Romeu Zema (Novo) afirmou neste domingo (4) que ficará contra candidatos do PT nas disputas de segundo turno das Eleições 2026. Em pronunciamento após o avanço da apuração, o governador de Minas Gerais também comemorou o desempenho de candidaturas que classificou como de direita e os resultados obtidos pelo Novo.
“E onde tiver PT no segundo turno eu estarei contra o PT”, declarou
Zema. Na sequência, ele voltou a reforçar a posição: “Aonde tiver PT, eu, Girão e o Novo estaremos do outro lado”.
O governador afirmou ainda ter enxergado nas urnas um avanço da direita superior ao que, segundo ele, era indicado pelas pesquisas eleitorais. A declaração foi feita enquanto a totalização dos votos ainda estava em andamento.
Zema comemora desempenho da direita
Durante o pronunciamento, Zema disse estar “muito satisfeito” com os resultados e avaliou que houve crescimento de candidaturas de direita no país.
“Deu para perceber claramente um avanço da direita muito maior do que as pesquisas apontavam”, afirmou.
Em outro momento, ao comentar a composição do Senado, Zema declarou que o resultado poderá produzir mudanças no cenário político. “Vamos ter um avanço muito grande no Senado e isso sinaliza que nós teremos mudança”, disse.
Novo e cláusula de barreira
Parte significativa do pronunciamento foi dedicada ao desempenho do Novo. Zema afirmou que o partido estava acima do desempenho necessário para superar a cláusula de barreira, mecanismo que condiciona o acesso de partidos a recursos do Fundo Partidário e ao tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão.
Apesar do otimismo, o governador ressaltou que a apuração ainda não estava concluída e evitou confirmar definitivamente o cumprimento da cláusula naquele momento.
“Está praticamente certo, apesar que ainda faltam alguns porcentos das urnas para serem apuradas, que o partido cumprirá a cláusula de barreira”, afirmou.
Segundo Zema, alcançar o requisito é uma prioridade para garantir condições de funcionamento e continuidade da legenda.
“A nossa grande prioridade é cumprir a cláusula de barreira, já que isso vai proporcionar a perenidade do partido. O partido passa a ter recursos, passa a ter uma série de prerrogativas”, declarou.
Zema celebra crescimento do Novo
O governador também comemorou o desempenho do partido nas eleições para o Congresso. Durante a fala, afirmou que o Novo havia garantido três cadeiras no Senado e projetou a eleição de oito ou mais deputados federais, embora tenha ressaltado que a totalização ainda precisava ser concluída para confirmar o tamanho das bancadas.
Zema afirmou que o resultado demonstraria crescimento de uma legenda que classificou como pequena.
“Então o trabalho que nós fizemos para que um partido pequeno avançasse deu resultado”, disse.
Ao comentar especificamente o Senado, Zema afirmou que a bancada da legenda teria sido ampliada. “Nós triplicamos a bancada do Senado, onde eu estou hoje como o único representante do Novo, então é um reforço fantástico”, declarou.
Críticas ao PT e à polarização política
No trecho mais político do pronunciamento, Zema reiterou a oposição ao Partido dos Trabalhadores e fez críticas à atuação da legenda no governo federal.
O governador atribuiu ao PT responsabilidade pelo que classificou como estagnação do país e problemas de corrupção. As declarações representam a avaliação política de Zema.
“PT já teve todas as chances de mostrar para o que veio”, afirmou. “O que ele entregou é um país estagnado, um país repleto de corrupção, como nós estamos vendo”, acrescentou.
Zema também afirmou que o Novo pretende manter a atuação de oposição ao partido. Com a definição das disputas que seguirão para o segundo turno, o governador sinalizou que deverá participar politicamente das campanhas em que candidatos petistas estiverem presentes.