El Niño ganha força enquanto furacão Polo ameaça México após subir de categoria

A temperatura recorde no Pacífico Equatorial intensifica o El Niño e fortalece o furacão Polo na costa mexicana.
Redação NC News
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Dois fenômenos distintos colocam o Oceano Pacífico no centro das atenções meteorológicas nesta semana. De um lado, o El Niño continua se fortalecendo e pode atingir intensidade histórica nos próximos meses. De outro, o furacão Polo passou por uma intensificação explosiva, chegou à categoria 5 e mantém a costa sudoeste do México em alerta. Os dois eventos ocorrem sobre um Pacífico excepcionalmente quente, mas não devem ser tratados como se um fosse consequência direta do outro. O El Niño altera as condições oceânicas e atmosféricas em grande escala e pode favorecer a atividade de ciclones no Pacífico oriental, enquanto a formação e a intensidade de cada furacão dependem também de fatores locais.
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NOAA aponta El Niño em rápida intensificação

O boletim mais recente do Centro de Previsão Climática da NOAA confirma que o El Niño continua ganhando força. Em agosto, o índice Niño 3.4 ficou em +1,8°C. Na região mais oriental do Pacífico Equatorial, as anomalias de temperatura da superfície ultrapassaram +3°C. Debaixo da superfície, o cenário também chama atenção. A NOAA identificou áreas extensas com temperaturas superiores a 10°C acima da média em profundidade. A agência estima probabilidade superior a 90% de que o episódio alcance a categoria de El Niño muito forte durante o outono e o inverno do Hemisfério Norte. Para o trimestre entre outubro e dezembro, a NOAA calcula 75% de chance de um evento com intensidade superior aos episódios registrados desde o início da série moderna, em 1950.

Polo saltou de tempestade tropical para categoria 5

Enquanto o El Niño evolui em escala de meses, Polo chamou atenção pela velocidade com que se fortaleceu em questão de horas. Na segunda-feira (21), o sistema ainda era uma tempestade tropical. Na terça-feira, alcançou categoria 5, o nível máximo da escala Saffir-Simpson. No auge, os ventos sustentados chegaram a 285 km/h e a pressão central caiu para aproximadamente 892 hPa, colocando Polo entre os ciclones mais intensos já observados no Pacífico oriental. Na madrugada desta quarta-feira (23), o furacão perdeu alguma força durante um processo de reorganização da parede do olho e caiu para categoria 4. Às 3h no horário do centro do México, Polo apresentava ventos máximos sustentados de 250 km/h e estava aproximadamente 300 quilômetros ao sul de Zihuatanejo.

Bandas externas já alcançam o México

Embora o núcleo do furacão permaneça sobre o oceano, as bandas mais externas já começaram a alcançar o sudoeste mexicano. Há alerta de tempestade tropical no trecho entre Tecpan de Galeana e Punta San Telmo, além de vigilância em áreas mais ao norte. Guerrero e Michoacán estão entre os estados com maior risco de chuva forte, inundações repentinas, deslizamentos, ondas elevadas e correntes marítimas perigosas.

El Niño pode influenciar clima do Brasil

No Brasil, episódios fortes de El Niño costumam favorecer maior frequência de chuva no Sul e condições mais secas em partes das regiões Norte e Nordeste. Isso não significa que todos os eventos extremos possam ser atribuídos diretamente ao fenômeno. A distribuição de chuva e calor também depende de frentes frias, sistemas regionais e oscilações atmosféricas de menor escala. Com um episódio muito forte projetado para os próximos meses, órgãos meteorológicos mantêm vigilância reforçada sobre cheias, secas, ondas de calor e impactos sobre agricultura e recursos hídricos.
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Entenda O Contexto

O El Niño de 2026 está se fortalecendo e tem mais de 90% de chance de atingir intensidade muito forte nos próximos meses, segundo a NOAA. Separadamente, o furacão Polo passou por uma das intensificações mais rápidas já registradas no Pacífico oriental e alcançou categoria 5 na terça-feira (22). Polo chegou a registrar ventos de 285 km/h, mas enfraqueceu para categoria 4 nesta quarta-feira, com 250 km/h. O núcleo permanece sobre o oceano, enquanto bandas externas alcançam a costa mexicana.
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