Paraná Pesquisa revela empate triplo decisivo para Senado SP 2026

Levantamentos indicam empate técnico entre três candidatos ao Senado em São Paulo, com cenário ainda indefinido.
Redação NC News
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Três das principais pesquisas eleitorais em São Paulo apontam um cenário de empate técnico triplo na disputa pelas duas vagas ao Senado, com Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB) e Guilherme Derrite (PP) concentrando a dianteira, mas sem folga estatística. A combinação de equilíbrio numérico e massa de indecisos transforma a corrida paulista em uma das mais imprevisíveis do país.

Os levantamentos, feitos nesta semana por Paraná Pesquisas, Quaest e Datafolha, ajudam a desenhar o tabuleiro da eleição de 2026 no maior colégio eleitoral do Brasil. Os números indicam que qualquer movimento de opinião, mesmo pequeno, pode redefinir quem ocupará duas das cadeiras mais cobiçadas do Congresso Nacional.

Três pesquisas, um mesmo retrato de equilíbrio

O Paraná Pesquisas, com 1.680 entrevistas realizadas entre os dias 7 e 10 de setembro, mostra Marina Silva, Simone Tebet e Guilherme Derrite em situação de empate técnico na disputa. O instituto registra que “a distância entre Marina, que aparece numericamente à frente, e Derrite, o terceiro, é de 1,5 ponto percentual, índice abaixo da margem de erro, que é de 2,4 pontos, para mais ou para menos”. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o código SP-08090/2026.

No mesmo período, a Quaest também capta equilíbrio na frente. Em pesquisa com 1.800 eleitores, feita entre 4 e 7 de setembro, Marina Silva e Guilherme Derrite aparecem com 14% das intenções de voto, seguidos de Simone Tebet, com 12%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Na análise do próprio instituto, “na comparação com a rodada anterior, do mês passado, todos os candidatos oscilaram dentro da margem de erro”. O registro do estudo é SP-00959/2026.

A fotografia mais recente é da Datafolha, que entrevista 1.610 pessoas entre 8 e 10 de setembro. O levantamento, registrado sob o número SP-04189/2026, reforça o quadro de disputa embolada. Segundo o instituto, “na liderança para as duas vagas estão em empate técnico dentro da margem de erro, que é de dois pontos para mais ou para menos: Marina Silva (Rede) tem 13%, Simone Tebet (PSB) também 13%, André do Prado (PL), 11%, Guilherme Derrite (PP), 10%”.

As três pesquisas adotam nível de confiança de 95% e exibem pequenas variações nos percentuais, naturais em levantamentos com metodologias próprias. O ponto em comum é a constatação de que nenhum dos principais nomes consegue se descolar dos adversários.

Indecisos em massa e efeito das duas vagas

Os dados da pesquisa Datafolha sobre a sondagem espontânea, em que o entrevistador não apresenta a lista de candidatos, revelam um traço central da disputa. Nada menos que 68% dos eleitores dizem não saber em quem votar para o Senado, percentual que escancara a fragilidade das preferências hoje e a enorme margem para viradas.

Nesse tipo de pergunta, Marina Silva, Simone Tebet e Guilherme Derrite registram 5% cada, enquanto André do Prado tem 2%. A maioria absoluta, porém, continua sem nome definido. Esse quadro ajuda a explicar por que candidatos com menos exposição, como Ricardo Salles (Novo), Geraldo Rufino (Podemos), Guto Schiavetto (Missão), Soninha Francine (Cidadania), Marcio Alves (UP), Dra Eliana Ferreira (PSTU), William Teixeira (Agir), Maíra de Souza (UP), Ednelson Cesaretti (PCO), Weller Gonçalves (PSTU) e Petter Maahs (PCB), ainda veem espaço para crescer.

A própria mecânica da eleição para o Senado amplia a complexidade. Em 2026, o eleitor paulista escolhe dois nomes, e a lei proíbe repetir o mesmo candidato na primeira e na segunda vaga. A forma como cada campanha vai orientar o chamado “segundo voto” tende a ser decisiva. Estratégias cruzadas, em que candidaturas sugerem combinações entre si, já começam a aparecer nos bastidores.

Na pesquisa estimulada consolidada do Datafolha, que soma as menções para primeira e segunda vagas, além dos quatro primeiros colocados, outros nomes passam da casa de 1%. Ricardo Salles marca 5%; Geraldo Rufino e Guto Schiavetto ficam em 3% cada; Soninha Francine, Marcio Alves, Dra Eliana Ferreira, William Teixeira e Maíra de Souza variam entre 2% e 1%. Em branco, nulo ou nenhum somam 18%, e indecisos, 14%.

