Lula lidera a corrida presidencial no primeiro turno, mas aparece em empate técnico com Flávio Bolsonaro em uma disputa direta, mostra pesquisa AtlasIntel divulgada hoje. O levantamento também revela que o terceiro mandato do petista é hoje mais desaprovado do que aprovado.
Lula à frente no primeiro turno, disputa aberta no segundo
A cinco dias da votação, a pesquisa coloca Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 45,3% das intenções de voto no primeiro turno. Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e principal nome da direita na disputa, soma 42,2%.
Os demais candidatos aparecem muito atrás, sem ameaçar a polarização. Samara Martins (UP) marca 0,4%, e Rui Costa Pimenta (PCO) registra 0,1%. Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias e o Veterinário Wilson Grassi (Democrata) não pontuam. O quadro reforça que a disputa se concentra em dois polos e reduz o espaço para alternativas de terceira via.
O cenário muda quando o instituto simula um segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. A AtlasIntel resume o quadro ao afirmar que “o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera as intenções de voto para o primeiro turno e empata tecnicamente com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo”. Em números, o senador tem vantagem numérica de 0,1 ponto, diferença considerada estatisticamente irrelevante diante da margem de erro de 1 ponto percentual.
Metodologia, outros cenários e avaliação do governo
A pesquisa ouviu 5.005 eleitores de todo o país entre os dias 23 e 28 de setembro, por questionários respondidos pela internet. O levantamento tem margem de erro de 1 ponto percentual, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. O estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-04391/2026.
O instituto também testou outros cenários de segundo turno, todos com Lula de um lado. Nas simulações contra Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão), o presidente venceria com folga. As vantagens variam de 2,5 pontos percentuais, no cenário mais apertado, a 24,7 pontos, no mais confortável.
Esses resultados reforçam que a eleição caminha para um duelo direto entre o petista e Flávio Bolsonaro. Em confrontos com nomes menos conhecidos nacionalmente, Lula mantém vantagem ampla. Apenas diante do herdeiro político do bolsonarismo a disputa se torna imprevisível.
A AtlasIntel também mediu a avaliação do terceiro governo Lula. A síntese do instituto é direta: “A gestão é mais desaprovada (para 53,6%) do que aprovada (para 45,2%)”. O dado indica desgaste relevante às vésperas da votação e ajuda a explicar por que o presidente encontra resistência para se afastar de um segundo turno apertado.
Polarização, mercado em alerta e reta final tensa
O empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno mantém vivo o clima de polarização que marca a política brasileira recente. A vantagem de cerca de 3 pontos do petista no primeiro turno não basta para projetar uma definição antecipada. O eleitorado segue dividido, com pouco espaço para surpresas fora dos dois principais campos.
No mercado financeiro, a incerteza alimenta cautela. Investidores e empresários acompanham a evolução das pesquisas para calibrar apostas em câmbio, juros e bolsa. Cenários indefinidos e possibilidade de contestação do resultado costumam trazer volatilidade e adiar decisões de investimento de maior fôlego.
Nas campanhas, a fotografia de hoje tende a acelerar movimentos. A equipe de Flávio Bolsonaro deve explorar a leve vantagem numérica no segundo turno, ainda que mínima, para energizar a base e atrair eleitores que rejeitam o governo. O discurso de alternância de poder e crítica à economia ganha fôlego com a desaprovação de 53,6% ao governo atual.
O comando da campanha de Lula, por sua vez, enfrenta o desafio de conter o desgaste e reduzir a rejeição. A prioridade passa por reforçar programas sociais e resultados econômicos positivos, ao mesmo tempo em que tenta enquadrar Flávio Bolsonaro como risco de retorno a um cenário de conflito permanente.
O desempenho pífio de candidaturas menores abre espaço para o chamado voto útil na reta final. Eleitores que hoje se declaram simpáticos a nomes fora da polarização podem migrar para Lula ou Flávio na tentativa de influenciar diretamente quem vai ao segundo turno. Alianças de última hora, sinalizações públicas e apoios regionais tendem a se intensificar até a véspera da votação.
O país entra na semana decisiva com um retrato de forte competição e possibilidade real de viradas de última hora. Novas pesquisas devem ser divulgadas nos próximos dias, e cada ponto percentual pode alterar estratégias, discursos e o humor dos mercados. Se o empate técnico persistir até o dia da eleição, cresce o risco de contestação judicial do resultado e de prolongamento da tensão política para além da apuração.
O desfecho da disputa, qualquer que seja, terá efeito direto sobre a governabilidade a partir de 2027 e sobre a capacidade do próximo governo de enfrentar um Congresso fragmentado, demandas sociais urgentes e um ambiente internacional instável. O que hoje aparece nas tabelas da AtlasIntel é, mais do que um placar provisório, um aviso de que o país volta a caminhar sobre uma linha estreita entre estabilidade e conflito.
O que mostra a pesquisa AtlasIntel para presidente hoje?
A pesquisa AtlasIntel para presidente divulgada hoje mostra Lula com 45,3% das intenções de voto no primeiro turno, Flávio Bolsonaro com 42,2% e todos os demais candidatos abaixo de 1%, além de um cenário de segundo turno tecnicamente empatado entre os dois principais nomes.
Como está a disputa de segundo turno entre Lula e Flávio?
A disputa de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro está hoje tecnicamente empatada, com o senador de direita numericamente 0,1 ponto à frente, diferença muito menor que a margem de erro de 1 ponto percentual, o que impede qualquer afirmação segura sobre quem venceria uma disputa direta.
Qual é a avaliação do terceiro governo Lula na pesquisa?
A avaliação do terceiro governo Lula na pesquisa AtlasIntel mostra 53,6% de desaprovação e 45,2% de aprovação, indicando que a gestão é hoje mais rejeitada do que apoiada, quadro que ajuda a entender a dificuldade do presidente em abrir vantagem folgada em um eventual segundo turno.
Qual a metodologia da pesquisa AtlasIntel divulgada hoje?
A metodologia da pesquisa AtlasIntel divulgada hoje envolve 5.005 entrevistas realizadas pela internet entre 23 e 28 de setembro, com margem de erro de 1 ponto percentual, nível de confiança de 95% e registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-04391/2026, o que a credencia para divulgação oficial.