A Justiça do Rio de Janeiro suspendeu o processo movido pelo Vasco para tentar garantir o uso do Maracanã na partida contra o Boca Juniors, pela semifinal da Copa Sul-Americana. A decisão foi tomada porque um torcedor vascaíno já havia ingressado com uma ação com o mesmo objetivo.
A juíza Adriana Laia Franco, da 2ª Vara Cível da Capital, entendeu que a continuidade simultânea dos dois processos poderia provocar decisões conflitantes. O jogo contra o Boca Juniors está marcado para 20 de outubro.

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Processo do Vasco fica suspenso
O Vasco entrou na Justiça depois que o consórcio responsável pela administração do Maracanã negou o pedido para que o clube mandasse no estádio o jogo de volta da semifinal da Sul-Americana.
Na avaliação da magistrada, embora as duas ações tenham autores e fundamentos jurídicos diferentes, ambas tratam da mesma questão prática: a possibilidade de o Vasco utilizar o Maracanã contra o Boca Juniors.
Ação de torcedor já tramita na Justiça
O processo apresentado pelo torcedor foi protocolado antes da ação movida pela SAF do Vasco e tramita na 2ª Vara de Fazenda Pública. O pedido de liminar havia sido negado em primeira instância, mas o autor recorreu ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
O recurso ainda aguarda julgamento em segunda instância. Por isso, a juíza responsável pelo processo do Vasco decidiu aguardar o resultado dessa análise antes de permitir o avanço da nova ação.
Juíza aponta risco de decisões contraditórias
Na decisão, Adriana Laia Franco destacou que uma eventual decisão em um dos processos poderia interferir diretamente no resultado do outro.
“O resultado de uma ação necessariamente interfere no resultado da outra (…), impedindo a convivência harmônica entre as demandas.”
Por esse motivo, a magistrada determinou a suspensão do processo movido pelo Vasco até que a questão discutida na ação popular seja definida pelo Tribunal de Justiça.
Fla-Flu terá prazo para se manifestar
Apesar da suspensão, o processo ainda terá uma etapa antes de permanecer paralisado. A Fla-Flu Serviços S.A., empresa responsável pela administração do Maracanã, terá 48 horas para apresentar manifestação sobre o pedido de urgência feito pelo Vasco.
A manifestação será considerada no andamento da questão enquanto o Tribunal de Justiça analisa o recurso apresentado pelo torcedor.
Vasco busca alternativas para o jogo
Enquanto tenta avançar na Justiça pelo Maracanã, o Vasco também trabalha para conseguir autorização para realizar a partida em São Januário.
O estádio, porém, não atende inicialmente à exigência de capacidade mínima estabelecida pela Conmebol para a semifinal da Sul-Americana. O clube busca uma autorização excepcional junto à entidade.
O Nilton Santos aparece como outra alternativa caso São Januário e Maracanã não sejam liberados.
Próximos passos
O Vasco deverá acompanhar o julgamento do recurso apresentado pelo torcedor no Tribunal de Justiça do Rio. O resultado poderá influenciar diretamente a ação movida pela SAF e definir os caminhos jurídicos para a utilização do Maracanã.
Paralelamente, o clube segue tentando viabilizar São Januário para o confronto contra o Boca Juniors, marcado para 20 de outubro.