O deputado federal eleito Pedro Rousseff (PT), sobrinho da ex-presidente Dilma Rousseff, cobrou mudanças na campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o segundo turno da eleição presidencial. Em vídeo publicado nesta terça-feira (6), o petista afirmou que Lula corre risco de perder para Flávio Bolsonaro (PL) caso a estratégia não seja revista.
Atualmente vereador de Belo Horizonte, Pedro elencou quatro pontos que, na avaliação dele, precisam receber atenção da campanha: redes sociais, propostas para um eventual novo mandato, Supremo Tribunal Federal (STF) e segurança pública.
“A política tradicional morreu e o bolsonarismo, Nikolas Ferreira e companhia, mostraram para a gente que, goste ou não, as redes sociais vieram para ficar”, afirmou.
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Segundo Pedro, a esquerda também precisa evitar embates com grupos de eleitores, como evangélicos e pequenos empresários. Para ele, esse tipo de confronto amplia a rejeição ao presidente e dificulta a busca por votos no segundo turno.
“Errado não são eles que votaram no Flávio Bolsonaro, não. Errado somos nós que, nesse exato momento da história, estamos em segundo lugar e podemos perder as eleições”, disse.
Pedro Rousseff cobra novas propostas de Lula
Outro ponto levantado pelo deputado eleito é a necessidade de apresentar propostas para os próximos quatro anos. Na avaliação dele, a campanha não deve concentrar o discurso apenas nas realizações anteriores dos governos petistas.
“A grande verdade é que ou a campanha do Lula adota como postura o que o povo quer ouvir e para com essas pautas que ninguém se importa, ou nós vamos perder mesmo”, afirmou.
Pedro também defendeu que a campanha entre no debate sobre o Supremo Tribunal Federal. No vídeo, ele criticou problemas envolvendo a Corte e afirmou que o tema não pode ficar restrito ao discurso do campo bolsonarista.
Segurança pública entra nas cobranças
O quarto ponto citado pelo petista é a segurança pública. Pedro defendeu um discurso mais duro sobre criminalidade e afirmou que o partido precisa apresentar medidas que cheguem de maneira clara ao eleitor.
“Não dá para a gente ficar pelos próximos 10, 20, 30 anos com essa pecha de que o PT, que o Pedro, que o Lula, nós defendemos bandido”, disse.
Segundo ele, a campanha precisa responder a problemas cotidianos, como roubos e a sensação de insegurança. “Não dá, gente, para as pessoas mais saírem pela rua com medo de terem o seu telefone roubado, por exemplo, e a gente não ter uma proposta factível que chegue na dona Maria, que chegue no seu João para poder resolver isso”, completou.
Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno
Flávio Bolsonaro e Lula disputam o segundo turno da eleição presidencial no dia 25 de outubro. No primeiro turno, realizado no domingo (4), Flávio terminou na frente, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. A diferença entre os dois foi de cerca de 2,2 milhões de votos.
O segundo turno será realizado em todo o país das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.