A Defesa Civil de Santa Catarina confirmou que o avanço repentino do mar registrado na manhã desta segunda-feira (21) no Litoral Sul do estado foi provocado por um tsunami meteorológico, também conhecido como meteotsunami. O fenômeno atingiu áreas de Laguna, Jaguaruna e Imbituba e provocou alagamentos, danos em estruturas e o deslocamento de embarcações.
Vídeos feitos por moradores mostram a água avançando rapidamente sobre a faixa de areia, invadindo áreas próximas à costa e arrastando barcos. Em Laguna, a Praia do Cardoso, no Farol de Santa Marta, foi uma das áreas mais atingidas. Apesar dos danos materiais, não há registro de pessoas feridas.
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Defesa Civil confirma tsunami meteorológico
Logo após o avanço do mar, o episódio ainda era analisado pelas autoridades e inicialmente foi tratado como um alagamento costeiro. Horas depois, a Defesa Civil estadual confirmou que se tratava de um tsunami meteorológico.
A conclusão foi obtida após análise de informações de radares meteorológicos, imagens de satélite e dados de marégrafos.
Os especialistas identificaram uma linha de instabilidade no Litoral Sul e uma faixa de nuvens alinhada à frente de chuva. O sistema provocou rajadas intensas de vento de sul, que ficaram entre 60 e 90 km/h.
O que é um tsunami meteorológico?
Apesar do nome, o tsunami meteorológico tem uma origem diferente dos tsunamis associados a terremotos.
O fenômeno acontece devido a perturbações intensas na atmosfera, principalmente alterações bruscas da pressão atmosférica e ventos fortes atuando sobre o mar.
Essa combinação pode provocar uma elevação rápida e temporária do nível da água. Quando as condições atmosféricas e marítimas se combinam de determinada forma, a onda resultante pode avançar rapidamente em direção ao litoral.
Por depender de uma combinação específica de fatores atmosféricos, o fenômeno também é considerado difícil de prever.
Mar avançou antes das 6h em Laguna
Na Praia do Cardoso, em Laguna, o avanço ocorreu antes das 6h. Pescadores que estavam na região foram surpreendidos pela rápida elevação da água.
Imagens registradas no local mostram pequenas embarcações sendo deslocadas e a água avançando sobre áreas utilizadas por pescadores.
Um restaurante próximo à faixa de areia também foi invadido pela água durante o fenômeno.
Moradores e pescadores precisaram agir rapidamente para tentar retirar barcos e equipamentos da área atingida.
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Fenômeno também atingiu Jaguaruna e Imbituba
Os impactos não ficaram restritos à Praia do Cardoso. A Defesa Civil registrou alagamentos costeiros também em Jaguaruna e Imbituba.
Há relatos de vias cobertas por água e areia, danos em edificações e embarcações arrastadas pela força do mar.
Os primeiros registros ocorreram por volta das 6h, enquanto uma área de forte instabilidade avançava pela região.
Até a última atualização, as autoridades não haviam registrado vítimas relacionadas ao fenômeno.
Rajadas chegaram a 90 km/h
A análise meteorológica apontou que a linha de instabilidade responsável pelo episódio provocou ventos de sul entre 60 e 90 km/h.
A atuação dos ventos intensos sobre o oceano, combinada com mudanças na pressão atmosférica, favoreceu a elevação repentina do nível do mar.
Essas condições fizeram com que a água avançasse rapidamente sobre a faixa costeira em diferentes pontos do Litoral Sul catarinense.
Região já registrou fenômeno anteriormente
A Praia do Cardoso já havia registrado um tsunami meteorológico em novembro de 2023. Na ocasião, a força da água também arrastou veículos e surpreendeu pessoas que estavam no local.
Outro episódio foi registrado na região em março de 2024.
Os casos anteriores reforçam a característica particular desse trecho do litoral diante de determinadas combinações de vento, pressão atmosférica e condições marítimas.
Tempo severo segue exigindo atenção
O fenômeno ocorreu durante um período de forte instabilidade atmosférica na Região Sul. Santa Catarina está entre os estados atingidos por temporais associados à passagem de sistemas meteorológicos pelo Sul do Brasil.
Além da chuva intensa, há risco de rajadas fortes, granizo, alagamentos e outros transtornos em diferentes regiões.
A orientação é acompanhar os avisos atualizados dos órgãos meteorológicos e da Defesa Civil, principalmente em áreas costeiras e locais sujeitos a alagamentos.
Entenda o contexto
Na manhã desta segunda-feira, moradores do Litoral Sul de Santa Catarina registraram um avanço incomum e repentino do mar. Inicialmente, ainda não havia uma classificação oficial para o episódio.
Após analisar radares, satélites e marégrafos, a Defesa Civil confirmou que o evento foi um tsunami meteorológico.
O fenômeno foi provocado pela combinação de alterações bruscas na pressão atmosférica e ventos intensos sobre o oceano. Rajadas entre 60 e 90 km/h foram registradas durante a passagem da linha de instabilidade.
Laguna, Jaguaruna e Imbituba tiveram alagamentos e danos materiais. Apesar da força da água e dos estragos registrados, não houve relato de feridos até a última atualização.
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