Quem ganha, quem perde e o que está em jogo

O empate triplo na frente cria um ambiente em que Rede, PSB e PP disputam voto a voto as duas vagas, mas não são os únicos atores com potencial de influência. O PL, com André do Prado, e o Novo, com Ricardo Salles, surgem com percentuais menores, porém relevantes para uma disputa tão pulverizada. Uma pequena migração entre blocos ideológicos pode tirar ou colocar um nome no grupo dos eleitos.

Para as campanhas, os números funcionam como um alerta. A liderança de Marina Silva e Simone Tebet em dois dos levantamentos é frágil, porque sempre situada dentro da margem de erro. Guilherme Derrite, que oscila entre a terceira posição numérica e a cabeça de chave em alguns recortes, depende de consolidar seu eleitorado e evitar dispersão entre candidatos do mesmo campo político.

Em São Paulo, o peso das duas cadeiras do Senado vai além do simbolismo. O estado concentra parte decisiva da arrecadação federal, disputa recursos de infraestrutura, obras de mobilidade, investimentos em saúde e educação e também pauta temas nacionais de segurança pública e meio ambiente. Quem se eleger agora deve permanecer em Brasília por oito anos, em um ciclo que atravessa governos e reorganiza forças partidárias.

A elevada taxa de indecisos e a fragmentação da preferência aumentam a chance de surpresas. Candidaturas hoje posicionadas no meio da tabela podem virar opção de segundo voto para segmentos específicos, ganhando visibilidade em nichos – empresários, servidores públicos, periferias urbanas, interior agrícola – e se aproximando do bloco de frente.

Os registros oficiais das pesquisas na Justiça Eleitoral reforçam a transparência dos levantamentos e oferecem um parâmetro confiável para campanhas, partidos e eleitores. Com base nesses dados, marqueteiros avaliam em quais regiões e faixas de renda a comunicação precisa ser intensificada e quais bandeiras têm mais aderência.

Próximos movimentos e um cenário ainda aberto

Os números divulgados nesta semana tendem a acelerar as engrenagens das campanhas. Marina Silva, Simone Tebet e Guilherme Derrite, colocados no pelotão da frente, buscam agora transformar vantagem estatística frágil em preferência sólida, com mais exposição em debates, viagens pelo interior paulista e presença nas redes sociais.

André do Prado e Ricardo Salles, que “correm por fora” nos primeiros levantamentos, veem na alta indecisão uma oportunidade para crescer, principalmente se conseguirem se firmar como alternativa de segundo voto para o eleitorado de direita. Nomes como Geraldo Rufino, Soninha Francine e Guto Schiavetto tentam ocupar espaços específicos, conectando discurso de renovação política, empreendedorismo e temas urbanos sensíveis a São Paulo.

A tendência, a partir de agora, é de campanhas mais segmentadas e combinadas. Com duas vagas em disputa, alianças informais entre candidaturas de partidos diferentes ganham importância, mesmo sem coligação formal. O eleitor pode ser estimulado a votar em uma dupla “ideológica”, combinando, por exemplo, um nome mais identificado com o governo federal e outro com a oposição, ou duas figuras do mesmo campo.

As próximas rodadas de pesquisa, esperadas para as semanas seguintes, vão indicar se o empate técnico se mantém ou se algum candidato começa a romper o bloco. A fotografia de hoje mostra equilíbrio e incerteza. O filme até a urna, porém, depende de quem conseguirá falar com os 68% de paulistas que ainda não sabem em quem votar para o Senado.

Quem lidera hoje a disputa para o Senado em SP?

Hoje, três pesquisas eleitorais em São Paulo mostram Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB) e Guilherme Derrite (PP) em empate técnico na disputa pelas duas vagas ao Senado, com percentuais entre 10% e 14% e diferenças sempre dentro das margens de erro entre 2 e 2,4 pontos percentuais.

Por que a disputa ao Senado em SP é considerada imprevisível?

A disputa ao Senado em São Paulo é imprevisível porque há empate técnico entre Marina Silva, Simone Tebet e Guilherme Derrite, além de 68% de eleitores indecisos na pesquisa espontânea do Datafolha, duas vagas em jogo e proibição de votar duas vezes no mesmo candidato, o que torna decisivos o “segundo voto” e alianças cruzadas.

Como funcionam as duas vagas para o Senado em 2026?

Em 2026, cada eleitor de São Paulo escolhe dois senadores, votando em dois candidatos diferentes na mesma eleição, o que renova 54 das 81 cadeiras da Casa; a lei eleitoral proíbe repetir o mesmo nome na primeira e na segunda opção, o que obriga campanhas a negociar combinações de voto e estratégias de parceria.


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