O deputado federal e candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar (PL-AL) afirmou nesta quarta-feira (7) que a Justiça demorou para arquivar a acusação de estupro feita contra ele. Gaspar, que integra a chapa de Flávio Bolsonaro (PL), negou a acusação desde o início.
Na terça-feira (6), o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento do pedido de investigação. A decisão atendeu a uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou falta de provas e contradições nos depoimentos reunidos no caso.
Gilmar Mendes manda arquivar pedido de investigação por estupro contra vice de Flávio
Gaspar comenta decisão
Ao comentar o arquivamento, Gaspar afirmou que a decisão demorou. “O que eu posso dizer é que a Justiça demorou um bocado. No primeiro dia, eu disse que era mentira”, declarou.
A acusação havia sido apresentada pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) durante a última sessão da CPMI do INSS, da qual Gaspar era relator.
PGR pediu arquivamento
A Polícia Federal havia solicitado autorização para a abertura de inquérito. Antes de decidir, Gilmar Mendes determinou diligências preliminares para analisar os elementos apresentados.
Após a análise do material, a Procuradoria-Geral da República se manifestou pelo arquivamento. Segundo a PGR, não havia elementos suficientes para confirmar a origem das comunicações ou sustentar a acusação.
Gilmar Mendes acolheu a manifestação e concluiu que os elementos reunidos não apresentavam base indiciária suficiente para a instauração do inquérito.

Gaspar negou acusação desde o início
Desde que o caso veio a público, Alfredo Gaspar negou ter cometido o crime. O parlamentar também havia pedido ao Supremo que fosse acelerada a realização de testes de DNA que, segundo sua defesa, poderiam afastar a acusação.
Com a decisão de Gilmar Mendes, o pedido de investigação foi arquivado. Gaspar segue como candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições de 2026.