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Google lançou nesta segunda-feira (21) o Googlebook, uma nova linha de notebooks com inteligência artificial integrada que chega ao mercado para disputar espaço com computadores premium, incluindo o MacBook, da Apple.
Os aparelhos foram desenvolvidos em parceria com Acer, Asus, Dell, HP e Lenovo e terão preços a partir de
US$ 899. A proposta é oferecer uma experiência integrada entre o notebook e smartphones Android, estratégia semelhante à conexão existente entre iPhone e Mac.
A inteligência artificial Gemini é um dos principais pilares do Googlebook. O sistema consegue auxiliar na produção e organização de textos, interpretar informações exibidas na tela e executar tarefas diretamente no computador.
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O que é o Googlebook?
O Googlebook é uma nova categoria de notebooks criada pelo Google para ocupar uma faixa superior àquela tradicionalmente associada aos Chromebooks.
Em vez de abandonar completamente a experiência desenvolvida com o ChromeOS, a empresa combinou tecnologias do Android com fundamentos utilizados nos computadores Chromebook.
O resultado é o chamado Googlebook OS, sistema desenvolvido para executar aplicativos Android, ferramentas web e recursos de produtividade em uma interface adaptada para computadores.
A proposta também coloca a inteligência artificial no centro da experiência, em vez de tratá-la apenas como um aplicativo adicional instalado no computador.
Gemini fica integrado ao notebook
Um dos principais diferenciais está na integração do Gemini ao sistema operacional.
O Google afirma que a inteligência artificial consegue compreender textos, imagens e outros elementos exibidos na tela para auxiliar o usuário sem exigir que ele copie constantemente informações para um chatbot.
Entre os recursos apresentados está o
Magic Pointer, ferramenta que leva funções do Gemini diretamente para o local onde o usuário está trabalhando.
Ao movimentar rapidamente o cursor, é possível acionar a IA para interpretar o conteúdo selecionado e executar diferentes ações.
IA pode organizar até anotações feitas por voz
Outra novidade apresentada pelo Google é o Rambler, ferramenta de ditado baseada em inteligência artificial.
O recurso permite que o usuário fale livremente enquanto o sistema transforma o conteúdo em um texto organizado.
A ferramenta pode corrigir erros, estruturar informações e criar listas de tarefas a partir do áudio.
Segundo o Google, o recurso também funciona em diferentes idiomas e permite alternar entre línguas durante a mesma fala.
Googlebook terá cinco modelos inicialmente
A primeira geração não será composta por apenas um computador fabricado diretamente pelo Google.
A companhia fechou parcerias com cinco fabricantes para oferecer diferentes configurações:
- Acer Googlebook 14;
- Asus Googlebook 14;
- Dell XPS Googlebook;
- HP Googlebook;
- Lenovo Googlebook 15.
Os modelos apresentam diferenças de tamanho, peso, formato e especificações, mas compartilham a mesma plataforma criada pelo Google.
Preços vão de US$ 899 a US$ 1.299
O Acer Googlebook 14 é o modelo de entrada e começa em US$ 899. Ele também é o único computador conversível da primeira geração, permitindo transformar o notebook em tablet.
Outros modelos chegam à faixa de US$ 1.299, colocando a nova categoria diretamente no segmento de notebooks premium.
A estratégia representa uma mudança em relação à imagem construída pelos Chromebooks, conhecidos principalmente por modelos mais simples e acessíveis voltados a estudantes, escolas e usuários que realizam tarefas básicas.
Google quer aproximar Android e computador
A integração com smartphones Android é outro ponto central do Googlebook.
O objetivo é permitir que uma tarefa iniciada no celular possa continuar no notebook com menos etapas.
O usuário poderá acessar arquivos do smartphone, utilizar aplicativos do Android e transferir atividades entre os dois dispositivos.
A estratégia busca criar um ecossistema mais conectado para quem já utiliza celulares Android.
