Os temporais que atingiram o Rio Grande do Sul deixaram quatro mortos e milhares de pessoas fora de casa. O balanço atualizado nesta terça-feira (22) aponta ocorrências em 146 municípios, depois de uma sequência de chuva intensa, enxurradas e fortes rajadas de vento.
Segundo a Defesa Civil, 3.145 pessoas estão fora de suas residências. Desse total, 2.732 estão desalojadas, enquanto as demais precisaram buscar abrigos.
A Zona Sul aparece entre as áreas fortemente atingidas. Municípios como Pelotas, Rio Grande, Canguçu, São José do Norte, Cerrito, Chuí, Pedro Osório e Santa Vitória do Palmar registraram danos em casas, quedas de árvores, interrupções no fornecimento de energia e outros transtornos.
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Quatro mortes são confirmadas após temporais
O número de mortes provocadas pelos eventos climáticos subiu para quatro nesta terça-feira.
Em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, equipes localizaram os corpos de um menino de 4 anos, de uma adolescente de 13 e de um homem de 46 anos.
As crianças estavam em um veículo que foi arrastado pela força da água. A mãe delas continuava desaparecida até a atualização do balanço.
O homem de 46 anos desapareceu enquanto trabalhava na limpeza de uma galeria e também foi localizado sem vida.
Em Pelotas, um motociclista morreu depois de se envolver em um acidente com uma fiação elétrica caída durante o temporal.
São José do Norte teve 15 casas destruídas
Na Zona Sul, São José do Norte aparece entre os municípios com maior quantidade de danos estruturais registrados.
Um dos levantamentos divulgados pela Defesa Civil contabilizou 15 casas destruídas, três residências danificadas e outras 82 destelhadas no município.
Também houve danos em postes e trechos da rede elétrica.
Os números fazem parte de levantamentos preliminares e podem sofrer alterações conforme as equipes municipais atualizam as informações no sistema estadual.
Canguçu registra mais de 90 casas destelhadas
Canguçu também aparece entre os municípios com danos expressivos provocados pelo vendaval.
O levantamento registrou uma residência destruída, oito casas danificadas e 92 imóveis destelhados.
Uma escola também sofreu danos durante a passagem do temporal.
As ocorrências colocaram Canguçu e São José do Norte entre as cidades gaúchas com maior quantidade de danos materiais registrados nos primeiros levantamentos.
Rajadas passaram de 110 km/h
A intensidade dos ventos ajuda a explicar a quantidade de destelhamentos, árvores derrubadas e danos na rede elétrica.
Em Rio Grande, as rajadas chegaram a 113,7 km/h durante a madrugada de segunda-feira (21).
Em São Jerônimo, houve registro de 115,8 km/h. Cerrito também enfrentou ventos acima dos 100 km/h, com medição de 104,1 km/h.
Em diferentes pontos do estado, árvores e postes foram derrubados e telhados arrancados pela força do vento.
Rio Grande recebeu centenas de pedidos de ajuda
Em Rio Grande, a Defesa Civil municipal recebeu cerca de 250 chamados relacionados aos estragos do temporal.
A maior parte dos pedidos envolvia danos provocados pelo vento, especialmente destelhamentos.
Somente até a tarde de segunda-feira, aproximadamente 200 solicitações eram de moradores que precisavam de lonas para proteger imóveis atingidos.
As equipes priorizaram ainda a retirada de árvores e obstáculos de vias importantes para a circulação de ambulâncias, viaturas e veículos de emergência.
Mais de 930 mil pontos chegaram a ficar sem energia
A rede elétrica foi uma das estruturas mais atingidas durante a passagem das tempestades.
No auge das ocorrências, mais de 930 mil pontos chegaram a ficar sem fornecimento de energia no Rio Grande do Sul.
Pelotas e Rio Grande estiveram entre as cidades afetadas, enquanto concessionárias mobilizaram equipes para retirar estruturas danificadas e restabelecer o serviço.
Quedas de árvores sobre a fiação e postes danificados dificultaram o trabalho em diferentes municípios.
Pelotas concentra maior número de pessoas afetadas
Pelotas aparece no balanço estadual como o município com maior número de moradores afetados, com mais de 336 mil pessoas contabilizadas pela Defesa Civil.
A cidade registrou destelhamentos, queda de árvores, danos em prédios e problemas no fornecimento de serviços essenciais.
Um galpão que já estava interditado também desabou durante a passagem do temporal. Não houve vítimas no desabamento.
O município mobilizou diferentes equipes para atender ocorrências e avaliar a extensão dos prejuízos.
Balanço segue em atualização
Os números do desastre mudaram rapidamente desde a madrugada de segunda-feira.
Um levantamento anterior registrava 119 municípios atingidos e 485 mil pessoas afetadas. Com o avanço das vistorias e a inclusão de novas ocorrências, o número de cidades chegou a 146 nesta terça-feira.
Por isso, levantamentos regionais divulgados durante as primeiras horas do evento apresentam números menores de residências e pessoas atingidas do que o balanço estadual mais recente.
A Defesa Civil segue recebendo informações das coordenadorias regionais e dos municípios.
Defesa Civil havia alertado para ventos acima de 100 km/h
Antes da passagem do sistema, a Defesa Civil estadual já havia alertado para a possibilidade de tempestades severas durante a madrugada de segunda-feira.
A previsão indicava possibilidade de granizo, chuva intensa e rajadas superiores a 100 km/h em áreas das Missões, Noroeste, Norte, Centro, Vales, Sul, Costa Doce, Região Metropolitana, Serra, Nordeste e Litoral Norte.
Os ventos registrados posteriormente confirmaram a intensidade prevista em diferentes pontos do estado.
Como receber alertas da Defesa Civil
A população deve acompanhar os alertas oficiais e evitar áreas próximas a árvores, postes, placas e estruturas que possam cair durante períodos de vento forte.
Também é necessário manter distância de fios rompidos ou caídos e nunca tentar atravessar áreas alagadas ou tomadas por correnteza.
Em situações de emergência, o Corpo de Bombeiros pode ser acionado pelo telefone 193. As orientações e avisos meteorológicos também são divulgados pelos canais oficiais da Defesa Civil.
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Entenda O Contexto
Uma sequência de temporais atingiu o Rio Grande do Sul entre o fim de semana e a segunda-feira (21), combinando chuva intensa, enxurradas, granizo e rajadas de vento superiores a 100 km/h.
Na Zona Sul, municípios como São José do Norte e Canguçu registraram dezenas de casas destruídas, danificadas ou destelhadas, enquanto Rio Grande teve rajadas de 113,7 km/h.
O impacto, porém, se espalhou por diferentes regiões do estado. Nesta terça-feira (22), o balanço já indicava 146 municípios com ocorrências.
Quatro mortes foram confirmadas e 3.145 pessoas estavam fora de casa, entre desalojados e moradores acolhidos em abrigos.
A Defesa Civil continua atualizando os números conforme as prefeituras concluem levantamentos e enviam novas informações sobre danos e pessoas atingidas.
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