PGR nega depoimento de Vorcaro em delação, e campanha de Lula contesta acusações

Procuradoria afirma que as negociações ocorreram por meio dos advogados do ex-banqueiro e que não houve contato direto com o investigado; campanha presidencial anunciou medidas judiciais contra reportagem da revista Veja
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) negou nesta sexta-feira (9) que Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, tenha prestado depoimento oral durante as negociações para um acordo de delação premiada. Em nota, o órgão informou que as tratativas ocorreram exclusivamente por intermédio dos advogados do empresário e que nenhuma proposta resultou em acordo.

A manifestação foi divulgada após uma reportagem da revista Veja apresentar informações atribuídas a Vorcaro sobre supostos pagamentos relacionados a um documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao Instituto Lula. O caso provocou reação da campanha presidencial, que contestou o conteúdo publicado.

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PGR afirma que não houve contato direto com Vorcaro

Segundo a Procuradoria, as propostas de colaboração premiada foram apresentadas pela defesa do ex-banqueiro e recebidas nos termos em que foram formalizadas pelos advogados. O órgão ressaltou que não houve interlocução direta entre Vorcaro e representantes da instituição.

A PGR também confirmou que a proposta de delação foi rejeitada. De acordo com o comunicado, os motivos da decisão foram informados à defesa, e o procedimento segue submetido ao sigilo previsto em lei.

O esclarecimento não representa, por si só, uma conclusão sobre todas as informações mencionadas na reportagem, mas estabelece que não houve depoimento oral de Vorcaro no âmbito das tratativas com a Procuradoria.

Campanha de Lula chama reportagem de irresponsável

A coordenação da campanha de Lula divulgou uma nota em que classificou a publicação como uma “peça eleitoral irresponsável”. O grupo contestou a existência de um depoimento formal com o conteúdo divulgado e afirmou que não há registro desse material na Polícia Federal nem de uma delação com essas informações aceita pelas autoridades responsáveis.

A campanha também anunciou que pretende adotar medidas judiciais. Segundo o comunicado, a divulgação de acusações consideradas graves sem comprovação pode interferir no debate eleitoral às vésperas do segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro.

Reportagem menciona supostos pagamentos

A publicação da revista Veja atribuiu a Vorcaro relatos sobre pagamentos que somariam cerca de R$30 milhões para despesas relacionadas à produção de um documentário sobre Lula, além de outros valores que teriam sido destinados ao Instituto Lula.

Segundo a reportagem, as supostas negociações envolveriam João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, e teriam relação com tentativas de obter acesso a investimentos de fundos de pensão. Essas informações são alegações atribuídas ao ex-banqueiro pela publicação e não devem ser tratadas como fatos comprovados.

A PGR confirmou que houve tratativas para uma possível colaboração premiada, mas informou que a proposta foi rejeitada e que não houve depoimento oral. A campanha de Lula, por sua vez, negou as acusações e anunciou que recorrerá à Justiça.

PF nega depoimento de Vorcaro sobre supostos pagamentos para filme de Lula

Em nota divulgada nesta sexta-feira (9), a Polícia Federal afirmou que Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master, não prestou depoimento com o conteúdo relatado em uma reportagem sobre supostos pagamentos para a produção de um filme sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A corporação também informou que ele não entregou documentos ou informações que confirmassem o teor da publicação. A PF acrescentou que as propostas de colaboração premiada apresentadas pela defesa de Vorcaro foram rejeitadas por não atenderem aos requisitos legais.

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