TCDF bloqueia R$ 2,7 bilhões em bens de ex-dirigentes do BRB durante apuração sobre Banco Master

Tribunal de Contas do Distrito Federal adotou medida cautelar contra cinco ex-integrantes da cúpula do banco; decisão busca garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos e prevê prazo para apresentação de defesa
Redação NC News
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O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) determinou, em caráter cautelar, o bloqueio de até R$ 2,7 bilhões em bens de cinco ex-integrantes da alta administração do Banco de Brasília (BRB) durante a apuração de possíveis irregularidades relacionadas à tentativa de aquisição de participação no Banco Master.

A decisão foi tomada em sessão reservada realizada nesta quarta-feira (23) e tem validade de um ano. Segundo o tribunal, a medida busca garantir um eventual ressarcimento aos cofres públicos caso sejam confirmados prejuízos decorrentes das operações investigadas.

 

Medida atende representação de deputado e Ministério Público

O processo que tramita no TCDF foi aberto a partir de uma representação apresentada pelo deputado distrital Gabriel Magno (PT), em conjunto com uma representação do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas do Distrito Federal (MPjTCDF).

A apuração está registrada sob o número 00600-00003617/2025-75-e e tem relatoria da conselheira Anilcéia Luzia Machado.

O tribunal analisa suspeitas relacionadas às operações realizadas pelo BRB durante a tentativa de compra de participação no Banco Master, incluindo questionamentos sobre procedimentos internos e decisões administrativas tomadas pela instituição.

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Ex-dirigentes estão entre os alvos da decisão

Entre os alvos da medida cautelar estão cinco ex-integrantes da administração do BRB, incluindo o ex-presidente da instituição.

A decisão cita:

– Ex-presidente do BRB;

– Dario Oswaldo Garcia Júnior, ex-diretor de Finanças e da Controladoria;

– Robério Cesar Bonfim Mangueira, ex-superintendente de Operações Financeiras;

– Wily da Silva Leão, ex-integrante da Superintendência de Operações Financeiras;

– Marcelo Talarico, ex-presidente do Conselho de Administração.

O bloqueio de bens é uma medida preventiva e não representa, por si só, uma condenação ou comprovação definitiva de irregularidades por parte dos citados.

 

TCDF apura operações superiores a R$ 2 bilhões

De acordo com os documentos analisados pelo tribunal, as operações e aportes relacionados ao negócio envolvendo o Banco Master ultrapassaram R$ 2 bilhões.

Os relatórios apontam questionamentos sobre a ausência de uma deliberação colegiada prévia envolvendo o montante global comprometido.

A Corte também avalia informações relacionadas à elaboração de notas executivas e possíveis omissões de dados considerados relevantes em documentos encaminhados ao Banco Central.

 

Ex-gestores terão 30 dias para apresentar defesa

Os ex-dirigentes notificados pelo TCDF terão prazo de 30 dias para apresentar esclarecimentos e defesas sobre os pontos levantados no processo.

O tribunal determinou ainda que a análise tenha tramitação prioritária, permitindo o aprofundamento das auditorias, diligências e inspeções realizadas pela área técnica.

Caso novas informações indiquem a participação de outros envolvidos ou ampliem o dano estimado, o TCDF informou que o bloqueio de bens poderá ser estendido a outros agentes.

 

Investigação segue em andamento

A decisão do TCDF faz parte de uma série de apurações envolvendo operações relacionadas ao Banco Master e instituições que tiveram participação em negociações com a empresa.

As investigações analisam procedimentos administrativos, decisões de gestores e possíveis impactos financeiros das operações realizadas.

Até o momento, o tribunal adotou uma medida cautelar para preservar recursos enquanto o processo segue em fase de apuração e defesa dos envolvidos.

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Entenda o contexto

O Banco Master passou a ser alvo de diferentes apurações envolvendo operações financeiras e negociações realizadas pela instituição.

No Distrito Federal, o TCDF abriu procedimento para analisar atos relacionados à tentativa de aquisição de participação no banco pelo BRB.

A decisão desta quarta-feira determinou o bloqueio cautelar de bens de ex-dirigentes da instituição e abriu prazo para apresentação de defesa. O processo ainda será aprofundado pela área técnica do tribunal antes de uma decisão definitiva.

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