Maria Luiza da Silva Araújo Lopes, de 22 anos, conhecida como “Malu Navalha”, foi presa neste domingo (13), em Lagoa da Confusão, no Tocantins. Ela tinha prisão preventiva decretada e era considerada foragida em uma investigação sobre um grupo suspeito de atuar com agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro.
Segundo as investigações, Maria Luiza seria integrante da estrutura responsável pelas cobranças e teria participado de ameaças contra pessoas que não conseguiam pagar as dívidas. A prisão é um desdobramento de uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal contra o grupo.
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Entenda o que aconteceu
A investigada foi localizada por agentes da 6ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado, da Polícia Civil do Tocantins, em Lagoa da Confusão.
A prisão ocorre dois dias depois de uma operação contra integrantes do grupo investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal. Maria Luiza não havia sido localizada inicialmente e era considerada foragida.
Investigação aponta ameaças durante cobranças
De acordo com a investigação, o grupo concedia empréstimos cobrando juros de até 20% ao mês. Pessoas que atrasavam os pagamentos teriam sido submetidas a cobranças acompanhadas de intimidações e ameaças.
Maria Luiza é apontada como integrante dessa estrutura de cobrança. A investigação reúne mensagens, áudios, imagens, movimentações financeiras, documentos e dados bancários relacionados à atuação dos suspeitos.
Em um dos episódios investigados, uma vítima relatou que Maria Luiza teria ido até sua residência para fazer cobranças e ameaças.
Grupo teria movimentado cerca de R$ 10 milhões
As investigações apontam que o esquema teria movimentado aproximadamente R$ 10 milhões em oito meses.
A apuração começou depois que um comerciante da Feira dos Goianos, em Taguatinga, no Distrito Federal, procurou a polícia em razão de um empréstimo.
A partir da denúncia, os investigadores passaram a acompanhar a concessão dos empréstimos, a forma de cobrança e a movimentação dos recursos por contas de familiares e empresas.
Operação teve 47 mandados judiciais
A operação relacionada à investigação teve 47 mandados judiciais, sendo 12 de prisão preventiva, 18 de busca e apreensão e 17 medidas de bloqueio de valores.
Durante as diligências, foram apreendidos armas de fogo, munições, celulares, dinheiro, documentos, cheques e veículos.
Entre os investigados também está um sargento reformado da Polícia Militar de Goiás, apontado como integrante do grupo.
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Justiça autorizou bloqueio milionário
A Justiça também autorizou medidas para bloquear valores relacionados aos investigados. O objetivo é atingir recursos e patrimônio que, segundo a investigação, podem ter relação com as atividades apuradas.
O grupo possui ramificações investigadas no Distrito Federal, Goiás e Tocantins.
Os suspeitos são investigados por crimes como extorsão, organização criminosa armada e lavagem de dinheiro, além de outras possíveis infrações que ainda estão sendo apuradas.
Entenda o contexto
A prisão de Maria Luiza é um novo desdobramento da operação realizada contra o grupo. Ela havia sido alvo de mandado de prisão preventiva, mas não foi encontrada durante a primeira fase das diligências.
Com a localização da investigada neste domingo, a apuração continua para esclarecer a participação de cada suspeito no esquema, rastrear a movimentação financeira e identificar outras possíveis vítimas.
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