Em quais estados os governadores podem ser eleitos no 1º turno

Levantamentos recentes mostram candidatos acima da metade dos votos válidos ou próximos desse patamar; resultado das urnas ainda pode alterar os cenários
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As eleições para governador podem terminar já no primeiro turno em sete estados, segundo os levantamentos mais recentes divulgados pelos institutos Datafolha e Quaest. Os cenários consideram pesquisas realizadas antes da votação deste domingo (4) e mostram candidatos com percentuais suficientes ou próximos da maioria necessária para evitar uma segunda etapa.

Pela legislação eleitoral, o candidato precisa conquistar mais de 50% dos votos válidos para ser eleito no primeiro turno. Votos brancos e nulos não entram nessa conta. Caso nenhum concorrente alcance a maioria absoluta, os dois mais votados avançam para o segundo turno.

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São Paulo aparece entre os cenários de maior concentração

Em São Paulo, o Datafolha divulgado em 1º de outubro registra Tarcísio de Freitas (Republicanos) com 56% dos votos válidos, enquanto Fernando Haddad (PT) aparece com 37%. Na pesquisa Quaest de 29 de setembro, os percentuais eram de 44% e 24%, respectivamente, considerando os votos totais.

No Piauí, Rafael Fonteles (PT) aparece com 65% dos votos válidos, contra 29% de Joel Rodrigues (PP), de acordo com o Datafolha divulgado em setembro.

Distrito Federal também está entre os cenários

No Distrito Federal, o Datafolha de 1º de outubro aponta Celina Leão (PP) com 53% dos votos válidos, enquanto Leandro Grass (PT) soma 26%. Na pesquisa Quaest realizada em 29 de setembro, Celina tinha 39% das intenções totais, contra 23% de Grass.

Em Santa Catarina, Jorginho Mello (PL) aparece com 54% dos votos totais na pesquisa Quaest de 24 de setembro. João Rodrigues (PSD) registra 13%. Como o governador já supera metade das intenções mesmo considerando votos brancos, nulos e indecisos, o percentual entre os votos destinados exclusivamente aos candidatos é ainda maior.

Roraima, Amapá e Mato Grosso do Sul

Em Roraima, Arthur Henrique (PL) tem 57% das intenções, contra 32% de Soldado Sampaio (Republicanos), segundo a Quaest de 25 de setembro.

No Amapá, Dr. Furlan (PSD) aparece com 53%, enquanto Clécio Luís (União Brasil) registra 40%, conforme levantamento divulgado em 24 de setembro.

Já em Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP) alcança 51% das intenções de voto na pesquisa Quaest de 25 de setembro. Fábio Trad (PT) aparece com 12%.

Outros estados também se aproximam da marca

Além dos sete estados com cenários de maior concentração, outras disputas apresentam candidatos que ultrapassam ou chegam perto de 50% quando são considerados somente os votos destinados aos concorrentes.

Na Paraíba, Lucas Ribeiro (PP) tem 49% das intenções, contra 16% de Efraim Filho (PL) e 15% de Cícero Lucena (MDB). Retirados os votos brancos, nulos e indecisos, a estimativa coloca Ribeiro acima da metade dos votos destinados aos candidatos.

No Maranhão, Eduardo Braide (PSD) aparece com 46%, contra 27% de Orleans Brandão (MDB). A conversão para votos atribuídos exclusivamente aos candidatos coloca Braide em torno de 52%.

Em Sergipe, Fábio Mitidieri (PSD) registra 43%, enquanto Valmir de Francisquinho (Republicanos) tem 34%. Considerados apenas os votos destinados aos candidatos, Mitidieri chega a aproximadamente 51,8%.

No Pará, Dr. Daniel (Podemos) soma 41%, contra 32% de Hana Ghassan (MDB). Desconsiderando indecisos, brancos, nulos e eleitores que afirmam não votar, o candidato aparece com aproximadamente 53,2% entre os votos destinados aos concorrentes.

Na Bahia, ACM Neto (União Brasil) tem 42%, enquanto Jerônimo Rodrigues (PT) aparece com 40%. Maria Bona (PCO) registra 1%. Entre os votos destinados aos candidatos, Neto chega a cerca de 50,6%. Os dois primeiros estão tecnicamente empatados.

Em Alagoas, JHC (PSDB) aparece com 43%, contra 41% de Renan Filho (MDB). Considerando apenas os votos atribuídos aos candidatos, JHC alcança aproximadamente 51,2%. O levantamento, porém, mostra os dois tecnicamente empatados.

Disputas seguem próximas da marca necessária

Em Pernambuco, Raquel Lyra (PSD) aparece exatamente com 50% dos votos válidos no Datafolha de 1º de outubro, enquanto João Campos (PSB) tem 47%. Como a legislação exige mais de 50% dos votos válidos, o cenário ainda não representa uma vitória em primeiro turno.

Em Minas Gerais, Cleitinho (Republicanos) soma 49% dos votos válidos, contra 20% de Patrus Ananias (PT).

Em Goiás, Daniel Vilela (MDB) aparece com 42% contra 19% de Marconi Perillo (PSDB). Considerados apenas os votos destinados aos candidatos, Vilela chega aproximadamente à marca de 50%.

No Ceará, Ciro Gomes (PSDB) registra 44%, enquanto Elmano de Freitas (PT) tem 43%. Os dois estão tecnicamente empatados, segundo o Datafolha de 25 de setembro.

Situação do Rio de Janeiro depende de decisão judicial

No Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) aparece com 47% dos votos válidos, contra 35% de Douglas Ruas (PL) e 8% de Anthony Garotinho (Republicanos), segundo o Datafolha de 1º de outubro.

O cenário, porém, pode sofrer alteração por causa da situação jurídica de Garotinho. O TRE-RJ manteve o indeferimento do registro, enquanto o TSE autorizou provisoriamente a continuidade da campanha até uma decisão definitiva.

Caso os votos destinados a Garotinho sejam posteriormente considerados inválidos, eles deixam de integrar o cálculo dos votos válidos. Nesse caso, o TSE precisaria fazer uma nova totalização, o que poderia modificar os percentuais da disputa.

Os números das pesquisas representam fotografias do momento anterior à votação e não antecipam o resultado oficial das eleições.

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