Copom reduz Selic para 13,75% ao ano em novo corte de juros

Banco Central diminui taxa básica em 0,25 ponto percentual pela quinta vez consecutiva; decisão ocorre em meio à desaceleração da inflação e da atividade econômica.
Redação NC News
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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu reduzir a taxa básica de juros do Brasil, a Selic, para 13,75% ao ano. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (16), após a reunião do colegiado, que manteve o ciclo de cortes iniciado em março.

A taxa estava em 14% ao ano e caiu 0,25 ponto percentual. Antes do início das reduções, os juros permaneceram em 15% por cinco reuniões consecutivas. A decisão desta quarta já era esperada pelo mercado financeiro.

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Entenda o que aconteceu

A redução da Selic foi o quinto corte consecutivo promovido pelo Copom. O movimento representa uma queda acumulada de 1,25 ponto percentual desde o início do ciclo de flexibilização monetária. A taxa de 13,75% é a menor desde março de 2025

A decisão ocorre em um cenário de desaceleração da inflação e da atividade econômica, mas com preocupações relacionadas às expectativas de preços, às contas públicas e ao ambiente internacional.

Inflação e atividade econômica influenciaram decisão

Um dos fatores que contribuíram para as expectativas de corte foi o comportamento recente da inflação. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou deflação de 0,32% em agosto, enquanto o acumulado em 12 meses ficou em 4,22%, abaixo do teto da meta de inflação, de 4,5%.

A economia brasileira também apresentou sinais de desaceleração. O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026, abaixo da expansão de 1,1% registrada nos três primeiros meses do ano. O consumo das famílias recuou 0,4% no período.

Apesar desses indicadores, o Banco Central continua monitorando as expectativas de inflação, o mercado de trabalho e os riscos fiscais antes de definir os próximos passos da política monetária.

O que muda para quem paga contas e empréstimos

A Selic é a principal taxa de referência da economia brasileira e influencia o custo de empréstimos, financiamentos e outras operações de crédito.

Com a redução, pode haver espaço para queda gradual dos juros cobrados por bancos e instituições financeiras. No entanto, o repasse não é automático nem acontece na mesma proporção para todos os consumidores.

As taxas de cartão de crédito, cheque especial, empréstimos pessoais e financiamentos dependem também do risco de cada cliente, dos custos das instituições e das condições do mercado.

Por isso, a redução da Selic não significa que todas as dívidas ficarão imediatamente mais baratas.

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Renda fixa continua no radar dos investidores

 

Aplicações que acompanham a Selic ou o CDI tendem a oferecer menor remuneração nominal quando a taxa básica recua. Ainda assim, a renda fixa pós-fixada permanece relevante em um cenário de juros elevados.

Analistas ouvidos pela Folha também apontaram que o novo patamar pode abrir espaço para investidores avaliarem títulos prefixados e atrelados à inflação, dependendo do prazo, das taxas oferecidas e do perfil de risco. <Cite refs={[“turn0news17”]}/>

A decisão sobre onde investir deve considerar o objetivo financeiro, o prazo da aplicação e a possibilidade de resgate.

Mercado esperava novo corte de 0,25 ponto

A redução anunciada nesta quarta-feira estava alinhada às projeções do mercado financeiro.

O Boletim Focus divulgado pelo Banco Central em 14 de setembro apontava expectativa de que a Selic encerrasse 2026 em 13,75% ao ano. A previsão considerava mais um corte de 0,25 ponto percentual na reunião de setembro.

Antes da decisão, analistas também avaliavam que o comportamento da inflação e a desaceleração da economia poderiam favorecer a continuidade do ciclo de cortes.

Próximos passos do Banco Central

A decisão desta quarta-feira não determina automaticamente o que acontecerá nas próximas reuniões do Copom.

O colegiado ainda precisa avaliar a evolução da inflação, as expectativas para os preços, o comportamento da atividade econômica e os riscos do cenário internacional.

A reunião seguinte está prevista para os dias 3 e 4 de novembro. O calendário de 2026 também prevê um encontro nos dias 8 e 9 de dezembro.

Entenda o contexto

A redução da Selic para 13,75% ao ano ocorre após um período prolongado de juros elevados. O Banco Central iniciou o ciclo de cortes em março, depois de manter a taxa em 15% por cinco reuniões consecutivas.

O movimento acontece em meio à desaceleração da inflação e ao ritmo menor de crescimento da economia. Ao mesmo tempo, o cenário continua sujeito a riscos, como as expectativas de inflação acima da meta, as contas públicas e as condições financeiras internacionais.

A taxa básica de juros influencia decisões de consumo, crédito, investimentos e financiamento. Por isso, cada mudança definida pelo Copom pode afetar tanto o orçamento das famílias quanto os custos das empresas.

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