Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, em transmissão ao vivo nesta quinta-feira (1º), que estava pronto para seguir aos Estúdios Globo para participar do último debate presidencial antes do primeiro turno quando decisões judiciais tomadas pouco antes do programa mudaram o cenário do encontro.
Durante a live, Flávio criticou a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que impediu a Globo de exibir o púlpito vazio identificado com o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que já havia informado que não participaria do debate. O candidato do PL classificou a medida como “censura”, expressão que representa sua avaliação sobre a decisão judicial.
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Flávio Bolsonaro desiste de debate da Globo e atribui decisão a “censura” do TSE
Flávio diz que estava pronto para seguir à Globo
Na transmissão, Flávio afirmou que ele e sua equipe estavam preparados para deixar o local onde se encontravam e seguir em direção aos estúdios da emissora.
“Tava eu aqui junto com todo nosso time pronto pra ir em direção aos estúdios da Globo pra fazer esse debate saudável a três dias das eleições.”
O candidato destacou que o encontro aconteceria na reta final da campanha e afirmou que milhões de eleitores ainda buscavam informações para definir o voto e comparar os projetos apresentados pelos presidenciáveis.
Flávio havia mantido a participação confirmada mesmo depois de Lula comunicar à Globo que não compareceria. O presidente optou por participar de uma entrevista ao Flow News na noite desta quinta-feira.
Decisão mudou regra sobre ausência de Lula
A controvérsia mencionada por Flávio começou após uma decisão da ministra Estela Aranha, do TSE, sobre as regras estabelecidas pela Globo para candidatos ausentes.
A emissora havia previsto que o púlpito de um candidato que não comparecesse permaneceria vazio e identificado. A dinâmica também previa um momento em que os participantes presentes poderiam formular perguntas ao ausente.
A decisão do TSE, tomada após pedido da coligação de Lula, impediu a identificação do espaço reservado ao presidente e modificou a dinâmica de perguntas prevista pela emissora.
Flávio reagiu afirmando que as mudanças representavam uma forma de censura.
“Decisões subsequentes, seguidas, a poucos minutos do debate, instaurando oficialmente a censura nessas eleições.”
A caracterização como “censura” é uma acusação do candidato. A decisão do TSE não impediu críticas políticas a Lula nem proibiu a realização do debate.
Flávio critica proibição de perguntas a Lula
Durante a live, Flávio concentrou as críticas na impossibilidade de manter a dinâmica originalmente prevista para a ausência do presidente.
“A proibição de se mostrar o púlpito do candidato ausente Lula da Silva […] e, pior do que isso, determinando que os candidatos presentes não pudessem fazer perguntas ao Lula.”
Em seguida, voltou a classificar a decisão como censura e fez críticas à atuação da Justiça Eleitoral.
A desistência representou uma mudança na posição do candidato do PL. Pouco antes, Flávio havia anunciado publicamente que não participaria mais do encontro “em função da censura imposta ao evento pelo TSE”.
Globo cancela debate após decisões judiciais
Além da decisão sobre as regras aplicáveis à ausência de Lula, a Globo recebeu uma determinação do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para incluir Renan Santos (Missão) no debate.
Diante das alterações determinadas poucas horas antes da transmissão, a emissora anunciou o cancelamento do programa e afirmou que as sucessivas decisões provocaram, em sua avaliação, “insegurança jurídica”.
Na live, Flávio relacionou diretamente esse cenário ao cancelamento.
“Em função de todas essas interferências, a Rede Globo resolveu cancelar o debate.”
O debate estava previsto para as 21h30 desta quinta-feira e seria o último promovido pela emissora antes do primeiro turno, marcado para domingo (4).
Flávio anuncia conversas durante transmissão
Sem o debate, Flávio afirmou que pretendia continuar a transmissão e convidar outras pessoas para conversar com ele durante a noite.
“Então, na medida do possível, eu vou chamar algumas pessoas aqui pra debaterem comigo, pra estarem junto com vocês, mostrando um pouquinho da realidade do Rio de Janeiro, do Brasil.”
A transmissão passou, assim, a funcionar como uma alternativa de comunicação do candidato na noite em que estava previsto o confronto televisivo entre os presidenciáveis.