A disputa por duas vagas ao Senado pelo Distrito Federal teve uma mudança nesta segunda-feira (28/9), com a renúncia de Ronaldo Fonseca (PSD). O ex-candidato anunciou a decisão durante um evento da coligação liderada por Celina Leão (PP) e declarou apoio a Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL).
Fonseca afirmou que decidiu deixar a corrida eleitoral porque, na avaliação dele, sua candidatura poderia dividir os votos do campo político ao qual pertence.
“Eu estou entre amigos, e acho que eu estava do lado errado. Eu decidi renunciar minha candidatura ao Senado para apoiar minhas candidatas Michelle e Bia Kicis”, disse.
LEIA MAIS
Com 18,8% de indecisos, candidatos ao GDF intensificam busca por votos na reta final
Ex-candidato fala em evitar divisão de votos
Durante o discurso, Fonseca afirmou que pretende fazer campanha ao lado de Bia Kicis nos últimos dias antes da votação.
“Bia, eu quero andar com você nos quatro cantos da cidade. Se eu puder te ajudar, a esquerda não vai te tratorar. Nós vamos todos rumo à vitória”, declarou.
O ex-candidato também disse que a decisão não foi motivada apenas por nomes, mas pela intenção de concentrar o apoio eleitoral entre as candidaturas que considera alinhadas ao seu campo político.
“Independentemente de nomes, nós temos uma batalha para ser vencida: da direita contra a esquerda”, afirmou.
A renúncia ocorre na reta final da campanha para o primeiro turno. No domingo (27/9), levantamento do Instituto Igape/Record citado pelo Metrópoles apontava Fonseca com 2,1% das intenções de voto na disputa pelo Senado.
Quem é Ronaldo Fonseca
Natural de Volta Redonda (RJ), Ronaldo Fonseca é advogado, escritor e pastor da Assembleia de Deus. Ele concorria pela primeira vez ao Senado pelo Distrito Federal e liderava uma chapa considerada “puro-sangue”, com Professora Eunice Santos e Dr. Antonio como suplentes.
Com a renúncia, o nome de Fonseca deixa a disputa pelo Senado. O Tribunal Superior Eleitoral prevê regras específicas para casos de renúncia de candidatura, incluindo procedimentos para eventual substituição dentro dos prazos estabelecidos pela legislação eleitoral.
Michelle pede votos para Bia Kicis
O anúncio ocorreu durante um evento que reuniu Michelle Bolsonaro e Bia Kicis com integrantes da coligação de Celina Leão. A candidata ao Senado Bia Kicis também pediu união entre os aliados na reta final da campanha.
Michelle, por sua vez, pediu votos para a própria candidatura e para Bia Kicis. Durante o ato, ela também defendeu a soltura do ex-presidente Jair Bolsonaro e de pessoas presas pelos atos de 8 de janeiro, segundo declaração feita no evento.
“Nós precisamos fortalecer o Senado; nós precisamos eleger Bia Kicis como nossa senadora, junto ali comigo”, afirmou Michelle.
A ex-primeira-dama também declarou que, na avaliação dela, há pessoas presas injustamente e pediu que apoiadores participem de mobilizações nos últimos dias de campanha.