Relatos de moradores colocaram no radar das autoridades uma possível presença de dissidentes das FARC em uma região de fronteira no Amazonas. Comunidades da Terra Indígena Alto Rio Negro e do Rio Tiquiê, em São Gabriel da Cachoeira, relatam a circulação de homens armados, intimidações, restrições de deslocamento e a construção de estruturas clandestinas.
A suspeita é de que os homens possam estar ligados a dissidentes das FARC, grupo armado que atua em território colombiano. O Exército Brasileiro informou que tomou conhecimento dos relatos e mantém a situação sob monitoramento, sem confirmar a presença desses grupos em território brasileiro.
No dia 13 de agosto, um Grupo de Combate do 6º Pelotão Especial de Fronteira realizou patrulhamento nas proximidades da Comunidade Indígena de Fátima e do Igarapé Castanho. A ação faz parte das atividades regulares de reconhecimento e vigilância da faixa de fronteira.
Em uma área marcada pelo isolamento, pela extensa rede de rios e pela proximidade com a Colômbia, a movimentação de homens armados aumenta a preocupação das comunidades e reforça o desafio das forças de segurança para controlar uma das fronteiras mais remotas do país.