uma eventual decisão entre os dois.
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Flávio reduz distância quando disputa apenas contra Lula
Os números mais favoráveis ao senador aparecem justamente nos cenários de segundo turno.
No levantamento BTG/Nexus, Lula registra 46%, contra 45% de Flávio. A diferença é de apenas um ponto percentual.
Na Real Time Big Data, os dois aparecem empatados, com 44% para cada candidato.
A Quaest também mostra uma diferença mínima: Lula tem 42%, enquanto Flávio aparece com 41%.
Já o Datafolha registra 46% para Lula e 44% para Flávio, uma vantagem de dois pontos para o presidente.
Em quatro dos cinco levantamentos, portanto, o senador fica dentro de uma faixa de empate técnico com Lula, considerando as margens de erro informadas pelas pesquisas.
A exceção é o AtlasIntel, que apresenta Lula com 47,1% e Flávio com 42,6%. Nesse cenário, a diferença chega a 4,5 pontos percentuais, acima da margem de erro de um ponto.
Mesmo com essa diferença, o conjunto dos levantamentos mostra que Flávio se aproxima de Lula à medida que outros candidatos deixam de fazer parte da simulação.
Primeiro turno ainda mostra vantagem de Lula
Apesar da competitividade no segundo turno, Flávio ainda precisa reduzir uma distância considerável na primeira etapa da eleição.
Os cinco levantamentos colocam Lula na frente. O presidente aparece entre 37% e 43,4%, enquanto Flávio varia de 29% a 33,7%.
O menor intervalo entre os dois é registrado em um cenário de 38% para Lula contra 33% para Flávio, diferença de cinco pontos.
No AtlasIntel, a distância é maior: Lula chega a 43,4%, enquanto Flávio registra 33,7%, uma diferença de 9,7 pontos percentuais.
O desafio do senador, portanto, está principalmente na primeira rodada. Para chegar ao segundo turno em posição mais favorável, a campanha precisa ampliar sua votação sem perder o eleitorado que já está alinhado com seu nome.
Rejeição de Flávio continua sendo um dos principais obstáculos
Se os números de segundo turno mostram competitividade, os índices de rejeição revelam um dos principais desafios para o senador.
No BTG/Nexus, 50% dos entrevistados dizem que não votariam de jeito nenhum em Flávio, contra 49% que rejeitam Lula.
Na Real Time Big Data, os dois aparecem novamente empatados, com 50% de rejeição cada.
No AtlasIntel, a rejeição é ainda maior: 52,7% para Flávio e 52% para Lula.
Os números indicam que os dois principais nomes da disputa carregam níveis elevados de resistência no eleitorado. Para Flávio, a redução dessa rejeição pode ser determinante para transformar a competitividade apresentada no segundo turno em vantagem efetiva.
De onde podem vir os votos para Flávio?
A comparação entre primeiro e segundo turno mostra que Flávio consegue reduzir significativamente a distância para Lula quando a eleição fica polarizada.
Mas as pesquisas, isoladamente, não permitem afirmar de onde vêm esses votos adicionais.
Eles podem ser resultado da transferência de eleitores que hoje apoiam outros candidatos, da definição de pessoas indecisas ou da redução de votos brancos e nulos em um cenário no qual a escolha fica limitada aos dois principais nomes.
Esse ponto será importante para a campanha do senador nas próximas semanas. Quanto mais a disputa se concentrar em Lula e Flávio, maior será a necessidade de conquistar eleitores que hoje estão fora desse confronto direto.
Flávio ganha espaço, mas ainda precisa virar o primeiro turno
O conjunto das cinco pesquisas não mostra Flávio Bolsonaro liderando a corrida presidencial. O cenário atual ainda coloca Lula à frente na primeira rodada.
O dado relevante está em outro ponto: a vantagem de Lula diminui consideravelmente quando a disputa passa para um confronto direto.
Em quatro levantamentos, Flávio aparece a no máximo dois pontos do presidente. Em um deles, há empate numérico.
Isso significa que o senador chega ao segundo turno, nos cenários testados, com uma base eleitoral capaz de disputar a eleição em condições mais equilibradas do que os números do primeiro turno poderiam sugerir.
Para transformar esse quadro em vitória, porém, Flávio ainda precisa avançar na primeira etapa, manter sua base e, principalmente, ampliar o eleitorado disposto a votar nele sem aumentar sua rejeição.
A eleição ainda está distante da votação e os números podem mudar com debates, alianças, campanhas de televisão e internet e a definição mais clara dos candidatos. Mas os levantamentos da primeira semana de setembro colocam Flávio em uma posição competitiva diante de Lula em um eventual segundo turno.
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Entenda O Contexto
As cinco pesquisas divulgadas na primeira semana de setembro apresentam um cenário de liderança de Lula no primeiro turno, mas também mostram uma disputa mais equilibrada quando o confronto fica restrito ao presidente e Flávio Bolsonaro.
O senador ainda precisa superar uma diferença que chega a 9,7 pontos na primeira rodada, mas aparece em empate técnico em quatro dos cinco cenários de segundo turno analisados. Ao mesmo tempo, os dois candidatos registram índices elevados de rejeição, próximos ou superiores a 50% em alguns levantamentos.
O quadro indica que a principal disputa não está apenas na capacidade de conquistar votos, mas também na possibilidade de ampliar o eleitorado sem aumentar a resistência ao próprio nome. Até a eleição, novas pesquisas e mudanças no cenário político poderão alterar essas distâncias.
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