MPF investiga empresa Voare após queda de helicóptero que matou dois indígenas em Roraima

Procuradoria apura possíveis falhas da empresa responsável pela aeronave que caiu na Terra Indígena Yanomami; acidente deixou dois indígenas mortos e três sobreviventes
Redação NC News
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A queda de um helicóptero na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, passou a ser investigada pelo Ministério Público Federal (MPF). O acidente ocorreu na segunda-feira (7) e resultou na morte de dois indígenas yanomami que estavam a bordo da aeronave, operada pela empresa de táxi aéreo Voare.

Além das vítimas fatais, outras três pessoas sobreviveram ao acidente: um servidor da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) e dois tripulantes da empresa aérea. Segundo informações divulgadas após o acidente, os sobreviventes sofreram apenas escoriações.

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Entenda o que aconteceu

O helicóptero realizava uma operação de apoio na Terra Indígena Yanomami quando sofreu o acidente. A aeronave pertence à Voare, empresa privada que presta serviços ao Ministério da Saúde em regiões de difícil acesso da Amazônia.

A região onde ocorreu a queda possui acesso limitado por vias terrestres, tornando o transporte aéreo fundamental para o atendimento de comunidades indígenas, especialmente em ações de saúde e logística.

 O que o MPF está investigando

O Ministério Público Federal instaurou um procedimento para apurar as circunstâncias do acidente e verificar se houve eventual responsabilidade da empresa responsável pela operação da aeronave.

A investigação deve analisar aspectos relacionados à manutenção do helicóptero, condições operacionais do voo, cumprimento das normas de segurança e possíveis falhas que possam ter contribuído para a queda.

O MPF também pretende acompanhar as apurações conduzidas pelos órgãos responsáveis pela investigação de acidentes aeronáuticos.

Impacto para as comunidades indígenas

A morte dos dois indígenas gerou preocupação entre lideranças e comunidades da Terra Yanomami, uma das maiores terras indígenas do país.

O transporte aéreo é considerado essencial para o deslocamento de pacientes, profissionais de saúde e insumos em áreas remotas da Amazônia, onde muitas aldeias só podem ser acessadas por via fluvial ou aérea.

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O que acontece agora

As causas do acidente ainda não foram oficialmente divulgadas. A expectativa é que os laudos técnicos e as investigações dos órgãos competentes esclareçam os fatores que levaram à queda da aeronave.

Enquanto isso, o MPF acompanhará os desdobramentos do caso e poderá adotar medidas judiciais ou administrativas caso sejam identificadas irregularidades.

Entenda o contexto

A Terra Indígena Yanomami é uma das regiões mais sensíveis da Amazônia brasileira e enfrenta desafios relacionados ao acesso a serviços públicos, especialmente saúde. Por causa das grandes distâncias e das dificuldades de deslocamento, aeronaves são frequentemente utilizadas para transportar equipes médicas, pacientes e suprimentos.

Nos últimos anos, a região também tem sido alvo de operações federais contra o garimpo ilegal, aumentando a necessidade de logística aérea para garantir assistência às comunidades indígenas e a presença do Estado no território.

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