Apenas três candidatos ao Senado pelo Pará participaram nesta quinta-feira (17) do primeiro debate eleitoral do estado, promovido pela TVB Norte Pará, afiliada do SBT no Pará. Estiveram presentes Celso Sabino (PDT), Gizelle Freitas (PSOL) e Marcelino Conti (PSOL). Cinco concorrentes não compareceram: Chicão (União Brasil), Éder Mauro (PL), Helder Barbalho (MDB), Lívia Noronha (Solidariedade) e Zequinha Marinho (Podemos).
O debate, mediado pela jornalista Pollyana Sorrentino, começou por volta das 11h e foi marcado por críticas dos presentes às ausências, além de propostas para segurança, saúde e educação no estado.
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Entenda o que aconteceu
Segundo a emissora, todas as candidaturas com representação no Congresso Nacional enviaram representantes para validar as regras do programa antes da realização do debate. Ainda assim, cinco dos oito candidatos não estiveram presentes na noite da transmissão.
As justificativas dos ausentes
Lívia Noronha havia confirmado presença, mas cancelou na manhã do debate por motivos de saúde; segundo o SBT Pará, a assessoria não apresentou atestado médico até o início da transmissão. Zequinha Marinho também havia confirmado participação, mas cancelou pela manhã devido a um problema com a aeronave que usaria para o deslocamento. Chicão e Helder Barbalho alegaram compromissos de campanha previamente agendados. Éder Mauro não respondeu aos convites da produção e não apresentou justificativa para a ausência.
Segurança, saúde e educação em debate
No bloco sobre segurança pública, os três candidatos presentes defenderam melhorias estruturais e valorização das forças de segurança do estado. Já no bloco de saúde, o principal ponto de convergência foi a crítica ao modelo de contratação de Organizações Sociais (OS) para administrar hospitais públicos no Pará — os três defenderam maior controle estatal e mais investimento direto na rede pública. No bloco de educação, a discussão girou em torno do fortalecimento do ensino superior, com defesa de expansão e mais recursos para as universidades públicas do estado.
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Tema livre gera os momentos mais tensos
O quarto bloco, de tema livre, concentrou os embates mais diretos do debate. Marcelino Conti questionou Celso Sabino sobre a compra de uma mineradora voltada ao fornecimento de terras raras, e Sabino defendeu a verticalização da produção mineral no país. Sabino, por sua vez, perguntou a Gizelle Freitas sobre a atuação de políticos com mandatos longos e baixa produtividade na Câmara; ela respondeu criticando a corrupção e citou uma operação da Polícia Federal que apreendeu R$ 2,5 milhões em dinheiro vivo. Gizelle também questionou Marcelino Conti sobre a PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6×1 — ambos os candidatos do PSOL se posicionaram contra o modelo atual e defenderam dois dias de descanso semanal para os trabalhadores.
Entenda o contexto
O debate marcou a largada da disputa pelas duas vagas ao Senado pelo Pará neste ciclo eleitoral, que ocorre no mesmo ano da eleição presidencial. Nas considerações finais, os três candidatos presentes declararam apoio à candidatura de Lula à Presidência, mas divergiram em pautas estaduais — enquanto Sabino destacou sua experiência como ex-ministro do Turismo e cobrou investimentos em rodovias, Gizelle Freitas reforçou a pauta da representatividade feminina, lembrando que o Pará teve apenas duas senadoras em 200 anos, e Marcelino Conti criticou duramente a ausência dos demais concorrentes, classificando-a como falta de respeito com o eleitor.
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