Mulher invade área interna de UPA no DF e agride vigilante com socos no rosto

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Um vigilante de 53 anos foi agredido por uma mulher de 34 anos dentro da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Planaltina, no Distrito Federal, na noite de sábado (10). Segundo a Polícia Militar, a paciente invadiu uma área interna da unidade para exigir atendimento médico e, ao ser impedida de avançar, reagiu contra a equipe de segurança.

Durante a confusão, o funcionário recebeu socos no rosto e sofreu arranhões. A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi acionada para atender à ocorrência, e os envolvidos foram encaminhados à 16ª Delegacia de Polícia, em Planaltina. O caso é investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) como injúria, vias de fato e lesão corporal.

De acordo com o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), responsável pela administração da unidade, a agressão ocorreu após a paciente demonstrar insatisfação com a ordem de atendimento. A mulher tentou acessar uma área restrita da UPA, onde foi contida pelos profissionais de segurança.

Técnica de enfermagem fica com hematomas após ser enforcada com cabo de carregador em UPA do DF

Paciente teria se irritado com a ordem de atendimento

Segundo o Iges-DF, a confusão começou porque a mulher não concordou com a ordem de atendimento dos pacientes. Ela teria tentado forçar a entrada em uma área interna da unidade para conseguir assistência médica.

O instituto explicou que as UPAs utilizam protocolos de classificação de risco, nos quais os pacientes são avaliados conforme a gravidade do estado de saúde. Isso significa que pessoas com quadros mais graves podem receber atendimento antes de outras que chegaram primeiro.

Em nota, o Iges-DF repudiou a agressão e reforçou que a violência contra trabalhadores das unidades de saúde não é tolerada.

“O Iges-DF repudia qualquer forma de violência, ameaça ou agressão contra os profissionais de saúde e de apoio que atuam em suas unidades […]. O Instituto ressalta que os atendimentos nas UPAs seguem critérios de classificação de risco, que priorizam os pacientes conforme a gravidade do quadro clínico, e não pela ordem de chegada”, declarou o instituto.

Outros casos de violência em unidades de saúde do DF

A agressão em Planaltina ocorre menos de duas semanas depois de outro episódio de violência contra uma trabalhadora da saúde no Distrito Federal.

No dia 29 de setembro, uma técnica de enfermagem de 46 anos foi atacada por uma paciente na UPA do Riacho Fundo II. Na ocasião, a profissional sofreu uma tentativa de enforcamento com um cabo de carregador de celular e ficou com hematomas no pescoço.

Após o episódio, o Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) voltou a cobrar medidas de proteção aos trabalhadores da rede pública, incluindo a instalação de botões de pânico e o reforço dos protocolos de segurança.

O conselho também defende a regulamentação de leis distritais voltadas à proteção dos profissionais e à ampliação dos serviços de vigilância nas unidades públicas de saúde.

Polícia Civil investiga agressão

A ocorrência registrada na UPA de Planaltina foi encaminhada à 16ª Delegacia de Polícia. A investigação considera possíveis crimes de injúria e lesão corporal, além da contravenção penal de vias de fato.

Até o momento, não foram divulgadas informações sobre eventual prisão da mulher ou sobre a necessidade de afastamento do vigilante de suas atividades.

A Polícia Civil deverá apurar as circunstâncias da agressão e a responsabilidade da envolvida.

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