Dois homens presos pela Polícia Federal com R$ 2,5 milhões em espécie, em Belém, continuam detidos após a audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (17). O dinheiro foi apreendido na quarta-feira (16), e a investigação apura a origem dos recursos e uma possível relação com financiamento irregular de campanhas eleitorais.
Os dois homens são apontados, segundo apurações jornalísticas, como ligados a pessoas investigadas no caso. A Justiça Eleitoral do Pará ainda trata a ocorrência como investigação, e os presos não são considerados réus.
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Entenda o que aconteceu
A Polícia Federal apreendeu R$ 2,5 milhões em dinheiro vivo após dois homens retirarem a quantia de uma agência bancária em Belém. Os policiais acompanharam a movimentação e realizaram a prisão em flagrante. Além do dinheiro, uma arma de fogo e outros materiais também foram apreendidos.
Segundo as informações divulgadas sobre a investigação, a principal suspeita é de que os recursos tenham origem em desvio de dinheiro público e pudessem ser destinados ao financiamento irregular de campanhas eleitorais. A Controladoria-Geral da União (CGU) participa da análise e do rastreamento dos recursos.
A investigação também analisa a possível relação do dinheiro com empresas que mantêm contratos com o governo do Pará e com campanhas de candidatos da família Coelho.
Audiência de custódia mantém prisões
A audiência de custódia ocorreu por videoconferência nesta quinta-feira (17), dentro do prazo previsto para esse tipo de procedimento. Os dois presos foram ouvidos e tiveram a oportunidade de se manifestar por meio das respectivas defesas. O Ministério Público Eleitoral também apresentou suas considerações.
A audiência de custódia não analisa se os investigados são culpados ou inocentes. O procedimento serve para verificar a legalidade da prisão em flagrante e avaliar a necessidade de manutenção da detenção.
Dinheiro foi apreendido em agência bancária
A apreensão aconteceu depois que os dois homens retiraram os R$ 2,5 milhões de uma agência bancária em Belém.
De acordo com informações divulgadas sobre o caso, a investigação começou após a Polícia Federal receber uma denúncia sobre uma movimentação milionária que poderia estar relacionada ao financiamento de campanhas. A partir das informações recebidas, agentes passaram a acompanhar a movimentação até a retirada do dinheiro.
A PF investiga a origem dos valores e o destino que seria dado ao dinheiro.
Investigação envolve candidatos
O caso também envolve, segundo as apurações, os irmãos João Coelho, vereador de Belém e candidato a deputado estadual, e Adriano Coelho, deputado estadual e candidato a deputado federal.
Os dois políticos não foram presos durante a ação que resultou na apreensão do dinheiro. A investigação busca esclarecer se existe alguma relação entre os recursos apreendidos e as campanhas eleitorais.
A PF também apura possíveis vínculos entre os investigados e empresas ligadas à família dos candidatos. Uma das empresas citadas na investigação recebeu recursos de contratos com o governo estadual.
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O que acontece agora
O inquérito policial continua em andamento. Os investigadores devem analisar os materiais apreendidos, rastrear a origem dos R$ 2,5 milhões e verificar se houve relação entre os recursos e eventual financiamento irregular de campanhas.
A conclusão da investigação poderá levar a novas medidas e, caso o Ministério Público Eleitoral entenda que existem elementos suficientes, ao eventual oferecimento de denúncia à Justiça. Neste momento, porém, os fatos ainda estão sob investigação.
Entenda o contexto
A apuração ocorre durante o período eleitoral de 2026 e envolve suspeitas sobre a origem e a possível destinação de recursos para campanhas. A participação da CGU está relacionada à análise e ao rastreamento de valores que podem ter origem em contratos públicos.
Segundo informações divulgadas pela imprensa com base em documentos da investigação, empresas ligadas à família dos candidatos mantêm ou mantiveram contratos com órgãos do governo do Pará. Esses vínculos estão entre os elementos analisados pelos investigadores para esclarecer a origem do dinheiro apreendido.
A investigação ainda precisa estabelecer, com base nas provas reunidas, a origem dos R$ 2,5 milhões, o destino planejado para a quantia e eventual participação de outras pessoas.
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