As fortes chuvas que atingem São Paulo neste mês já provocaram uma recuperação importante no Sistema Cantareira, um dos principais responsáveis pelo abastecimento da Região Metropolitana. Em apenas 15 dias, o conjunto de reservatórios ganhou 581 bilhões de litros de água, em meio ao setembro mais chuvoso da série histórica da capital.
O volume de chuva registrado na cidade também chama atenção. Até a manhã de segunda-feira (14), o Mirante de Santana acumulava 253,8 milímetros, mais de três vezes a média climatológica de setembro, que é de 83,3 mm. O índice já havia superado o recorde anterior para o mês, de 243,1 mm, registrado em 1983.
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Entenda o que aconteceu
A sequência de chuvas de setembro mudou o cenário dos reservatórios que abastecem a Grande São Paulo. O Sistema Cantareira, que responde por uma parcela importante do abastecimento da região metropolitana, vinha enfrentando queda no volume útil ao longo dos meses anteriores.
No início de setembro, o sistema estava na faixa de 33% de volume útil. Com a entrada de água provocada pelas chuvas, o nível começou a se recuperar.
No período entre 31 de agosto e 10 de setembro, por exemplo, o Cantareira passou de 33% para 33,7%, com acréscimo de cerca de 7,13 bilhões de litros.
Por que o Cantareira é importante
O Sistema Cantareira é um dos principais sistemas de abastecimento administrados pela Sabesp e atende milhões de pessoas na Região Metropolitana de São Paulo.
O conjunto é formado por reservatórios como Jaguari-Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro, que recebem água das chuvas e dos rios e córregos que formam a bacia.
Por isso, períodos prolongados de chuva ajudam a recuperar os níveis dos reservatórios e aumentam a disponibilidade de água para o abastecimento.
Setembro bate recorde de chuva em São Paulo
Na capital paulista, o acumulado registrado pelo Inmet no Mirante de Santana chegou a 253,8 mm até 14 de setembro.
O resultado ultrapassou o recorde anterior para setembro, registrado em 1983, quando a estação acumulou 243,1 mm durante todo o mês.
A média climatológica de setembro na estação é de 83,3 mm. Ou seja, o volume registrado até a primeira quinzena do mês já corresponde a aproximadamente três vezes a média esperada para todo o período.
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Chuva também causa transtornos
Apesar de contribuir para a recuperação dos reservatórios, o excesso de chuva provoca impactos em diversas regiões do estado.
O Vale do Ribeira foi uma das áreas mais afetadas, com alagamentos, deslizamentos, famílias desalojadas e cidades em situação de emergência. A Defesa Civil também mantém o monitoramento de áreas vulneráveis diante da possibilidade de novos temporais.
Na capital e na Grande São Paulo, também foram registrados alagamentos, quedas de árvores e ocorrências relacionadas às enxurradas.
Entenda o contexto
O cenário atual acontece depois de meses de atenção sobre os níveis do Sistema Cantareira. No fim de junho, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico informou que o sistema passaria a operar na Faixa de Alerta em julho, após o volume útil ficar entre 30% e 40%.
As chuvas de setembro, portanto, representam uma recuperação importante para os reservatórios. Ao mesmo tempo, o excesso de precipitação aumenta os riscos de alagamentos, enxurradas e deslizamentos, principalmente em áreas que já estão com o solo encharcado. A previsão de novas instabilidades mantém o estado em atenção.
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