O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) afirmou que ninguém o alertou para deixar o celular antes de entrar na cabine de votação neste domingo (4), em Araxá, no Alto Paranaíba, em Minas Gerais. O candidato disse que teria entregado o aparelho imediatamente caso tivesse recebido a orientação.
Zema votou por volta das 9h, na Escola Estadual Delfim Moreira, e entrou na cabine com o celular na mão. A conduta contraria a regra da Justiça Eleitoral, que proíbe celulares e outros equipamentos capazes de comprometer o sigilo do voto dentro da cabine, mesmo que estejam desligados.
Após votar, Zema afirmou que costuma permanecer com o aparelho durante todo o dia e disse que não foi lembrado de deixá-lo antes de seguir para a urna.
Smartwatch, óculos inteligentes e celular: veja o que não pode entrar na cabine de votação
Zema diz que não usou celular durante o voto
Ao comentar o episódio, o candidato afirmou que não utilizou o aparelho para fotografar, registrar ou consultar informações durante a votação.
“Eu ando com o celular o dia todo, né? Ele é quase que como se fosse um dedo. E ninguém me lembrou ali e eu fui votar normalmente.”
Zema também negou ter usado o telefone como “colinha” eleitoral e afirmou que levou os números de seus candidatos anotados em papel.
“Levei no papel. Então, se tivesse me alertado, entregava na hora.”
O candidato acrescentou que não fotografou nem realizou qualquer outra ação com o aparelho enquanto esteve na cabine.
“Não afetou em nada o meu voto, a minha forma de votar. Não fotografei nada, não fiz nada com o celular ali. Fui só votar mesmo.”
O que diz a regra do TSE
A Resolução nº 23.751/2026 do Tribunal Superior Eleitoral estabelece que o eleitor não pode portar celular, máquina fotográfica, filmadora, equipamento de radiocomunicação ou outro instrumento capaz de comprometer o sigilo do voto dentro da cabine.
Antes de se dirigir à urna, o eleitor deve desligar o aparelho e depositá-lo, junto aos demais pertences, em local próprio e à vista da mesa receptora. A proibição também vale para aparelhos desligados.
A medida busca impedir o registro, a transmissão ou a divulgação do voto e preservar o caráter secreto da escolha feita pelo eleitor.
Após votar
Depois de deixar Araxá, a previsão é que Zema siga para Belo Horizonte, onde deve acompanhar a apuração dos votos. Até a publicação da reportagem usada como referência, o Tribunal Superior Eleitoral ainda não havia informado se alguma medida seria adotada especificamente em relação ao episódio.