Furacão Isaías deixa quatro mortos e milhares de pessoas sem energia nos Estados Unidos

Tempestade atingiu a Flórida com ventos de até 165 km/h e provocou inundações, quedas de árvores e interrupções na produção de petróleo.
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O furacão Isaías deixou quatro mortos e cerca de 670 mil consumidores sem energia elétrica nos Estados Unidos neste sábado (10). O fenômeno atingiu a costa da Flórida com ventos de até 165 km/h e provocou quedas de árvores, danos à infraestrutura e interrupções no fornecimento de eletricidade em diferentes regiões do sudeste americano.

De acordo com autoridades locais, duas das mortes ocorreram após árvores caírem sobre residências. Os estados mais afetados pelos apagões foram Flórida, Alabama, Geórgia e Mississippi. Mesmo depois de perder intensidade, a tempestade continuou oferecendo riscos de inundações repentinas, ventos fortes e tornados.

Fenômeno atingiu a Flórida com ventos de 165 km/h, provocou estragos em quatro estados e afetou a produção de petróleo no Golfo do México.
Fenômeno atingiu a Flórida com ventos de 165 km/h, provocou estragos em quatro estados e afetou a produção de petróleo no Golfo do México.
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Segundo dados da plataforma PowerOutage.us, aproximadamente 420 mil consumidores estavam sem energia na Flórida por volta do meio-dia deste sábado. No Alabama, eram cerca de 190 mil, enquanto a Geórgia registrava 43 mil e o Mississippi, 17 mil.

O governador da Flórida, Ron DeSantis, informou que cerca de 16 mil técnicos de concessionárias de energia foram mobilizados para trabalhar na recuperação do fornecimento.

Equipes de emergência também atuam na avaliação dos danos e na reabertura de rodovias, pontes e aeroportos afetados pela passagem do furacão.

Furacão chegou à costa com ventos de 165 km/h

Isaías atingiu o litoral da Flórida na noite de sexta-feira (9), nas proximidades da cidade de Destin, como um furacão de categoria 2 na escala Saffir-Simpson, com ventos sustentados de aproximadamente 165 km/h.

Após avançar pelo Alabama, o sistema perdeu força rapidamente e foi reclassificado como ciclone pós-tropical pelo Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC).

Apesar do enfraquecimento, o órgão manteve alertas para chuvas intensas, inundações e possíveis tornados em áreas da Flórida, Geórgia e Carolinas.

Queda de árvores provoca bloqueios em estradas

No Alabama, árvores e linhas de transmissão derrubadas comprometeram a circulação de veículos. No condado de Houston, autoridades determinaram o fechamento de todas as estradas por questões de segurança.

A agência estadual de gestão de emergências alertou que as condições de deslocamento permaneciam perigosas, especialmente nas regiões sob risco de enchentes repentinas.

Na Flórida, DeSantis afirmou que não haviam sido registrados pedidos de busca e salvamento logo após a chegada do furacão, mas ressaltou que as equipes continuavam monitorando os impactos.

Produção de petróleo e gás é interrompida

A passagem de Isaías também afetou a produção de petróleo e gás natural no Golfo do México, uma das principais regiões produtoras de energia dos Estados Unidos.

Segundo autoridades americanas, aproximadamente 69% da produção de petróleo e 57% da produção de gás natural na região permaneciam interrompidas neste sábado.

Cerca de 113 plataformas de produção, equivalentes a 30% das instalações monitoradas, continuavam evacuadas.

Para enfrentar possíveis problemas no abastecimento, o Departamento de Energia dos Estados Unidos autorizou uma operação emergencial de troca envolvendo até 4 milhões de barris de petróleo bruto da Reserva Estratégica do país.

Outra tempestade provoca transtornos na Califórnia

Enquanto o sudeste dos Estados Unidos enfrenta os efeitos de Isaías, a tempestade Rachel também provocou problemas na costa do Pacífico.

O sistema avançava em direção ao norte da Baixa Califórnia, acompanhado de rajadas de vento e elevação das marés. Na Califórnia, aproximadamente 7 mil consumidores ficaram sem energia elétrica.

As autoridades americanas seguem monitorando as condições meteorológicas e trabalhando na recuperação dos serviços essenciais. O balanço de vítimas e prejuízos ainda poderá ser atualizado conforme avançarem as avaliações nas áreas atingidas.

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