A JBS e a Viva Holding fecharam um acordo definitivo para combinar suas operações de produção, beneficiamento e comercialização de couro. A união dará origem à JBS Viva, uma nova empresa que terá participação igualitária entre as duas companhias.
A nova operação terá capacidade para processar mais de 20 milhões de couros por ano, com 31 fábricas e mais de 11 mil colaboradores distribuídos em diferentes países. O acordo foi assinado na terça-feira (15) e ainda depende do cumprimento de condições previstas para a conclusão da transação.
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Entenda o que aconteceu
A operação reúne os negócios de couro da JBS com as atividades da Viva relacionadas à produção do material e à fabricação e comercialização de insumos químicos utilizados no processamento.
Depois da conclusão, JBS e Viva Holding terão 50% cada uma da JBS Viva. A companhia terá governança compartilhada, com três representantes de cada sócia no conselho de administração.
O que a nova empresa vai fazer
A JBS Viva concentrará atividades relacionadas à produção, ao beneficiamento e à comercialização de couro.
A JBS contribuirá com os ativos de sua divisão de couros no Brasil e no exterior que fazem parte do acordo. Já a Viva reunirá seus negócios relacionados à produção de couro e aos insumos químicos utilizados no processamento.
A combinação amplia a escala das duas operações e cria uma plataforma voltada ao mercado global de couro.
Capacidade supera 20 milhões de couros por ano
A nova companhia terá capacidade para processar mais de 20 milhões de couros anualmente, em 31 fábricas espalhadas por diferentes países.
A estrutura também contará com mais de 11 mil colaboradores. O número já havia sido apresentado pelas empresas quando a combinação dos negócios foi anunciada inicialmente, em 2025.
Como será dividida a administração
A governança da JBS Viva será compartilhada entre as duas sócias.
O conselho de administração poderá ter até seis integrantes, sendo três indicados pela JBS e três pela Viva Holding. A JBS ficará responsável por indicar o presidente do conselho, que não terá voto de qualidade, além do diretor financeiro.
A Viva Holding indicará o diretor-presidente e o diretor de operações da nova empresa.
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Quais operações ficaram de fora
Apesar da integração, nem todos os negócios relacionados ao couro das duas companhias farão parte da nova empresa.
Ficarão de fora as operações e os ativos de colágeno e gelatina das duas empresas. Também não serão incorporados à JBS Viva a unidade da JBS em Cactus, no Texas, nos Estados Unidos, nem os ativos da divisão de couros da companhia localizados na Alemanha, no Uruguai e no México.
Também permanecerão fora da transação ativos da Viva que atualmente não são utilizados em sua operação de couro.
JBS continuará fornecendo matéria-prima
Após a conclusão da operação, JBS e JBS Viva deverão estabelecer contratos de fornecimento.
A JBS deverá fornecer à nova companhia o couro cru produzido por seus frigoríficos no Brasil. Por outro lado, a JBS Viva deverá fornecer à JBS aparas e raspas resultantes do processamento do couro.
Esses materiais poderão ser utilizados pela JBS na produção de gelatina, colágeno e produtos relacionados.
Operação ainda precisa ser concluída
Apesar de o acordo definitivo já ter sido assinado, a JBS Viva ainda não começou a operar com a estrutura final prevista pela transação.
O fechamento depende do cumprimento de condições precedentes e das aprovações necessárias, incluindo a análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). As empresas ainda não estabeleceram uma data definitiva para a conclusão da operação.
Entenda o contexto
O couro é um dos principais subprodutos da cadeia bovina e pode ser utilizado na fabricação de produtos como calçados, bolsas, revestimentos automotivos e móveis.
A união entre JBS e Viva concentra uma parcela relevante dessas atividades em uma única companhia e amplia a escala internacional do negócio. A criação da JBS Viva dá continuidade a um acordo anunciado pelas empresas em 2025 para combinar suas operações no segmento.
Com capacidade para processar mais de 20 milhões de couros por ano, a nova empresa terá operações integradas de produção, beneficiamento e comercialização, enquanto alguns negócios e unidades permanecerão independentes da estrutura criada pela parceria.
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