O último debate entre Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) antes do primeiro turno da eleição para o Governo de São Paulo foi marcado por uma sequência de ataques, acusações e referências à política nacional. O encontro aconteceu na noite desta terça-feira (29), na TV Globo. Ao longo da transmissão, os candidatos alternaram propostas para o estado com críticas aos governos de Jair Bolsonaro e Lula. Segurança pública, saúde, educação, economia e alianças políticas ficaram entre os principais temas do confronto.
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Tarcísio destacou o combate contra o PCC
Na discussão sobre segurança pública, Tarcísio destacou operações da Polícia Civil contra o PCC nos setores de combustíveis e transporte e afirmou que cerca de 500 ações desse tipo foram realizadas durante seu mandato.
Haddad questionou os resultados da política de combate ao crime organizado e citou casos envolvendo o Comando Vermelho e o PCC no estado. O tema acabou concentrando boa parte das acusações entre os dois candidatos.
Saúde e pandemia entram no confronto
Haddad voltou a responsabilizar a gestão Bolsonaro pela situação deixada após a pandemia de Covid-19 e afirmou que São Paulo enfrenta dificuldades na área da saúde. O candidato também criticou a situação das filas e dos atendimentos especializados.
Tarcísio reagiu lembrando a gestão de Haddad na Prefeitura de São Paulo e afirmou que o petista descumpriu metas na área da saúde. O debate também teve críticas relacionadas ao atendimento de crianças atípicas e às políticas de inclusão nas escolas.
Educação provoca ironias entre os candidatos
Na educação, Haddad citou indicadores de alfabetização de São Paulo e afirmou que o estado registrava 61% das crianças alfabetizadas na idade certa em 2025, abaixo da média nacional de 66%.
Tarcísio rebateu mencionando o chamado selo ouro concedido pelo Ministério da Educação ao estado e questionou a crítica do adversário. O governador também foi cobrado sobre metas de ampliação das matrículas em ensino integral.
Debate também foi nacionalizado
As referências à política nacional apareceram durante praticamente todo o confronto. Tarcísio defendeu ações e investimentos associados ao governo Bolsonaro, enquanto Haddad destacou medidas e recursos do governo Lula destinados a projetos em São Paulo.
A Operação Carbono Oculto também entrou na discussão. Haddad citou a participação de órgãos federais na investigação, enquanto Tarcísio afirmou que o governo paulista teve protagonismo na operação contra suspeitas de infiltração do PCC no setor de combustíveis e em empresas financeiras.
Economia e críticas a Lula fecham o confronto
Tarcísio questionou Haddad, que foi ministro da Fazenda, sobre pedidos de recuperação judicial envolvendo grandes empresas durante o governo Lula. O governador também criticou a condução da política fiscal e econômica.
Haddad rebateu mencionando a administração Bolsonaro e o ex-ministro Paulo Guedes. Durante o debate, ainda afirmou que o grupo político de Tarcísio estaria alinhado a ideias do presidente argentino Javier Milei, ampliando novamente o tom nacional da disputa.
Flávio Bolsonaro aparece no encerramento
Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, foi citado por Tarcísio apenas nas considerações finais. O governador aproveitou o encerramento para defender aliados e reforçar sua ligação política com o campo bolsonarista.
Haddad, por sua vez, encerrou sua participação destacando o governo Lula e fazendo críticas ao grupo político adversário. O debate da Globo foi o segundo e último confronto direto entre os dois candidatos antes da votação de 4 de outubro.