Uma operação sigilosa da Polícia Federal acompanhou uma carga de cosméticos usada para esconder cocaína desde a Grande São Paulo até um depósito em Berlim, na Alemanha. A ação permitiu que investigadores monitorassem o trajeto internacional da droga sem interromper o carregamento antes da chegada ao destino.
Batizada de Operação Anticaspa, a investigação foi realizada em cooperação com a polícia federal alemã e contou também com o apoio de autoridades portuguesas. O esquema utilizava produtos de uma empresa brasileira de cosméticos para ocultar a cocaína e enviá-la à Europa pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos.
Cocaína era escondida em produtos de cosméticos
A investigação começou após a Polícia Federal receber informações sobre pessoas que estariam adquirindo produtos de uma empresa brasileira de cosméticos para utilizá-los no envio de entorpecentes à Alemanha.
As apurações apontaram que embalagens e o próprio conteúdo dos produtos eram utilizados para esconder a cocaína. Visualmente, parte do material mantinha aparência semelhante à de cosméticos comuns.
A partir das diligências, os investigadores identificaram também a empresa responsável por importar os produtos na Alemanha e passaram a acompanhar a movimentação do grupo.
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PF deixou carga seguir para identificar envolvidos
Com autorização da Justiça Federal em Guarulhos, a Polícia Federal realizou uma ação controlada. A estratégia permitiu que os investigadores acompanhassem o carregamento durante diferentes etapas do esquema para identificar pessoas envolvidas na operação.
A carga foi preparada em Diadema, na Grande São Paulo, e depois transportada até o terminal de exportações do Aeroporto Internacional de Guarulhos.
Em vez de realizar a apreensão imediatamente, as autoridades continuaram monitorando o material para acompanhar o caminho percorrido pela droga até a Europa.
Carga passou por Lisboa antes de chegar a Berlim
Depois de deixar o Brasil, o carregamento fez escala em Lisboa, em Portugal. Autoridades portuguesas participaram da operação e realizaram uma verificação que confirmou a presença de cocaína.
A carga, no entanto, continuou o percurso sob acompanhamento das autoridades. O objetivo era chegar aos responsáveis pelo recebimento do material no destino final.
Após a passagem por Portugal, os produtos seguiram para Berlim, onde policiais alemães assumiram parte do monitoramento.
Polícia acompanhou entrega em depósito na Alemanha
Já em Berlim, os investigadores acompanharam o transporte da carga até um depósito. Foi nesse momento que as autoridades realizaram a apreensão e prenderam três pessoas.
Um quarto suspeito conseguiu fugir da Alemanha, mas posteriormente foi localizado e preso na Turquia.
No Brasil, a Operação Anticaspa teve quatro mandados de prisão temporária e cinco de busca e apreensão. Três prisões haviam sido cumpridas durante a deflagração da operação.
Sete suspeitos foram presos
Considerando as ações realizadas no Brasil e no exterior, sete suspeitos foram presos durante a investigação.
A operação reuniu a Polícia Federal brasileira, a Bundeskriminalamt, polícia federal da Alemanha, e autoridades portuguesas. A cooperação permitiu acompanhar o carregamento desde sua preparação em São Paulo até a chegada ao destino europeu.
A quantidade líquida de cocaína encontrada no carregamento depende da conclusão dos exames periciais realizados pelas autoridades alemãs.
Investigação mira tráfico internacional
A Operação Anticaspa busca identificar toda a estrutura envolvida na preparação, transporte, exportação e recebimento da droga na Europa.
O acompanhamento da carga foi utilizado pelos investigadores para tentar alcançar não apenas os responsáveis pelo envio no Brasil, mas também integrantes da estrutura que receberia os produtos no exterior.
As apurações continuam para esclarecer a participação de cada investigado e identificar eventuais outros envolvidos no esquema.
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Entenda o contexto
A Operação Anticaspa foi deflagrada pela Polícia Federal em parceria com a polícia federal alemã para combater um grupo investigado por tráfico internacional de cocaína entre Brasil e Alemanha.
A investigação utilizou uma ação controlada autorizada pela Justiça Federal. A técnica permitiu monitorar o carregamento desde Diadema, na Grande São Paulo, passando pelo Aeroporto de Guarulhos e por Lisboa, até a chegada a um depósito em Berlim.
Na Alemanha, três pessoas foram presas durante a apreensão. Outro suspeito foi posteriormente localizado na Turquia. No Brasil, três dos quatro mandados de prisão temporária haviam sido cumpridos durante a deflagração da operação.
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