O mapa da vitivinicultura brasileira ganha um novo e tecnológico capítulo nesta semana. Na próxima terça-feira (31), a Associação Nacional dos Produtores de Vinho de Inverno (Anprovin) inaugura, no Distrito Federal, o Centro de Análises e Pesquisa da Vitivinicultura Brasileira. Com um investimento de R$ 3,4 milhões em parceria com a ABDI, o laboratório surge para oferecer suporte técnico e científico a regiões emergentes que utilizam a técnica da dupla poda para produzir rótulos de alta gama.

Ciência a serviço do Cerrado
A vitivinicultura brasileira inaugura na próxima terça-feira, no Distrito Federal, seu primeiro Centro de Análises e Pesquisa voltado para regiões tropicais e de altitude. O projeto, liderado pela Anprovin em cooperação com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), visa oferecer certificação, rastreabilidade e suporte técnico para mais de 55 vinícolas espalhadas pelo Centro-Oeste, Sudeste e novas fronteiras, como a Chapada Diamantina. Através de equipamentos de alta precisão para análises físico-químicas e sensoriais, o laboratório busca elevar a competitividade dos chamados “vinhos de inverno” — produzidos por meio da inversão do ciclo da videira —, garantindo que a qualidade alcançada nos vinhedos do Cerrado e das montanhas seja validada por padrões técnicos internacionais.

Tecnologia de Dupla Poda
Diferente da produção tradicional no Sul, onde a colheita ocorre no verão, os vinhos de inverno utilizam a dupla poda (ou poda invertida). Essa técnica, desenvolvida pela Epamig, permite que as uvas amadureçam durante o inverno seco, aproveitando os dias ensolarados e as noites frias do Centro-Oeste e Sudeste, o que resulta em frutas mais sadias e com maior concentração de aromas.

Impacto e Inovação
Para o presidente da Anprovin, Cláudio Góes, a chegada do laboratório simboliza o amadurecimento do setor fora do eixo tradicional. “Estamos oferecendo suporte estratégico para consolidar os Vinhos de Inverno como um dos segmentos mais inovadores do país”, afirma.
O laboratório funcionará como um hub de inteligência, oferecendo também:
- Certificação de Origem: Garantia de procedência para o consumidor final.
- Qualificação Profissional: Cursos e treinamentos para técnicos e enólogos.
- Inovação 4.0: Suporte para investimentos em tecnologia que aumentem a produtividade e sustentabilidade.