Dodi se aproxima da transição para o campo e reacende a disputa por espaço no meio-campo do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. O volante, afastado desde agosto por uma lesão no joelho direito, tem chance real de voltar aos treinos normais antes do duelo com o Remo, em 7 de outubro, na Arena do Grêmio.
Renato Portaluppi, que reassume o protagonismo no vestiário tricolor, indica internamente que quer o jogador novamente como peça central do elenco. A pausa da Data Fifa, sem jogos até o confronto com o Remo, vira aliada nessa tentativa de recuperação física e técnica.
Lesão no joelho, reta final e corrida contra o relógio
O clube monitora de perto a avulsão na patela do joelho direito que tirou Dodi dos gramados em agosto. O volante cumpre as últimas etapas de fisioterapia e reforço muscular e está perto de ser liberado para iniciar trabalhos no gramado com o departamento físico.
De acordo com a avaliação interna, “o volante está na reta final de recuperação de uma lesão no joelho direito e pode avançar para a transição ao campo nos próximos dias”. A partir desse ponto, a liberação para treinos com bola ao lado dos companheiros dependerá de como o joelho reage ao aumento de carga.
A comissão técnica trata o calendário como oportunidade rara. Sem partidas oficiais até 7 de outubro, o Grêmio ganha cerca de duas semanas para acelerar, com cautela, o processo de reintegração. O planejamento prevê etapas progressivas: corrida leve, exercícios específicos, treinos com o grupo e, por fim, liberação para ir a campo em jogo.
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Renato resgata homem de confiança e mexe na hierarquia
A possível volta de Dodi tem peso que vai além da recuperação médica. Renato Portaluppi vê no volante um jogador capaz de reorganizar o meio-campo tricolor. Em conversas internas, o técnico reforça que “Renato pretende dar mais espaço ao jogador nesta nova passagem pelo clube”.
O histórico ajuda a explicar essa confiança. Sob o comando de Renato, em um período recente, Dodi foi o mais utilizado do elenco: “Naquela temporada, Dodi participou de 57 partidas sob o comando do técnico, sendo titular em 37 oportunidades”. Números que mostram um papel de protagonista, incomum para um volante em elenco de Série A.
O cenário muda quando se observa o trabalho mais recente de Luís Castro. Com o treinador anterior, o meio-campista disputa 21 partidas na temporada, perde espaço na rotação e em alguns momentos sequer vai para o banco. A perda de protagonismo abre caminho para questionamentos sobre sua continuidade entre os principais nomes do grupo.
Meio-campo mais preenchido e disputa interna aquecida
Renato sinaliza que quer um time com meio-campo mais povoado, capaz de proteger melhor a defesa e oferecer saída de bola qualificada. Nesse desenho, Dodi aparece como opção para equilibrar marcação e construção, perfil raro em um elenco que ainda busca estabilidade no Campeonato Brasileiro.
As discussões internas apontam para um reposicionamento da hierarquia do setor. “Agora, a tendência é de nova disputa por posição.” Jogadores que hoje atuam por dentro, alguns recém-firmados como titulares, podem ver minutos em campo ameaçados. O tom no vestiário, porém, é de que a concorrência eleva o nível geral.
O retorno de Dodi também afeta decisões estratégicas da diretoria. Uma recuperação plena e um desempenho consistente podem diminuir a urgência por contratações para o meio-campo em futuras janelas. Em contrapartida, caso o volante não retome o protagonismo, o clube terá argumento para buscar reforços, mesmo com folha salarial pressionada.
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Remo no horizonte e cautela médica
A torcida volta os olhos para o jogo contra o Remo, em 7 de outubro, primeira partida após a Data Fifa e possível marco da volta do volante. A comissão técnica, porém, evita cravar presença. “A presença contra o Remo ainda não pode ser tratada como confirmada, porque o volante depende da evolução física e da liberação médica”, reforçam profissionais envolvidos na recuperação.
O protocolo interno prevê que Dodi participe de alguns treinos completos com o elenco na Arena do Grêmio antes de qualquer decisão sobre escalação. A ideia é observar como o joelho reage a esforços típicos de jogo, como mudanças bruscas de direção, divididas e saltos, sem sinais de dor ou inchaço.
No vestiário, a percepção é de que “Dodi pode voltar a ganhar protagonismo no Grêmio com Renato Portaluppi”. A frase ecoa entre comissão técnica e jogadores mais experientes, que lembram o impacto do volante em momentos recentes decisivos.
O clube também observa o movimento de fora para dentro. Sócios e torcedores que acompanham o Grêmio Net, os canais oficiais e a busca por ingressos para a Arena do Grêmio veem no retorno do volante um sinal de reforço, sem custo de mercado, para a reta final do Brasileiro. Em um momento em que valores de ingressos e planos de sócio são debatidos com intensidade, recobrar competitividade em campo vira argumento até comercial.
Os próximos dias, entre a fisioterapia e o gramado, definem o tamanho do papel de Dodi no restante da temporada. Se a transição correr sem sobressaltos, o volante volta ao elenco em um ambiente mais competitivo, com Renato disposto a recolocá-lo no centro do projeto esportivo. Se houver recuo, o Grêmio terá de recalcular rota no meio-campo justamente na fase decisiva do campeonato.
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