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Aplicativos Android poderão rodar no notebook
Os Googlebooks terão acesso aos aplicativos disponíveis para Android, além de ferramentas web e recursos voltados a desenvolvedores.
O Google cita aplicativos profissionais como Adobe Photoshop, Adobe Lightroom e CapCut entre os programas que poderão ser executados nos novos computadores.
Serviços de streaming também poderão oferecer reprodução offline por meio de seus aplicativos Android compatíveis.
Para jogos, a plataforma contará com títulos disponíveis no Android e suporte a serviços de jogos pela nuvem.
Desenvolvedores terão ambiente Linux
Apesar da forte ligação com Android, o Google também pretende conquistar programadores e usuários avançados.
O Googlebook terá um ambiente Linux isolado e acesso completo a terminal, permitindo executar ferramentas de desenvolvimento e trabalhar com repositórios de código.
Entre os recursos incluídos está o Antigravity, plataforma de desenvolvimento com agentes de inteligência artificial.
A proposta é permitir que desenvolvedores criem, testem e executem aplicações diretamente no notebook.
Usuário poderá criar widgets usando IA
Outro recurso anunciado é o Create My Widget.
A ferramenta permite criar pequenos aplicativos e widgets simplesmente descrevendo para a inteligência artificial o que o usuário deseja.
O Google cita como exemplos um painel para acompanhar resultados esportivos ou uma contagem regressiva para uma viagem.
A ideia é permitir a criação de funções personalizadas mesmo por pessoas que não sabem programar.
Google promete até 10 anos de atualizações
Os novos notebooks também terão um ciclo prolongado de suporte.
O Google afirma que os Googlebooks receberão atualizações e novos recursos durante um período de até
10 anos.
A companhia também destaca recursos de segurança herdados da arquitetura utilizada no ChromeOS, incluindo mecanismos de proteção de dados e detecção de programas maliciosos.
Compra inclui um ano de Google AI Pro
Os compradores receberão 12 meses do Google AI Pro, plano que oferece acesso às ferramentas avançadas do Gemini e
5 TB de armazenamento em nuvem.
A oferta também inclui períodos promocionais de outros serviços, como YouTube Premium e Adobe Photoshop.
O pacote reforça a estratégia de vender não apenas o computador, mas uma combinação de hardware, serviços digitais e inteligência artificial.
Quando o Googlebook chega às lojas?
A pré-venda começou nesta segunda-feira.
Nos Estados Unidos, os aparelhos chegam às lojas em
4 de outubro.
Canadá, Reino Unido, Irlanda, França, Alemanha e Austrália recebem os computadores no dia seguinte, 5 de outubro.
Até o momento, o Google não anunciou uma data para o lançamento oficial do Googlebook no Brasil.
Googlebook não significa o fim do Chromebook
A nova categoria não foi apresentada como substituta imediata dos Chromebooks.
A proposta é atender um público diferente, interessado em computadores com hardware mais sofisticado, recursos avançados de inteligência artificial e maior integração com smartphones Android.
Os Chromebooks, por sua vez, continuam atendendo principalmente segmentos em que preço, simplicidade e administração dos dispositivos são fatores importantes.
Entenda o contexto
O Google lançou os primeiros Chromebooks há cerca de 15 anos com uma proposta baseada principalmente em aplicações na nuvem e no navegador.
Com o crescimento do Android e, mais recentemente, da inteligência artificial generativa, a empresa passou a buscar uma integração maior entre seus diferentes sistemas.
O Googlebook é resultado dessa estratégia. A plataforma combina a ampla oferta de aplicativos do Android, elementos desenvolvidos originalmente para o ChromeOS e ferramentas de IA do Gemini.
Com preços que chegam a US$ 1.299, o Google agora entra de forma mais direta no mercado de notebooks premium, onde terá de disputar consumidores com computadores Windows e com a linha MacBook da Apple.
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