A Polícia Federal prendeu seis pessoas em flagrante durante uma ação contra um garimpo ilegal em Tucumã, no Pará, na segunda-feira (5). Os agentes encontraram a atividade de exploração mineral em funcionamento em um imóvel rural localizado nas proximidades da Terra Indígena Kayapó.
Durante a fiscalização, foram apreendidas duas escavadeiras hidráulicas, dois motores e dois celulares. A PF também encontrou um galpão utilizado como alojamento e identificou condições consideradas degradantes, que podem caracterizar o crime de redução à condição análoga à escravidão.
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Garimpo estava em funcionamento
Segundo as informações da operação, os policiais chegaram ao imóvel e constataram que a estrutura de extração mineral estava ativa. O objetivo da ação era interromper a exploração irregular e combater crimes ambientais associados à atividade.
O maquinário encontrado no local foi apreendido. As duas escavadeiras hidráulicas e os motores integravam a estrutura utilizada na área de garimpo.
PF identifica condições degradantes em alojamento
Além da exploração mineral irregular, a fiscalização encontrou um galpão que servia de alojamento aos trabalhadores.
De acordo com a Polícia Federal, as condições verificadas no espaço apresentam indícios de situação degradante e podem configurar redução à condição análoga à escravidão. A eventual responsabilização criminal dependerá do avanço das investigações e da apuração das circunstâncias encontradas no local.
Área fica próxima à Terra Indígena Kayapó
O imóvel rural fiscalizado fica nas proximidades da Terra Indígena Kayapó, região que já é alvo de ações federais contra a exploração clandestina de ouro.
Em setembro, a Polícia Federal prendeu em Bannach, também no Pará, um investigado por integrar um grupo suspeito de explorar ilegalmente ouro dentro da Terra Indígena Kayapó. A prisão estava relacionada à Operação Rio Fresco 5.
Investigação busca responsáveis e destino do ouro
As informações reunidas durante a nova ação serão utilizadas para aprofundar a investigação. A PF pretende identificar o responsável pela estrutura de garimpo e descobrir quem adquiria o ouro retirado ilegalmente da área.
As apurações também deverão esclarecer a participação de cada pessoa encontrada no local e as circunstâncias relacionadas às condições de trabalho identificadas pelos agentes.